A brincadeira que transforma o lugar da hospitalização oncológica em espaço de esperança
DOI:
https://doi.org/10.22456/1982-8918.152114Palavras-chave:
Jogos e Brincadeiras, Oncologia Pediátrica, HospitalizaçãoResumo
A hospitalização oncológica pediátrica interrompe rotinas, vínculos e a tessitura das infâncias, sobretudo o brincar, direito fundamental que insiste em florescer, mesmo nos territórios da dor. Nesse cenário áspero, a brincadeira ergue-se como linguagem de resistência, fresta luminosa por onde a vida se reinventa. Este estudo analisou um episódio de brincar mediado por profissional de Educação Física com uma criança hospitalizada em tratamento oncológico, revelando como a ludicidade transfigura o ambiente clínico em território de invenção, de afeto e de protagonismo infantil. Trata-se de pesquisa qualitativa, de caráter exploratório, ancorada na pesquisa-ação existencial (Barbier, 2004), com dados de diário de campo, enunciações infantis, registros fotográficos e entrevistas. Fundamentada nos aportes teóricos de Vygotsky (2018), Certeau (2014) e Corsaro (2011), conclui-se que o brincar reorganiza simbolicamente a experiência do adoecimento, ativa vínculos e afetos e desafia a rigidez institucional, sendo prática de resistência, linguagem da infância e ato de humanização hospitalar.
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