EXPERIÊNCIAS DE DOR E LESÃO NO DESPORTO FEMININO

Autores

  • Maria Claudia Pinheiro ISMAI
  • Nuno Jorge Pimenta Instituto Superior da Maia (ISMA)
  • Natália Pereira PUC-Minas
  • Sebastião Votre Universidade Gama Filho

DOI:

https://doi.org/10.22456/1982-8918.17487

Palavras-chave:

dor e lesão, desporto feminino, performance

Resumo

No desporto atual cada vez mais se valoriza a vitória diminuindo a importância atribuída à simples participação desportiva. Com o objetivo da vitória a todo custo, muitos são os atletas que apresentam grande prontidão para treinar e competir com dor e lesão. A maioria dos estudos abordando a problemática da dor e da lesão tem-se centrado nas experiências e vivências de dor e lesão de atletas do gênero masculino, nas pressões que atuam sobre esses atletas, levando-os a sujeitarem os seus corpos à dor e lesão. No entanto, este fenômeno da dor e da lesão não é estranho às mulheres atletas. Assim, este trabalho tem como principal objetivo compreender as razões que levam atletas do gênero feminino, praticantes de diferentes modalidades, a aceitarem e tolerarem a dor, e a treinarem e competirem enquanto lesionadas. É também nosso propósito averiguar acerca das estratégias utilizadas por essas atletas para gerir a dor e/ou lesão. Para a recolha da informação, efetuamos 7 entrevistas semiestruturadas a atletas das seguintes modalidades: natação, voleibol, handebol, judô, ginástica, futebol e atletismo. As mulheres envolvidas neste estudo, com idades compreendidas entre os 18 e os 26 anos, foram escolhidas pelo fato de, no momento da investigação, ainda se encontrarem em atividade. A informação obtida foi submetida à técnica de análise de conteúdo. Após análise dos dados verificamos que durante o período em que se encontravam lesionadas as atletas referiram sentir-se frustradas, com medo e sem autoestima. Esconder, omitir e esquecer a dor e a lesão foram as estratégias apontadas pelas atletas para gerir a dor e a lesão. No presente estudo, tal como em outros estudos já realizados, identificamos e analisamos uma cultura de risco no desporto de elite que tende a normalizar a dor e a lesão.

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Biografia do Autor

Maria Claudia Pinheiro, ISMAI

Professora auxiliar no Departamento de Educação Física do Instituto Superior da Maia. Professora de sociologia da educação e sociologia do lazer.

Doutorada em Sociologia - sociologia do desporto

 

Nuno Jorge Pimenta, Instituto Superior da Maia (ISMA)

Mestre em Sociologia do Desporto pela Universidade de Chester - Inglaterra

Natália Pereira, PUC-Minas

Licenciada em Educação Física e Desporto pelo Institituto Superior da Maia (ISMAI) .Enfermagem pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais- PUC Minas. Mestre em Ciências da Saúde pelo Programa de Pós-Graduação em Infectologia e Medicina Tropical, da Universidade Federal de Minas Gerais-UFMG.

Sebastião Votre, Universidade Gama Filho

Formação na área de sociolinguística e análise do discurso. Sou mestre pela PUC-RS, doutor pela PUC-RJ e livre-docente pela UFRJ. Dentre os estágios de pós-doutoramento, destaco o de sociologia do esporte na Universidade de Strathclyde, Escócia, com Dr. James Mangan. Sou professor titular da UFRJ e associado IV da UFF (aposentado). Pesquisador e bolsista de produtividade do CNPq desde 1979, atuei na rede CEDES, do Ministério do Esporte. Fundei o Grupo de Estudos Discurso e Gramática, da UFRJ, o Laboratório do imaginário e das representações sociais. Fundei e coordeno o grupo de estudos Semiótica das atividades humanas. Implantei a análise do conteúdo e do discurso das representações sociais na área sócio-cultural da educação física e do desporto. Idealizei e coordenei durante três anos o primeiro Curso de Especialização em Ensino de Leitura e Produção Textual a Distância, no CEDERJ, para professores da rede estadual. Minha produção acadêmica no presente triênio prioriza análise do discurso, discriminação e robustez mental, no contexto da ecologia social.

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Publicado

2011-10-30

Como Citar

PINHEIRO, M. C.; PIMENTA, N. J.; PEREIRA, N.; VOTRE, S. EXPERIÊNCIAS DE DOR E LESÃO NO DESPORTO FEMININO. Movimento, [S. l.], v. 17, n. 4, p. 101–121, 2011. DOI: 10.22456/1982-8918.17487. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/index.php/Movimento/article/view/17487. Acesso em: 29 jun. 2022.

Edição

Seção

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