ARANHA, MACACO E VEADO: O LEGÍTIMO E O NÃO LEGÍTIMO NO ZOOLÓGICO LINGUÍSTICO NOS ESTÁDIOS DE FUTEBOL

Gustavo Andrada Bandeira, Fernando Seffner

Resumo


As atitudes dos torcedores nos estádios produzem narrativas construídas de forma agonística. Diferentes representações de gênero, sexualidade e pertencimento étnico estão em disputas. Parece existir certa tolerância para manifestações entre torcedores quando essas acontecem através de cânticos e xingamentos. A proposta desse ensaio é problematizar como manifestações verbais se tornaram um problema a partir de quatro partidas do Grêmio em 2014. Após uma partida contra o Santos, em que o goleiro Aranha foi chamado de macaco por um grupo de torcedores, diferentes argumentos foram colocados para justificar ou não uma punição ao clube. Além disso, o termo “macaco”, e sua derivação “macacada”, historicamente autorizado para fazer referência ao Internacional, clube rival do Grêmio, foi interditado. Analisam-se quais os cânticos, xingamentos e termos foram problematizados durante essa temporada no futebol brasileiro. O foco da problematização se dará sobre o que foi entendido como legítimo ou não para as manifestações da torcida.


Palavras-chave


Futebol. Violência. Racismo

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DOI: https://doi.org/10.22456/1982-8918.61508



 

 


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