Reprodução das normas de gênero em tarefas artístico-expressivas
DOI:
https://doi.org/10.22456/1982-8918.151001Palavras-chave:
Educação Física e Treinamento, Identidade de gênero, Masculinidade, Feminilidade, DançaResumo
Este artigo analisa e questiona os estereótipos de gênero vivenciados pelos alunos em tarefas artísticas e expressivas próprias de uma disciplina da área de Educação Física, do curso de Magistério do Ensino Fundamental da Faculdade de Educação da Universidad de Zaragoza, na Espanha. Participaram 56 alunos, 26 mulheres e 30 homens, com idade média de 22,30 anos. Os depoimentos foram coletados por meio de vídeos em grupo, nos quais os alunos compartilharam suas experiências em relação aos estereótipos de gênero associados às sessões práticas da disciplina. Foi aplicada a análise de conteúdo e utilizado o software Nvivo 11. Os principais resultados mostram como as atividades artístico-expressivas na Educação Física Escolar perpetuam os papéis tradicionais, vinculando as mulheres a uma feminilidade enfatizada, enquanto os homens demonstram incompetência expressiva e competitividade para se distinguirem do feminino, preservando assim a masculinidade hegemônica.
Downloads
Referências
BAILEY, Marlon M. Performance as intervention. Ballroom culture and the politics of HIV/AIDS in Detroit. In: STRYKER, Susan; McCARTHY, Dylan (ed.). The transgender Studies Reader Remix. London: Routledge, 2022. p. 1-15.
BARBERO, José Ignacio. Cultura profesional y currículo (oculto) en educación física. Reflexiones sobre las (im)posibilidades de cambio. Revista de Educación, n. 311, p. 13-49, 1996. Disponible en: https://www.educacionfpydeportes.gob.es/dam/jcr:fac71287-eebf-4a3d-9430-7ed9204f0c68/re3110200458-pdf.pdf Accessado en: 20 sept. 2025.
BARDIN, Laurence. Análisis de contenido. Madrid: Akal, 2002.
BOURDIEU, Pierre. La dominación masculina. Barcelona: Anagrama, 2006.
BOURDIEU, Pierre. La distinción: criterio y bases sociales del gusto. Madrid: Taurus, 2023.
BUTLER, Judith. El género en disputa: el feminismo y la subversión de la identidad. Barcelona: Paidós, 2014.
CANALES, Inma. La mirada y el tacto en la expresión corporal: consecuencias pedagógicas y propuesta de intervención. London: Editorial Académica Española, 2011.
CANALES-LACRUZ, Inma; REY-CAO, Ana. Diferencias de género percibidas por el alumnado en la interacción visual y táctil de las tareas de expresión corporal. Movimento, v. 20 n. 1, p. 169-192, 2014. DOI: https://doi.org/10.22456/1982-8918.39271
CANALES-LACRUZ, Inma; LORENTE-ECHEVERRÍA, Silvia. Sistema de categorías para analizar estereotipos de género de los estudiantes universitarios en tareas artístico-expresivas (Proyecto Agitando el Avispero). Geneve: Zenodo, 2024. https://zenodo.org/records/10847999
CONNELL, Raewyn. Masculinidades. Ciudad de México: UNAM/PUEG, 2003.
DEMPSTER, Steve. Having the balls, having in all? Sport and constructions for undergraduate laddishness. Gender and Education, v. 21 n. 5, p. 481-500, 2009. DOI: https://doi.org/10.1080/09540250802392299
DE BEAUVOIR, Simone. El segundo sexo. Madrid: Cátedra, 2005.
