Practice in the Physical Education curriculum at Universidade Federal de Goiás
DOI:
https://doi.org/10.22456/1982-8918.155016Keywords:
Practice, Relational theory, Curriculum, Physical EducationAbstract
This research aimed to analyze how practice is conceived and structured in the Physical Education curricula at Universidade Federal de Goiás. Methodologically, it is a qualitative, descriptive, and documentary study based on the analysis of six curricular projects, using content analysis. Practice was understood through Pierre Bourdieu’s relational thought, as a result of the interaction between habitus, situation, and social space. The results revealed three analytical categories: bodily practices as a specificity undergoing autonomization; pedagogical practice, conceived as the construction of knowledge linked to social intervention, with a strong educational demarcation; and professional practice, associated with legislative changes, such as the expansion of internships, the implementation of practice as a curricular component, and the curricularization of extension activities. It is concluded that practice in the curricula expresses disputes, tensions, and symbolic conflicts in the field of Physical Education, revealing forms of arbitrariness in its constitution.
Downloads
References
ALVES, Cláudia Aleixo; FIGUEIREDO, Zenólia Christina Campos. Diretrizes Curriculares para a formação em Educação Física: camisa de força para os currículos de formação? Motrivivência, v. 26, n. 43, p. 44–54, 2014. DOI: https://doi.org/10.5007/2175-8042.2014v26n43p44.
BARDIN, Laurence. Análise de conteúdo. Lisboa: Edições 70, 1977.
BETTI, Mauro. Por uma teoria da prática. Motus Corporis: Revista de Divulgação Científica do Mestrado e Doutorado em Educação Física, v. 3, n. 2, p. 73–127, dez. 1996.
BOURDIEU, Pierre. A economia das trocas simbólicas. 6. ed. São Paulo: Perspectiva, 2007.
BOURDIEU, Pierre. Notas provisórias sobre a percepção social do corpo. Pro-posições, v. 25, n. 1, p. 247-256, jan./abr. 2014. DOI: https://doi.org/10.1590/S0103-73072014000100014.
BOURDIEU, Pierre. O senso prático. Petrópolis: Vozes, 2009.
BOURDIEU, Pierre. Os usos sociais da ciência: por uma sociologia clínica do campo científico. São Paulo: Editora UNESP, 2004.
BOURDIEU, Pierre. Pierre Bourdieu: sociologia. Coautoria de Renato Ortiz. São Paulo: Ática, 1983. (Col. Grandes Cientistas Sociais).
BRACHT, Valter. Educação Física & ciência: cenas de um casamento (in)feliz. Ijuí: Editora Unijuí, 2003.
BRASIL. Conselho Nacional de Educação. Parecer CNE/CP nº 28, de 2 de outubro de 2001. Dá nova redação ao Parecer CNE/CP 21/2001, que estabelece a duração e a carga horária dos cursos de Formação de Professores da Educação Básica, em nível superior, curso de licenciatura, de graduação plena. Brasília, DF: CNE, 02 out. 2001. Disponível em: https://www.gov.br/mec/pt-br/cne/pdf/pareceres-do-cne/cp/2001/028.pdf Acesso em: 9 abr. 2026.
BRASIL. Conselho Nacional de Educação. Resolução CNE/CP nº1, de 18 de fevereiro de 2002. Institui Diretrizes Curriculares Nacionais para a Formação de Professores da Educação Básica, em nível superior, curso de licenciatura, de graduação plena. Brasília, DF: CNE, 18 fev. 2002a. Disponível em: https://www.gov.br/mec/pt-br/cne/pdf/resolucoes-do-cne/cp/2002/rcp001_02.pdf Acesso em: 9 abr. 2026.
BRASIL. Conselho Nacional de Educação. Parecer CNE/CES nº 138, de 3 de abril de 2002. Dispõe sobre as Diretrizes Curriculares Nacionais do curso de graduação em Educação Física. Brasília, DF: CNE, 03 abr. 2002b. Disponível em: https://www.gov.br/mec/pt-br/cne/pdf/pareceres-do-cne/ces/2002/pces138_02.pdf Acesso em: 9 abr. 2026.
BRASIL. Conselho Nacional de Educação. Resolução CNE/CES nº 7, de 31 de março de 2004. Institui Diretrizes Curriculares Nacionais para os cursos de graduação em Educação Física, em nível superior de graduação plena. Brasília, DF: CNE, 31 mar. 2004. Disponível em: https://www.gov.br/mec/pt-br/cne/pdf/resolucoes-do-cne/ces/2004/rces007_04.pdf Acesso em: 9 abr. 2026.
