RACISMO E A DERROTA QUE NÃO FOI ESQUECIDA: UMA ANÁLISE DOS DISCURSOS DE MÁRIO FILHO NA OBRA “O NEGRO NO FUTEBOL BRASILEIRO” E DA IMPRENSA ESCRITA ACERCA DA FINAL DA COPA DO MUNDO DE 1950

Autores

  • Natasha Santos Universidade Federal do Paraná
  • André Mendes Capraro Universidade Federal do Paraná
  • Riqueldi Straub Lise Universidade Positivo

DOI:

https://doi.org/10.22456/1982-8918.15923

Palavras-chave:

Futebol. Racismo. Análise do discurso. Imprensa escrita.

Resumo

O objetivo deste trabalho é comparar o discurso estabelecido por Mário Filho na segunda edição de “O Negro no Futebol Brasileiro”, de 1964, e as notícias dos jornais da época, no que se refere à culpa atribuída aos jogadores negros pela derrota de 1950. Eles foram realmente culpados pela imprensa brasileira ou se está falando de uma “tradição inventada” por Mário Filho no entorno futebolístico? A fim de solucionar a questão, utilizou-se dos preceitos da análise do discurso e foram selecionados dois periódicos de grande circulação nacional: o jornal “O Estado de São Paulo” e a revista “O Cruzeiro”. Com base nas matérias averiguadas, pôde-se perceber que não houve qualquer tipo de preconceito racial. Assim, pode-se dizer que o discurso de Mário Filho, ao abordar o “recrudescimento do racismo”, a partir da narrativa da derrota de 1950, configura-se como uma tradição inventada.

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Biografia do Autor

Natasha Santos, Universidade Federal do Paraná

André Mendes Capraro, Universidade Federal do Paraná

Possui graduação em Educação Física pela Universidade Federal do Paraná (1997), graduação em Psicologia pela Universidade Tuiuti do Paraná (1999), mestrado em História pela Universidade Federal do Paraná (2002) e doutorado em História pela Universidade Federal do Paraná (2007). Cursou o estágio pós-doutoral na Università Ca' Foscari di Venezia (2012-2013). Atualmente é professor Associado da Universidade Federal do Paraná e Diretor do Centro de Educação Física e Desportos (CED/UFPR). Também é professor permanente do programa de Pós Graduação (mestrado/doutorado) em Educação Física; editor do The Journal of the Latin American Socio-cultural Studies of Sport (ALESDE); parecerista de revistas científicas nas áreas de Educação Física, História e Ciências Humanas; coordenador de subprojeto do Projeto Inteligência Esportiva (parceria entre Ministério do Esporte e UFPR); avaliador institucional e de cursos de graduação (INEP); e membro da International Sociology of Sport Association (ISSA) e da Società Italiana di Storia dello Sport (SISS). Tem experiência na área de Educação Física e História, com ênfase na confluência entre Humanidades e esporte. Pesquisa atualmente os seguintes temas: literatura esportiva, história das lutas, artes marciais e esportes de combate (com ênfase no MIxed Martial Arts - MMA), história do futebol, o conceito de esporte, memória esportiva (História Oral) e a relação estética/esporte.

Riqueldi Straub Lise, Universidade Positivo

Graduação em Educação Física pela Universidade Positivo (2011). Mestrado em Educação Física (2014), pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Doutorado em Educação Física (2018), pela Universidade Federal do Paraná. Pós-doutorando pela Universidade Federal do Paraná (2018). Pesquisador do Núcleo de Estudos Futebol e Sociedade (UFPR). Pesquisador do Centro de Pesquisa em Esporte, Lazer e Sociedade (CEPELS) - UFPR. Pesquisador do Grupo de Estudos de Esporte de Combate, Lutas e Artes Marciais (GESHECLAM) - UFPR. Pesquisador do Projeto Inteligência Esportiva (Ministério do Esporte/ UFPR).

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Publicado

2010-11-07

Como Citar

SANTOS, N.; CAPRARO, A. M.; LISE, R. S. RACISMO E A DERROTA QUE NÃO FOI ESQUECIDA: UMA ANÁLISE DOS DISCURSOS DE MÁRIO FILHO NA OBRA “O NEGRO NO FUTEBOL BRASILEIRO” E DA IMPRENSA ESCRITA ACERCA DA FINAL DA COPA DO MUNDO DE 1950. Movimento, [S. l.], v. 16, n. 4, p. 191–208, 2010. DOI: 10.22456/1982-8918.15923. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/index.php/Movimento/article/view/15923. Acesso em: 2 jul. 2022.

Edição

Seção

Artigos Originais