“É MELHOR SER SUPER-HERÓI DO QUE SER A VÍTIMA”: UM ESTUDO SOBRE A PERCEPÇÃO DE ATLETAS E EX-ATLETAS COM DEFICIÊNCIA VISUAL SOBRE A COBERTURA MIDIÁTICA

Amanda Paola Velasco de Oliveira, Bianca Natália Poffo, Doralice Lange de Souza

Resumo


De acordo com vários estudos, os atletas paralímpicos tendem a ser retratados pelos veículos midiáticos ou como vítimas de suas deficiências e/ou como super-heróis/supercrip. Diante disso, este artigo teve o objetivo de analisar a percepção de atletas e ex-atletas com deficiência visual sobre a forma com que eles são retratados pela mídia neste quesito. Realizamos uma pesquisa qualitativa, envolvendo entrevistas semiestruturadas e aprofundadas com cinco atletas e dois ex-atletas com deficiência visual. Verificamos que os entrevistados não se identificam como “coitadinhos” e não aprovam a vinculação da deficiência ao sofrimento. Verificamos também que não existe um consenso quanto à abordagem do super-herói/supercrip. Concluímos que a mídia não deve reproduzir uma perspectiva ou outra, pois estas não condizem com a realidade das pessoas com deficiência visual e tendem a perpetuar estigmas e preconceitos contra elas.

 


Palavras-chave


Esporte paralímpico. Transtornos da visão. Mídias sociais.

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DOI: https://doi.org/10.22456/1982-8918.84237

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