BRASIL. Conselho Nacional de Educação. Resolução CNE/CES nº 6, de 18 de dezembro de 2018. Institui Diretrizes Curriculares Nacionais dos Cursos de Graduação em Educação Física e dá outras providências. Brasília, DF, CNE, 18 dez. 2018b. Disponível em: https://www.semesp.org.br/legislacao/resolucao-cne-ces-no-6-de-18-de-dezembro-de-2018. Acesso em: 29 ago. 2025.
BRASIL. Conselho Nacional de Educação. Parecer CNE/CP nº 22, de 7 de novembro de 2019. Diretrizes Curriculares Nacionais para a Formação Inicial de Professores para a Educação Básica e Base Nacional Comum para a Formação Inicial de Professores da Educação Básica (BNC-Formação). Brasília, DF: CNE, 07 nov. 2019. Disponível em: https://www.gov.br/mec/pt-br/cne/pdf/pareceres-do-cne/cp/2019/pcp022_19.pdf Acesso em: 9 abr. 2026.
BRASIL. Presidência da República. Lei nº 9.696, de 1º de setembro de 1998. Dispõe sobre a regulamentação da profissão de Educação Física e cria os respectivos Conselho Federal e Conselhos Regionais de Educação Física. Brasília, DF: Casa Civil, 01 set. 1998. Disponível em: https://legislacao.presidencia.gov.br/atos/?tipo=LEI&numero=9696&ano=1998&ato=127oXQU1EeNpWT247. Acesso em: 29 ago. 2025.
BRASIL, Marcos Roberto. Os usos da teoria sociológica de Pierre Bourdieu na área de Educação Física no Brasil (1977-2017). 2018. 228 f. Dissertação (Mestrado em Educação Física) – Centro de Ciências da Saúde, Universidade Estadual de Maringá, Maringá, 2018. Disponível em: http://repositorio.uem.br:8080/jspui/handle/1/7386. Acesso em: 8 abr. 2026.
CASTELLANI FILHO, Lino. As concepções de Educação Física no Brasil. Horizontes – Revista de Educação, v. 1, n. 2, p. 11-31, 2013. Disponível em: https://ojs.ufgd.edu.br/horizontes/article/view/3162. Acesso em: 12 maio 2025.
CASTELLANI FILHO, Lino. Educação Física no Brasil: a história que não se conta. Campinas: Papirus Editora, 1999.
CASTELLANI FILHO, Lino. 40 anos de CBCE: de expressão do “Movimento de Renovação Conservadora” à síntese do “Movimento Renovador (Progressista)” da Educação Física/Ciências do Esporte. In: LARA, Larissa; ATHAYDE, Pedro; MYSKIW, Mauro; SANTOS, Romilson Augusto dos; WITTIZORECKI, Elisandro Schultz; CONCEIÇÃO, Victor Julierme Santos da; ARAÚJO, Allyson Carvalho de; MOLINA NETO, Vicente (org.). Ciências do Esporte, Educação Física e Produção do Conhecimento em 40 Anos de CBCE. Ijuí: Editora Unijuí, 2019. p. 65-75.
FIGUEIREDO, Zenólia Christina Campos; ALVES, Cláudia Aleixo; ANDRADE FILHO, Nelson Figueiredo de. A instrumentalização do currículo na formação de professores de Educação Física no Brasil. Revista Formação em Movimento, v .3, n. 6, p. 520-541, 2021. Disponível em: https://costalima.ufrrj.br/index.php/FORMOV/article/view/823 Acesso em: 10 nov. 2025.
FURTADO, Roberto Pereira. Do fitness ao wellness: os três estágios de desenvolvimento das academias de ginástica. Pensar a Prática, v. 12, n. 1, p. 1-11, 2009. DOI: https://doi.org/10.5216/rpp.v12i1.4862.
GIL, Antônio Carlos. Métodos e técnicas de pesquisa social. 6. ed. São Paulo: Atlas, 2008.
GRENFELL, Michael. Pierre Bourdieu: conceitos fundamentais. Petrópolis: Vozes, 2018.
HUNGARO, Edson Marcelo. A Educação Física e a tentativa de “deixar de mentir: o projeto de ‘intenção de ruptura’”. In: MEDINA, João Paulo Subirá et al. (org.). A Educação Física cuida do corpo... e mente. 25. ed., rev. ampl., Campinas: Papirus, 2010. p. 135-159.
