VAAT e Padrões de Qualidade como Referenciais para a Discussão de Viabilidade do Piso Nacional e de Estruturação de Carreiras do Magistério
DOI:
https://doi.org/10.22491/2236-5907140987Palavras-chave:
Piso Salarial Profissional Nacional dos Profissionais do Magistério da Educação Básica Pública, Custo Aluno Qualidade, Fundeb, Carreira DocenteResumo
Este texto tem por objetivo retomar e complementar estudo anterior (Capuzzo; Tanno, 2023), o qual foi motivado pela discussão relacionada à construção de uma nova lei de regulamentação do piso salarial profissional nacional para os profissionais do magistério da Educação Básica pública. Tal estudo propôs a utilização dos VAATs (Valor Anual Total por Aluno) das redes de ensino, bem como de padrões de referência do Custo Aluno-Qualidade (CAQ), como parâmetros delimitadores da discussão. É retomada inicialmente uma de suas análises: a da viabilidade de cumprimento do piso salarial definido em 2022, com padrão de qualidade, pelas redes públicas de ensino. Essa viabilidade é examinada a partir dos recursos disponíveis vinculados à educação, demonstrados pelos respectivos VAATs, especialmente nas redes com menor capacidade de financiamento – aquelas que apresentam o VAAT-MIN nacional. Em seguida, complementa-se tal discussão com a de possíveis carreiras do magistério diante de remunerações médias proporcionais aos VAATs, garantidos os padrões de qualidade, como proposta de valorização dos profissionais do magistério em redes com mais recursos disponíveis que o mínimo nacional.
Downloads
Referências
ALVES, C. A. S.; PIMENTEL, A. M. O Piso Salarial Profissional Nacional dos professores da educação básica pública: desafios atuais e perspectivas. Fineduca, v. 5, n. 6, 2015.
BRASIL. Lei nº 13.005/14 de 25 de junho de 2014, que aprova o Plano Nacional de Educação - PNE e dá outras providências. Diário Oficial da União, Brasília, 2014. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2014/lei/l13005.htm. Acesso em: 11 nov. 2025.
BRASIL. Emenda Constitucional nº 108, de 26 de agosto de 2020, que altera a Constituição Federal para estabelecer critérios de distribuição da cota municipal do Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação (ICMS), para disciplinar a disponibilização de dados contábeis pelos entes federados, para tratar do planejamento na ordem social e para dispor sobre o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb); altera o Ato das Disposições Constitucionais Transitórias; e dá outras providências. Diário Oficial da União, Brasília, 2020.
BRASIL. INEP. Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira. Relatório do 4º Ciclo de Monitoramento das Metas do Plano Nacional de Educação – 2022. Brasília, DF: Inep, 2022.
BRASIL. Portaria Interministerial nº 4, de 18 de agosto de 2022, que Altera a Portaria Interministerial nº 11, de 24 de dezembro de 2021, do Ministério da Educação - MEC e do Ministério da Economia - ME, que estabelece os parâmetros referenciais anuais do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação - Fundeb para o exercício de 2022, nas modalidades Valor Anual por Aluno - VAAF e Valor Anual Total por Aluno - VAAT. Brasília, 2022.
CAPUZZO, A. M.; TANNO, C. R. Piso salarial profissional nacional (PSPN) para os profissionais do magistério da educação básica pública: relação entre VAAT, CAQ e piso em uma nova lei de regulamentação. Brasília: Câmara dos Deputados, 2023 (Estudo Técnico).
CARREIRA, D.; PINTO, J. M. R. Custo aluno-qualidade inicial, rumo à educação pública de qualidade no Brasil. São Paulo: Global: Campanha Nacional pelo Direito à Educação, 2007.
FERNANDES, M. D. E. A valorização dos profissionais da educação básica no contexto das relações federativas brasileiras. Educação & Sociedade, Campinas, v. 34, n. 125, 2013.
GOUVEIA, A. B.; FERRAZ, M. A. S. Financiamento da educação e luta sindical: conflitos em uma grande rede de ensino. Educação & Sociedade, Campinas, v. 37, n. 134, 2016.
JACOMINI, M. A.; NETO, J. Q.; IMBÓ, K. A. S. Remuneração docente na educação básica da cidade de São Paulo. Fineduca, v. 9, n. 7, 2019.
SENA, P. Dois pisos e duas medidas. Jusbrasil, 2023. Disponível em: https://www.jusbrasil.com.br/artigos/dois-pisos-e-duas-medidas/1803702503. Acesso em: 27 mar. 2025
SILVA, M. M.; CARNEIRO, A. P.; GUTIERRES, D. V. Composição da Remuneração de Professores da Educação Básica: implicações do PSPN em Vigia de Nazaré/PA. Fineduca, v. 13, n. 29, 2023.
SILVEIRA, A. A. D.; SCHNEIDER, G.; ALVES, T. Simulador de Custo-aluno qualidade: Padrão de qualidade de referência, versão 01.2023. Laboratório de Dados Educacionais, UFPR; UFG. Curitiba; Goiânia, 2023. Disponível em: https://simcaq.c3sl.ufpr.br/pqr. Acesso em: 05 set. 2023.
SONOBE, A. K.; PINTO, J. M. Um olhar sobre a evolução da legislação acerca da valorização docente no Brasil. Fineduca, v. 5, n. 6, 2015.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2025 FINEDUCA - Revista de Financiamento da Educação

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:
- Autores mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Licença Creative Commons Attribution que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.
- Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.
- Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) a qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado (Veja O Efeito do Acesso Livre).











