Era uma vez o “país da alegria”: mídia, estados de ânimo e identidade nacional

João Freire Filho

Resumo


A alegria se consolidou, a partir dos anos 1930, como um componente marcante da brasilidade, decantado em verso e prosa, enaltecido em relatos de viajantes saudosos e ressaltado em discursos políticos e publicitários. Trata-se de um elemento constitutivo da identidade, da imagem e da reputação da nossa nação. Escritores e jornalistas atuaram, de maneira decisiva, para notabilizar a visão estereotipada do Brasil como o “país da alegria”. Agora, sob o impacto de recentes inovações tecnológicas, transformações sociais e acontecimentos políticos, são eles também que ajudam a promover uma reconsideração da nossa autoimagem. O objetivo deste artigo é, justamente, examinar as mudanças nas narrativas sobre a cultura nacional e o caráter brasileiro. Destaco, em particular, nos discursos e nas representações que a sociedade brasileira vem produzindo a respeito de si mesma, o reconhecimento público da presença do ressentimento em nossa história, nossas relações sociais e nossa vida política.

Palavras-chave


Alegria. Ressentimento. Mídia. Estereótipo. Identidade nacional.

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DOI: https://doi.org/10.19132/1807-8583201534.401-420



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