LAZZAROTTI FILHO, Ari. O modus operandi do campo acadêmico-científico da Educação Física no Brasil. 2011. 147 p. Tese (Doutorado em Educação Física) – Centro de Desportos, Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2011. Disponível em: https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/95808. Acesso em: 8 abr. 2026.
LAZZAROTTI FILHO, Ari; SILVA, Ana Márcia; MASCARENHAS, Fernando. Transformações contemporâneas do campo acadêmico-científico da Educação Física no Brasil: novos habitus, modus operandi e objetos de disputa. Movimento, v. 20, n. esp, p. 67–80, 2014. DOI: https://doi.org/10.22456/1982-8918.48280.
MANSKE, George Saliba. Práticas corporais como conceito? Movimento, v. 28, p.1-17, jan./dez. 2022. DOI: https://doi.org/10.22456/1982-8918.118810.
MEDEIROS, Cristina Carta Cardoso de. Habitus e corpo social: reflexões sobre o corpo na teoria sociológica de Pierre Bourdieu. Movimento, v. 17, n. 1, p. 281–300, jan./mar. 2011. DOI: https://doi.org/10.22456/1982-8918.13430.
MEDINA, João Paulo Subirá. A Educação Física cuida do corpo... e ‘’mente’’: bases para a renovação e transformação da educação física. 7. ed., Campinas: Papirus, 1987.
NÓVOA, António. Conhecimento profissional docente e formação de professores. Revista Brasileira de Educação, v. 27, p.1-20, 2022. DOI: https://doi.org/10.1590/S1413-24782022270129.
SACRISTÁN, José Gimeno. O currículo: uma reflexão sobre a prática. 3. ed. Porto Alegre: Editora Artmed, 2000.
SILVA, Ana Márcia; LAZZAROTTI FILHO, Ari; ANTUNES, Priscilla de Cesaro. Práticas corporais. In: GONZÁLES, Fernando Jaime; FENSTERSEIFER, Paulo Evaldo (org.). Dicionário Crítico de Educação Física. 3. ed. Ijuí: Unijuí, 2014. p. 522-528.
SOARES, Marta Genú; ABREU, Meriane Conceição Paiva; MONTE, Emerson Duarte. Formação de professores e as normativas curriculares em Educação Física. Revista Brasileira de Ciências do Esporte, n. 42, p. 1-10, 2020. DOI: https://doi.org/10.1590/rbce.42.2019.140.
UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS – UFG. Faculdade de Educação Física e Dança. Projeto Pedagógico de Graduação do Curso de Educação Física. Goiânia: UFG, 2021. Disponível em: https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/73/o/ABI_PPC_final_julho_2023.pdf?1691431258. Acesso em: 8 abr. 2026.
UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS – UFG. Resolução CEPEC nº 184, de 19 de agosto de 1983. Fixa princípios e critérios para elaboração dos Currículos Plenos e dá outras providências, revogando-se a Resolução nº 104/CCEP. Goiânia: UFG, 19 ago. 1983. Disponível em: https://pos.ufg.br/p/resolucoes. Acesso em: 8 nov. 2025.
VIEIRA, Victor Fernandes. A Extensão universitária na Faculdade de Educação Física e Dança da UFG (1989-2019). Dissertação de Mestrado - Programa de Pós-Graduação em Educação Física, Universidade Federal de Goiás, Goiânia - GO, 2023.
Downloads
Published
How to Cite
Issue
Section
License
Copyright (c) 2026 Movimento

This work is licensed under a Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Authors retain the copyright to the manuscripts they submit and grant Movimento the right to publish the text in accordance with the open licensing policy adopted by the journal.
Movimento adopts the Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional (CC BY 4.0) license and follows the Open Access model, which provides unrestricted online access, including free access, to all scholarly texts published by the journal.
When submitting a manuscript, authors must acknowledge that they are aware of the copyright licensing terms that will apply if the manuscript is accepted and published, as described below:
- Open access is a condition in which the copyright holder of a scholarly work grants third parties’ rights to use the work under an open license (Creative Commons Attribution, CC BY)
- Open access provides free and immediate access to the work, authorizing any user to read, download, copy, distribute, print, search, or link to the full texts of articles; index them; pass them as data to software; or use them for any other lawful purpose.
Movimento encourages authors to self-archive accepted manuscripts by making them available on personal blogs, institutional repositories, academic social media platforms, and personal profiles, provided that the complete reference to the published version on the journal's website and/or the SciELO Collection page is included.