Desinformação por simulação
a inteligência artificial generativa e a fabricação da realidade nos casos de Marisa Maiô e do São João de Ulianópolis
DOI:
https://doi.org/10.22456/1807-8583.150386Palavras-chave:
inteligência artificial generativa, desinformação, comunicação pública, simulação algorítmica, análise de conteúdoResumo
Este artigo analisa como a inteligência artificial generativa pode disseminar desinformação ao simular autenticidade em conteúdos audiovisuais. O estudo aborda dois casos de 2025: o vídeo da personagem virtual Marisa Maiô e a campanha do São João da Prefeitura de Ulianópolis, Pará, amplamente divulgados nas redes sociais. A pesquisa adota abordagem qualitativa, com base na Análise de Conteúdo, buscando compreender como narrativas automatizadas reconfiguram debates sobre verdade, pertencimento e sensibilidade. Os resultados mostram que, mesmo sem difundir falsidades, esses conteúdos reforçam estéticas padronizadas, invisibilizam sujeitos locais e confundem a percepção pública. Conclui-se pela necessidade de uma crítica comunicacional voltada à mediação cultural e à responsabilidade ética diante da automação simbólica.
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