Classificações, rótulos e giros
o panorama da discussão epistemológica da Educação Física brasileira no século XXI
DOI:
https://doi.org/10.22456/1982-8918.130119Palavras-chave:
Epistemologia, Educação Física, Linguagem, OntologiaResumo
O objetivo deste artigo foi analisar o panorama da discussão epistemológica da Educação Física (EF) brasileira, no século XXI, com o intuito de contribuir com novas chaves de leitura para o debate. Para tal, além da análise da produção científica do campo sobre o assunto, foram realizadas entrevistas com oito pesquisadores que publicam artigos sobre o tema da epistemologia, sendo eles: Valter Bracht, Mauro Betti, Paulo Fensterseifer, Pedro Hallal, Felipe Quintão de Almeida, Juliano de Souza, Marcelo Moraes e Silva e Ricardo Rezer. A partir da produção científica e das entrevistas é possível concluir que a discussão epistemológica da EF brasileira avança rumo a uma condição de pluralidade que parece vir acompanhada de problemas em relação à formação científica.
Downloads
Referências
ALMEIDA, Felipe Quintão de; BRACHT, Valter; VAZ, Alexandre Fernandes. Classificações epistemológicas na Educação Física: redescrições... Movimento, v. 18, n. 4, p. 241-263, out./dez. 2012. DOI: https://doi.org/10.22456/1982-8918.27727
ALMEIDA, Felipe Quintão de; VAZ, Alexandre Fernandes. Do giro linguístico ao giro ontológico na atividade epistemológica em Educação Física. Movimento, v. 16, n. 3, p. 11- 28, jul./set. 2010. DOI: https://doi.org/10.22456/1982-8918.12485
BARROS JÚNIOR, Bartolomeu Lins de; MORAES, Danielle Batista de; DIAS, Eldernan dos Santos; GAMA, Augusto César Vilela; HÚNGARO, Edson Marcelo. Aspectos controversos de uma interpretação do giro linguístico sobre a ontologia de Lukács como referência crítica na Educação Física. Movimento, v. 28, p. e28034, 2022. DOI: https://doi.org/10.22456/1982-8918.122538
BUNGENSTAB, Gabriel Carvalho. Epistemologia da Educação Física brasileira: (re) descrições da atividade epistemológica no século XXI. Movimento, v. 26, p. 1-14, 2020. DOI: https://doi.org/10.22456/1982-8918.100551
FENSTERSEIFER, Paulo Evaldo. A crise da racionalidade moderna e a Educação Física. Revista Brasileira de Ciências do Esporte, v. 22, n. 1, 2000. Disponível em: http://revista.cbce.org.br/index.php/RBCE/article/view/751. Acesso em: 11 nov, 2023.
FONTES, Flávio Fernandes. O que é a virada linguística? Trivium-Estudos Interdisciplinares, v. 12, n. 2, p. 3-17, 2020. Disponível em: http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2176-48912020000300002&lng=en&nrm=is&tlng=pt. Acesso em: 11 nov. 2023.
GAYA, Adroaldo Cezar Araújo. O Pós-graduação e a formação de professores de educação física no Brasil. Revista Brasileira de Educação Física e Esporte, v. 31, p. 71-75, 2017. DOI: https://doi.org/10.11606/1807-55092017000nesp071
REZER, Ricardo. O trabalho docente na Formação Inicial em Educação Física: reflexões epistemológicas. 2010. Tese (Doutorado em Educação Física) – Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2010.
SACARDO, Michele; SILVA, Régis Henrique dos Reis. A crítica crítica dos giros epistemológicos e/ou linguísticos no debate político-epistemológico da área da Educação Física. Germinal: Marxismo e Educação em Debate, v. 9, n. 2, p. 26-39, 2017. Disponível em: https://periodicos.ufba.br/index.php/revistagerminal/article/view/15883. Acesso em: 11 nov. 2023.
SÁNCHEZ GAMBOA, Silvio. Reações ao giro linguístico: o resgate da ontologia ou do real, independente da consciência e da linguagem. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE CIÊNCIAS DO ESPORTE, 15., 2007, Recife. Anais... Recife: CBCE, 2007.
SCAPIN, Gislei José; SOUZA, Maristela da Silva. Epistemologia da Educação Física e a agenda pós-moderna: uma descrição histórica para situar o debate. Germinal: marxismo e educação em debate, v. 14, n. 3, p. 366-383, 2022. DOI: https://doi.org/10.9771/gmed.v14i3.51128
SOUZA, Juliano de. Do homo movens ao homo academicus: rumo a uma teoria reflexiva da Educação Física. São Paulo: Liber Ars, 2021.
SOUZA, Juliano de; BUNGENSTAB, Gabriel Carvalho; SILVA, Marcelo Moraes e; GARCIA, Rui Proença. Interfaces entre educação física e teoria social–reflexões e desafios para a formação científica. Educação, Ciência e Cultura, v. 27, n. 2, 2022. DOI: https://doi.org/10.18316/recc.v27i2.8575
TANI, Go. Cinesiologia, educação física e esporte: ordem emanente do caos na estrutura acadêmica. Motus Corporis, v. 3, n. 2, p. 9-50, 1996.
TRIVIÑOS, Augusto Nibaldo Silva. Introdução à pesquisa em ciências sociais. São Paulo: Atlas, 1987.
YIN, Robert K. Pesquisa qualitativa do início ao fim. Porto Alegre: Penso Editora, 2016.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2023 Movimento

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
A autoria detém os direitos autorais sobre os manuscritos submetidos e concede à revista Movimento o direito de publicar os textos, de acordo com a política de licença aberta adotada pelo periódico.
A revista Movimento adota a licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional (CC BY 4.0), seguindo o modelo de Acesso Aberto (Open Access), que permite o acesso virtual, sem restrição (incluindo as financeiras), a todos os textos científicos publicados pelo periódico.
Ao realizar a submissão do manuscrito, a autoria precisa declarar estar ciente das licenças de direitos autorais que entrarão em vigor caso o manuscrito seja aceito e publicado, conforme termos descritos abaixo:
- O acesso aberto é a condição em que a/o detentor/a dos direitos autorais de um trabalho acadêmico concede direitos de uso a terceiros usando uma licença aberta (Creative Commons Attribution, CC-BY);
- O acesso aberto é gratuito e imediato ao trabalho, autorizando qualquer usuária/o a ler, baixar, copiar, distribuir, imprimir, pesquisar ou vincular os textos completos dos artigos, rastreá-los para indexação, passá-los como dados para software ou usá-los para qualquer outra finalidade legal.
A revista Movimento encoraja a autoria a autoarquivar os manuscritos aceitos, disponibilizando-os em blogs pessoais, repositórios institucionais, mídias sociais acadêmicas e também em perfis pessoais, desde que seja incluída a referência completa à versão publicada no website do periódico e/ou na página da coleção SciELO.