Os significados de capoeira, lazer e direitos humanos para crianças e adolescentes de uma periferia de Florianópolis
DOI:
https://doi.org/10.22456/1982-8918.151452Palavras-chave:
Cultura popular, Direitos culturais, Marginalização social, DecolonialidadeResumo
Este artigo investiga os significados atribuídos à capoeira, ao lazer e aos direitos humanos por crianças e adolescentes que participam de uma oficina de capoeira no Centro de Educação Popular (CEDEP), na periferia de Florianópolis (SC). Ancorado em perspectivas negras e decoloniais, o estudo valoriza a escuta das infâncias e reconhece a capoeira como prática cultural afro-brasileira. Esta pesquisa qualitativa foi realizada por meio de grupos focais e entrevistas semiestruturadas com 28 crianças e adolescentes, com idades entre 9 e 14 anos, em sua maioria negros. A análise de conteúdo mostrou que a capoeira e o lazer apresentam múltiplos significados, configurando-se como espaço de resistência cultural, construção de identidade, fortalecimento de vínculos, pertencimento coletivo e territorial. A capoeira é evidenciada como uma prática educativa, capaz de potencializar a autonomia e a cidadania em situações de vulnerabilidade, inspirando políticas públicas e projetos sociais que reconheçam e valorizem essas experiências.
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