La Política de Educación Quilombola y la Lucha por el Territorio: avances y desafíos frente a la ofensiva del capital
DOI:
https://doi.org/10.22491/2236-5907145548Palabras clave:
Educación Quilombola, Territorio Quilombola, Política Educativa, Política Pública y SocialResumen
La política educativa que fundamenta la Educación Quilombola es resultado de la lucha de las comunidades quilombolas, logrando ante el Estado el reconocimiento de su identidad étnico-racial, sociocultural y político-económica. Sin embargo, estas comunidades siguen denunciando, a través de sus organizaciones colectivas, la dificultad de implementar la Educación Quilombola en sus escuelas, sumada a un proceso sistemático de violencia material y simbólica en sus territorios por parte de la clase dominante. Esto se articula con el desmantelamiento de las políticas públicas y sociales, especialmente por el avance de la agenda neoliberal en los últimos años, así como la redirección del fondo público hacia los intereses de la clase dominante, que utiliza estos recursos para la reproducción del capital. Así, el objetivo del artículo es abordar el proceso de construcción de la Educación Quilombola, su indisolubilidad con la lucha por el territorio, así como las tensiones permanentes inherentes a la lucha de clases en torno a las políticas educativas para la clase que vive del trabajo.
Descargas
Citas
ALMEIDA, Alfredo Wagner Berno de. Os quilombos e as novas etnias. In: O’DWYER, Eliane Cantarino. Quilombos: identidade étnica e territorialidade. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2002. p. 43-81.
ARROYO, Miguel G. Outros sujeitos, outras pedagogias. 2. ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2014.
ARROYO, Miguel G.; CALDART, Roseli Salete; MOLINA, Mônica Castagna (Org.). Por uma educação do campo. 5. ed. Petrópolis: Vozes, 2011.
BEHRING, Elaine Rossetti; BOSCHETTI, Ivanete. Política social: fundamentos e história. São Paulo: Cortez, 2016.
BEHRING, Elaine. Fundo Público, valor e política social. São Paulo: Cortez Editora, 2021.
BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília, DF, Senado, 1988.
BRASIL. Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 1996.
BRASIL. Ministério da Educação. Dispõe sobre a Resolução n°8, de 20 de novembro de 2012 que Define as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Escolar Quilombola na Educação Básica. Diário Oficial da União, Brasília, 21 de novembro de 2012. Seção 1, p. 26.
CARREIRA, Denise. A execução orçamentária das políticas de diversidade nos governos Lula e Dilma: obstáculos e desafios. Revista Brasileira de Educação, Rio de Janeiro, v. 24, p. 1-24, 2019.
CARREIRA, Denise; XIMENES, Salomão Barros; RAMOS, Maria Elizabete Gomes. Racismo e equalização: o Novo Fundeb e o Direito à Educação Escolar Indígena e Quilombola e em territórios de vulnerabilidade social. FINEDUCA – Revista de Financiamento da Educação, v. 11, n. 13, p. 1-19, 2021.
DOMINGUES, Petrônio. Movimento Negro Brasileiro: alguns apontamentos históricos. Revista Tempo, Niterói, v. 12, n. 23, p. 100-122, 2007.
ELLIOTT, John. La investigación-acción en education. Madrid: Ediciones Morata S.A., 1990.
FALEIROS, Vicente de Paula. A política social do estado capitalista. 12. ed. São Paulo: Cortez, 2009.
FERNANDES, Florestan. A Revolução burguesa no Brasil: ensaio de interpretação sociológica. 2. ed. Rio de Janeiro: Zahar, 1976.
FERNANDES, Florestan. Significado do protesto negro. São Paulo: Expressão Popular, 2017.
FERRARO, Alceu Ravanello. Neoliberalismo e políticas sociais: a naturalização da exclusão. Estudos Teológicos, São Leopoldo, v. 45, n. 1, p. 99-117, 2005.
FREIRE, Paulo. Pedagogia do oprimido. 74. ed. Rio de Janeiro/São Paulo: Paz e Terra, 2020.
GOMES, Nilma Lino. Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Escolar Quilombola. In: Brasil. Ministério da Educação. Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais para a Educação Básica. Brasília: MEC, SEB, DICEI, 2013.
GONZALEZ, Lélia; HASENBALG, Carlos. Lugar de negro. Rio de Janeiro: Marco Zero, 1982.
GUSMÃO, Neusa Maria Mendes de. Terra de uso comum: oralidade e escrita em confronto. Afro-Ásia, n. 16, p. 116-132, 1995.
HARVEY, David. O Neoliberalismo: história e implicações. São Paulo: Edições Loyola, 2008.
IPEA. Instituto de Pesquisa Econômico Aplicada. Educação Escolar Quilombola no Censo
da Educação Básica. Rio de Janeiro: IPEA, 2015.
MIRANDA, Shirley Aparecida de. Educação escolar quilombola em Minas Gerais: entre ausências e emergências. Revista Brasileira de Educação, Rio de Janeiro, v. 17, n. 50, p. 369-383, maio/ago. 2012.
MIRANDA, Shirley Aparecida de. Dilemas do reconhecimento: a escola quilombola “que vi de perto”. Revista da ABPN, Goiânia, v. 8, n. 18, p. 68-89, nov./fev. 2015.
NEVES, Lúcia Maria Wanderley; PRONKO, Marcela. A atualidade das ideias de Nicos Poulantzas no entendimento das políticas sociais no século XXI. Germinal: Marxismo e Educação em Debate, Londrina, v. 1, n. 2, p. 97-111, jan. 2010.
OLIVEIRA, Julvan Moreira de. Perspectivas epistemológicas de matrizes africanas e educação. In: OLIVEIRA, Julvan Moreira de (Org.). Interfaces das africanidades em educação nas Minas Gerais. Juiz de Fora: Editora UFJF, 2013. p. 41-63.
RIBEIRO, Marlene. O caráter pedagógico dos movimentos sociais. In: RIBEIRO, Marlene. FERRARO, Alceu Ravanello. Movimentos Sociais: Revolução e Ação. Pelotas: Educat, 1999. p. 103-135.
RODRIGUES, Guilherme Goretti. Movimentos sociais e as experiências dos trabalhadores da comunidade quilombola Colônia do Paiol. 2022. 413 f. Tese (Doutorado em Educação) – Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Seropédica, 2022.
SOARES, Laura Tavares. Os custos sociais do ajuste neoliberal na América Latina. São Paulo: Cortez, 2000.
Descargas
Publicado
Cómo citar
Número
Sección
Licencia
Derechos de autor 2026 FINEDUCA - Revista de Financiamento da Educação

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución 4.0.
- Los autores mantienen los derechos autorales y conceden a la revista el derecho de primera publicación, con el trabajo simultáneamente licenciado bajo la Licencia Creative Commons Attribution que permite compartir el trabajo con reconocimiento de la autoría y publicación inicial en esta revista.
- Los autores tienen autorización para asumir contratos adicionales separadamente, para distribución no-exclusiva de la versión del trabajo publicada en esta revista (ej.: publicar em repositorio institucional o como capítulo de libro), con reconocimiento de autoría y publicación inicial en esta revista.
- Los autores tienen permiso y son estimulados a publicar y distribuir su trabajo online (ej.: en repositorios institucionales o en su página personal) a cualquier punto antes o durante el proceso editorial, ya que eso puede generar alteraciones productivas, así como aumentar el impacto y la citación del trabajo publicado (Vea El Efecto del Acceso Libre).









