Agenda-setting: hipótese ou teoria? Análise da trajetória do modelo de Agendamento ancorada nos conceitos de Imre Lakatos

Davi de Castro

Resumo


A Agenda-setting nasceu como uma hipótese na década de 1970 e desde então tem sido alvo de centenas de investigações acerca da relação da mídia com seu público. Já foi apontada, inclusive, como uma das teorias da Comunicação mais estudadas pelos pesquisadores da área. Com o propósito, portanto, de analisar o estatuto teórico desse relevante modelo, este artigo investiga o porquê de, quatro décadas depois, a Agenda-setting continuar sendo considerada uma hipótese. O estatuto do modelo já pode ser alçado ao de uma teoria? Para empreender esse debate epistemológico, investigamos a trajetória da então hipótese do Agendamento, baseados, primordialmente, nos estudos de seu pai-fundador, Maxwell McCombs, para então discutirmos o objeto de pesquisa ancorados no modelo de produção científica formulado pelo epistemólogo Imre Lakatos. A partir dos conceitos de núcleo firme e hipóteses secundárias, acreditamos que o modelo de Agenda-setting tenha alcançado o status de teoria, constituindo um corpus consistente de tradição de pesquisa, apesar de sua dispersão.


Palavras-chave


Agenda-setting. Agendamento. Hipótese. Teoria.

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Intexto | E-ISSN 1807-8583 | Facebook | Google Scholar 

Classificação Qualis: B1 - Comunicação, Informação, História, Letras/Linguística  | B2 - Psicologia | B3 - Ciência Política e Relações Internacionais, Arquitetura, Urbanismo e Design, Ciências Ambientais, Interdisciplinar | B4 - Sociologia. 

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