Reinventando o karatedo
a adoção do nome moderno da luta de Okinawa
DOI:
https://doi.org/10.22456/1982-8918.139919Palabras clave:
História, Esporte, Karate, JapãoResumen
Este artigo trata da recomposição identitária pela qual passou a luta de Okinawa durante a primeira metade do Século XX. O Karate é amplamente praticado em todo o planeta, mas seu processo de difusão mundial só ocorre após a mudança para a denominação atual. O objetivo desta pesquisa histórica é identificar os elementos do processo de ruptura e as renegociações identitárias que culminam com a adoção do nome Karatedō. Para isso, foi desenvolvida uma pesquisa qualitativa baseada nos pressupostos da história cultural. A coleta de dados ocorreu em fontes primárias como jornais e manuscritos de Okinawa e de Tóquio da primeira metade do século XX. Este estudo revela uma drástica quebra no paradigma atual, removendo de Funakoshi Gichin a autoria no estabelecimento do nome Karatedō e apontando o protagonismo de outros uchinānchu nessa mudança, além desse processo ter ocorrido em meio a muitas resistências e disputas de poder.
Descargas
Citas
ABE, Ikuo; KIYOHARA, Yasuharu; NAKAJIMA, Ken. Sport and physical education under fascistization in Japan. International Journal of the History of Sport, n. 9, p. 1-28, abr. 1992.
ASAHI SHIMBUN [Acervo Digital]. Okinawa, 2022. [Acervo público municipal - consulta local].
BENEDICT, Ruth. O crisântemo e a espada: padrões da cultura japonesa. São Paulo: Perspectiva, 2009. 280 p. (Coleção Debates – Antropologia).
BURKE, Peter. O que é história cultural. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editora, 2008.
CELLARD, André. A análise documental. In: POUPART, Jean et al. A pesquisa qualitativa: enfoques epistemológicos e metodológicos. Petrópolis: Vozes, 2008.
CHARTIER, Roger. A história cultural: entre práticas e representações. Lisboa: DIFEL; Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2000.
CRAMER, Mark. The history of Karate and the masters who made it: development, lineages, and philosophies of traditional Okinawan and Japanese Karate-do. Berkeley: Blue Snake Books, 2018.
ENKAMP, Jesse. Karate nerd in China (Ep. 2). Canal de Jesse Enkamp (Youtube). 2020. Disponível em: https://www.youtube.com/c/JesseEnkamp. Acesso em: 3 set. 2022.
FIGUEIREDO, Abel. A institucionalização do Karatê: os modelos organizacionais do Karatê em Portugal. Tese (Doutorado em motricidade humana) - Universidade Técnica de Lisboa, Lisboa, 2006. Disponível em: https://repositorio.ipv.pt/handle/10400.19/448. Acesso em: 3 set. 2022.
FROSI, Tiago Oviedo. Uma história do Karate-do no Rio Grande do Sul: de arte marcial a prática esportiva. Dissertação (Mestrado em Ciência do Movimento Humano) - Escola de Educação Física, Fisioterapia e Dança, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2012.
FROSI, Tiago Oviedo; MAZO, Janice Zarpellon. Repensando a história do Karatê contada no Brasil. Revista Brasileira de Educação Física e Esporte, v. 25, n. 2, p. 297-312, 2011. DOI: https://doi.org/10.1590/S1807-55092011000200011
FUNAKOSHI, Gichin. Karatê-Do Kyōhan: the master text. Tóquio: Kodansha International, 1973.
FUNAKOSHI, Gichin. Karate-Dō Kyōhan. Tóquio: [s.n.], 1936.
FUNAKOSHI, Gichin. Karatê-Do Nyūmon: texto Introdutório do Mestre. São Paulo: Cultrix, 1999.
HOBSBAWM, Eric; RANGER, Terence. A invenção das tradições. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2012.
ITOSU, Asato. Martial Tales: part 2, Ryukyu Shimpo, Okinawa, 16 mar 1915.
KERR, George H. Okinawa: the history of an island people. North Clarendon: Tuttle Publishing, 2000.
KIM, Jooyoun; KIM, Eunjung. There is no first attack in Karate: the emergence of “Sport Karate” during the allied occupation of Japan. Sport History Review, v. 53, n. 1, p. 67-82, 2022. DOI: https://doi.org/10.1123/shr.2021-0005
KOYAMA, Masashi; WADA, Koji; KADEKARU, Toru. Karate, its history and practice. Tóquio: Nippon Budokan, 2021. 492p.
MCCARTHY, Patrick. The bible of Karate: Bubishi. Tóquio: Charles E. Tuttle Publishing, 1995.
MCCARTHY, Patrick; ENKAMP, Jesse. The Matsuyama Theory. 2011. E-book (34 p.) Disponível em: http://bit.ly/qXOwU6. Acesso: 8 ago. 2022.