FORESTIER, Anthony; LARSSON, Håkan. Choreographing gender: masculine domination and heteronormativity in physical education. Sport, education and society, v. 28, n. 2, p. 132-143, 2023. DOI: https://doi.org/10.1080/13573322.2021.1997980
FORT, Oriol. Cuando danza y género comparten escenario. AusArt Journal for Research in Art, v. 3, n. 1, p. 54-65, 2015. DOI:https://doi.org/10.1387/ausart.14406
GARCÍAS DE VES, Silvia; BELTRÁN-GARRIDO, José Vicente. Challenging gender stereotypes in dance and physical education: exploring body percussion as a neutral practice. Research in Dance Education, 2024. DOI: https://doi.org/10.1080/14647893.2024.2327991
GORELY, Trish; HOLROYD, Rachel; KIRK, David. Muscularity, the habitus and the social construction of gender: towards a gender-relevant physical education. British Journal of Sociology of Education, v. 24 n. 4, p. 429-448, 2003. DOI: https://doi.org/10.1080/01425690301923
HALBERSTAM, Judith. Masculinidad femenina. Barcelona: Egales, 2008.
HANNA, Judith Lynne. Dance and sexuality: many moves. The Journal of Sex Research, v. 47 n. 2-3, p. 212-241, 2010. DOI: https://doi.org/10.1080/00224491003599744
MARTÍN, Montserrat. Contribución del feminismo de la diferencia sexual a los análisis de género en el deporte. Revista Internacional de Sociología, v. 64, n. 44, p. 111-131, 2006. DOI: https://doi.org/10.3989/ris.2006.i44.30
MARTÍN, Montserrat; SPENCER, Nancy; BRUCE, Toni. Dancing With Derrida: deconstructing sportswomen’s performances on Dancing with the Stars and Mira Quien Baila. Sociology of Sport Journal, v. 35, n. 2, p. 178–187, 2018. DOI: https://doi.org/10.1123/ssj.2017-0097
MISSÉ, Miquel. Prólogo. In: RAMOS, Alfredo (ed.). Perforar la masculinidad. Barcelona: Bellaterra, 2024. p. 9-15.
RAMOS, Alfredo. Perforar las masculinidades. Barcelona: Bellatera, 2024.
RANEA, Beatriz. Desarmar la masculinidad. Madrid: Los libros de la catarata, 2021.
REY, Ana. Ciencia y motricidad. Epistemología de las ciencias de la actividad física y del deporte. Madrid: Dykinson, 2014.
ROVIRA, Gloria; LÓPEZ-ROS, Víctor; LAVEGA, Pere; MATEU, Mercè. Las emociones en las prácticas motrices de atención plena. Revista Española de Orientación y Psicopedagogía, v. 25 n. 2, p. 111-126, 2014. DOI: http://www.redalyc.org/articulo.oa?id=338232663008
VIDIELLA, Judith; HERRAIZ, Fernando; HERNÁNDEZ, Fernando; SANCHO, Juana María. Masculinidad hegemónica, deporte y actividad física. Movimento, v. 16 n. 4, p. 93–115, 2010. DOI: https://doi.org/10.22456/1982-8918.15031
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 Movimento

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
A autoria detém os direitos autorais sobre os manuscritos submetidos e concede à revista Movimento o direito de publicar os textos, de acordo com a política de licença aberta adotada pelo periódico.
A revista Movimento adota a licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional (CC BY 4.0), seguindo o modelo de Acesso Aberto (Open Access), que permite o acesso virtual, sem restrição (incluindo as financeiras), a todos os textos científicos publicados pelo periódico.
Ao realizar a submissão do manuscrito, a autoria precisa declarar estar ciente das licenças de direitos autorais que entrarão em vigor caso o manuscrito seja aceito e publicado, conforme termos descritos abaixo:
- O acesso aberto é a condição em que a/o detentor/a dos direitos autorais de um trabalho acadêmico concede direitos de uso a terceiros usando uma licença aberta (Creative Commons Attribution, CC-BY);
- O acesso aberto é gratuito e imediato ao trabalho, autorizando qualquer usuária/o a ler, baixar, copiar, distribuir, imprimir, pesquisar ou vincular os textos completos dos artigos, rastreá-los para indexação, passá-los como dados para software ou usá-los para qualquer outra finalidade legal.
A revista Movimento encoraja a autoria a autoarquivar os manuscritos aceitos, disponibilizando-os em blogs pessoais, repositórios institucionais, mídias sociais acadêmicas e também em perfis pessoais, desde que seja incluída a referência completa à versão publicada no website do periódico e/ou na página da coleção SciELO.