As creches conveniadas em São Paulo: quais os reais motivos dessa opção política

Autores

  • Ana Paula Santiago do Nascimento Universidade de São Paulo (USP), São Paulo/SP – Brasil
  • Cleber Nelson de Oliveira Silva Universidade de São Paulo (USP), São Paulo/SP – Brasil

DOI:

https://doi.org/10.17648/fineduca-2236-5907-v5-67575

Palavras-chave:

Educação Infantil. Creches Conveniadas. Políticas Públicas.

Resumo

O presente artigo trata da política de convênios para o atendimento da demanda da educação infantil no município de São Paulo. Segundo dados da própria Secretaria de Educação, de acordo com o Censo Escolar de 2014, a cidade possuía 281.798 crianças matriculadas em creches, sendo 163.777 em instituições privadas conveniadas com a prefeitura para esse fim. Através de análise de documentos da prefeitura para a celebração de convênios, publicações no Diário Oficial sobre o assunto e coleta de dados das remunerações dos docentes (obtida através da folha de pagamento dos servidores) é possível perceber a diferença de custo para a administração pública do atendimento direto e do indireto. Pode-se concluir que essa política de conveniamento vem sendo utilizada como a primeira opção para atendimento, sendo o custo deste um dos principais motivos dessa escolha.

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Biografia do Autor

Ana Paula Santiago do Nascimento, Universidade de São Paulo (USP), São Paulo/SP – Brasil

Ana Paula Santiago do Nascimento é doutoranda na Faculdade de Educação da USP. Professora de Educação Básica no Núcleo de Educação Infantil/UNIFESP. 

Cleber Nelson de Oliveira Silva, Universidade de São Paulo (USP), São Paulo/SP – Brasil

Cleber Nelson de Oliveira Silva é mestrando na Faculdade de Educação da USP. Diretor de Escola da Rede Municipal de Ensino de São Paulo. 

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Publicado

2015-12-30

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