MENZIES, Gavin. 1421, o ano em que a China descobriu o mundo. Rio de Janeiro: Bertrand do Brasil, 2006.
MOTOBU, Naoki. “Koryu” of Karate. Motobu-ryu Blog. 25 jun. 2022b. Disponível em: https://ameblo.jp/motoburyu/entry-12750033822.html. Acesso em: 3 set. 2022.
MOTOBU, Naoki. Transition of the Concept of Karate (China Hand). Motobu-ryu Blog. 31 ago. 2022a. Disponível em: https://medium.com/@motobu715/transition-of-the-concept-of-karate-china-hand-16108bcbb6c6. Acesso em: 3 set. 2022.
NAKAMURA, A. The world of Karate during the Karate symposium. Exposição - Karate Kaikan (painel). Okinawa: Karate Kaikan, 2022.
NAKAZATO, J. et al. Okinawa Karate and martial arts with weaponry. 2003.
NIPPON BUDO KYOGIKAI. Budo Kensho: article one – the definition of Budo. Tóquio: Nippon Budokan, 1987. 2 p. Disponível em: https://www.nipponbudokan.or.jp/english/budochater. Acesso em: 3 set. 2022
OLIVEIRA, Marcelo Alberto. O Karate: tradições, rituais e significados a partir da percepção de mestres e alunos. Dissertação (Mestrado em estudos socioculturais e comportamentais da Educação Física e esporte) - Universidade de São Paulo, São Paulo, 2020. DOI: https://doi.org/10.11606/D.39.2020.tde-13052021-145905
PESAVENTO, Sandra Jatahy. História & história cultural. 2. ed. Belo Horizonte: Autêntica, 2008.
QUAST, Andreas. “Karate Kumite” 1905. Ryukyu Bugei, 23 nov. 2019.
ROSE, Gillian. Visual methodologies: an introduction to the interpretation of Visual Materials. Londres: Sage Publications, 2007. 229 p.
RYUKYU SHIMPO. [Acervo Digital]. Okinawa: [consulta local], 2022.
SAKAUE, Yasuhiro. The nationalisation of the body in martial arts: the case of post-war Japan. Journal of Martial Arts Research, v. 2, n. 2, p. 1–12, 2019. Disponível em: https://jomar.dshs-koeln.de/wp-content/uploads/2022/01/The-Nationalisation-of-the-Body-in-Martial-Arts-The-case-of-Post-War-Japan.pdf. Acesso em : 3 set. 2023
TAN, Kevin S. Y. Constructing a martial tradition: rethinking a popular history of Karate-Dou. Journal of Sport and Social Issues, v. 28, n. 2, p. 169-192, 2004. DOI: https://doi.org/10.1177/0193723504264772
TOYAMA, Kanken. Karate-do Dai Hokan. Tóquio: Tsuru Shobo, 1960.
TOYAMA, Kanken. Okugi Hijutsu Karate-dō. [S.l.]: Tanaka Shoten, 1956. p. 76.
YOMIURI SHIMBUN. [Acervo Digital]. Okinawa: [consulta local], 2022.
YOSHIMURA, J. Jiden Budōki. Monthly Okinawa-sha. Okinawa, v. 2, n. 8, set 1941.
Descargas
Publicado
Cómo citar
Número
Sección
Licencia
Derechos de autor 2025 Movimento

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución 4.0.
Los autores conservan los derechos de autor sobre los manuscritos presentados y conceden a Movimento el derecho a publicar el texto, de conformidad con la política de licencia abierta de la revista.
Movimento adopta la licencia Creative Commons Atribución 4.0 Internacional (CC BY 4.0), de conformidad con el modelo de Acceso Abierto (Open Access), que permite el acceso en línea, libre de restricciones (incluidas las económicas), a todos los textos científicos publicados por la revista.
Al presentar un manuscrito, los autores deberán declarar que conocen y aceptan las condiciones de la licencia de derechos de autor, la cual entrará en vigor en caso de que el manuscrito sea aceptado y publicado, conforme a los siguientes términos:
- El acceso abierto implica que el titular de los derechos de autor de un trabajo académico concede a terceros los derechos de uso mediante una licencia abierta (Creative Commons Attribution – CC BY 4.0).
- El acceso abierto garantiza el acceso gratuito e inmediato a los trabajos, permitiendo a cualquier usuario leer, descargar, copiar, distribuir, imprimir, buscar o enlazar el texto completo de los artículos, rastrearlos para su indexación, utilizarlos como datos para software o destinarlos a cualquier otro uso lícito.
Movimento alienta a los autores a autoarchivar los manuscritos aceptados en blogs personales, repositorios institucionales, redes sociales académicas y perfiles personales, siempre que se incluya la referencia bibliográfica completa de la versión publicada en el sitio web de la revista y/o en la colección SciELO.