DOS DIREITOS DOS GOVERNADOS EM MICHEL FOUCAULT
DOI:
https://doi.org/10.22456/2238-152X.98470Palavras-chave:
Direitos dos Governados. Michel Foucault. Biopolítica. Governamentalidade.Resumo
Nosso artigo procura pensar os direitos dos governados em Michel Foucault como uma crítica à governamentalidade e a biopolítica. Em um primeiro momento, é apresentado uma breve exposição sobre as possíveis correlações entre uma história política da governamentalidade e os processos de condução das condutas produzidas por práticas refletidas de governo a partir de Foucault. Em um segundo momento, destacamos a emergência da biopolítica e dos modos de condutas do liberalismo e do neoliberalismo, na formação do que Foucault chama de modulação de modos de subjetivação tipicamente econômicos. O terceiro momento do artigo é dedicado a pensar as insurreições dos direitos dos governados como estratégias de resistências aos processos de governamentalização da vida. Nossas considerações finais apontam para os tensionamentos das insurreições dos governados como uma forma de vida contrária as diretrizes econômicas da governamentalidade e da biopolítica, por meio do que Foucault chama de política espiritual da revolta.
Downloads
Referências
Büttgen, P. (2007). Théologie Politique et Pouvoir Pastoral.Annales: historie, sciences sociales. Éditions de l'EHESS. 62, 1129-1154. Disponível: https://www.cairn.info/revue-annales-2007-5-page-1129.htm. Acesso em: 22/09/2017.
Candiotto, C. (2008). Governo e direção de consciência em Foucault. Natureza Humana. 10(2), 89-113.
Comitê Invisível. (2016). Aos Nossos Amigos: crise e insurreição. São Palu: N-1.
Foucault, M. (1994a). Omnes et Singulatim: towards a criticism of political reason. In: Foucault, M. Dits et Ecrits IV: 1980-1988. (pp. 134-161). Paris: Quarto Gallimard.
Foucault, M. (1994b). Face Aux Gouvernements, les Droits le L’homme. Foucault, M. Dits e Écrits IV: 1980-1988. (pp. 707-708). Paris: Gallimard.
Foucault, M. (2008). O Governo de Si e dos Outros. São Paulo: Martins Fontes.
Foucault, M. (2009). A Coragem da Verdade. São Paulo: Martins Fontes.
Foucault, M. (2011). Sécurité, Territoire, Population. Paris: Gallimard.
Foucault, M. (2012). Nascimento da Biopolítica. São Paulo: Martins Fontes.
Foucault, M. (2014). Sexualidade e Poder. In: Foucault, M. Michel. Ditos e Escritos V: Ética, Sexualidade, Política. (pp.55-75). Rio de Janeiro: Forense Universitária.
Gros, F. (2018). Desobedecer. São Paulo: Ubu Editora.
Kant, I. (2004). Was ist Aufklärung? Utopie Kreative. 159, 5-10. https://www.rosalux.de/fileadmin/rls_uploads/pdfs/159_kant.pdf. Disponível: 27/04/2019. Acesso: 27/04/2019.
Lemos, F. C. S. Galindo, D. Nascimento, M. L. (2016). Considerações Sobre o Empresariamento da Vida. Barbarói. 46, 06-21.
Marzocca, O. (2013). Philosophical Parrêsia and Transpolitical Freedom. Foucault Studies. 0(15), 129-147.
Nalli, M. (2012). A imanência normativa da vida (e da morte) na análise foucaultiana da biopolítica: uma resposta a Roberto Esposito. O Que Nos Faz Pensar. 21(31), 127-152.
Pelbart, P..P. (2012). Foucault Versus Agamben? Revista Ecopolítica. 5, 50-64.
Senellart, M. (1995). A Crítica da Razão Governamental em Michel Foucault. Tempo Social. 7(1-2), 01-14.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
IMPORTANTE: a carta de declaração de direitos deverá ser submetida como documento suplementar.