Revista Polis e Psique https://seer.ufrgs.br/index.php/PolisePsique <p><img src="https://public/site/images/guareschi/LOGO_REVISTA_POLIS_E_PSIQUE.png" alt="" /> A Revista Pólis e Psique é uma revista eletrônica do Programa de Pós-Graduação em Psicologia Social e Institucional da Universidade Federal do Rio Grande do Sul – PPGPSI/UFRGS. Destina-se a publicação semestral de artigos, relatos de pesquisa, ensaios teóricos, relatos de experiência, resenhas e entrevistas de autores nacionais e estrangeiros da área da Psicologia e áreas afins, contribuindo para a divulgação do conhecimento científico. Uma vez ao ano, a revista também publica um número temático.</p> <p>ISSN 2238-152X<em> versão online</em></p> <p class="MsoNormal"><!-- [if gte mso 10]> <mce:style><! /* Style Definitions */ table.MsoNormalTable {mso-style-name:"Tabela normal"; mso-tstyle-rowband-size:0; mso-tstyle-colband-size:0; mso-style-noshow:yes; mso-style-parent:""; mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; mso-para-margin:0cm; mso-para-margin-bottom:.0001pt; mso-pagination:widow-orphan; font-size:10.0pt; font-family:"Times New Roman";} > <! [endif] ></p><p class="MsoNormal">A <strong>Revista Pólis <em>e</em> Psique</strong> é uma revista on-line do Programa de Pós-Graduação em Psicologia Social e Institucional da Universidade Federal do Rio Grande do Sul – PPGPSI/UFRGS.</p><p>< >< >< >< >< >< >< >< >< ></p></bo ></p></bo ></p></bo ></p></bo ></p></bo >< >< >< >< >< >< >< ></p></bo ></p></bo--></p> Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS pt-BR Revista Polis e Psique 2238-152X <p><strong><span>IMPORTANTE:</span></strong><span> a carta de declaração de direitos deverá ser submetida como documento suplementar.</span></p> Saúde Mental e Interprofissionalidade: experiência de Betim, Minas Gerais, Brasil https://seer.ufrgs.br/index.php/PolisePsique/article/view/95881 <p>O modelo da Atenção Psicossocial trouxe novas formas de organização do trabalho em saúde mental. O objetivo desse estudo foi compreender a dinâmica de trabalho em equipe multiprofissional desenvolvido nos serviços de Betim/MG. O referencial metodológico se baseou na pesquisa qualitativa. Foram realizadas entrevistas narrativas e grupo focal. Sob a orientação da hermenêutica-dialética, foram construídas três categorias de análise: construção do processo de trabalho - aspectos históricos e atuais; trabalho em equipe e repercussões nas profissões; desafios do trabalho. O trabalho na Saúde Mental tem sido desenvolvido por equipes multidisciplinares, numa proposta de organização interprofissional. Os trabalhadores puderam reconstruir lugares identificatórios distintos de suas categorias específicas. Embora reconheçam que o trabalho em equipe e os dispositivos de reflexão coletiva são essenciais para sustentação do modelo, há desafios que comprometem o cuidado e provocam sofrimento no trabalhador, indicando a necessidade de investimento em Educação Permanente em Saúde.</p> Dirley Lellis dos Santos Faria Celina Maria Modena João Leite Ferreira Neto Kênia Lara Silva Copyright (c) 2022 Revista Polis e Psique 2022-05-03 2022-05-03 12 1 7 32 10.22456/2238-152X.95881 Experiências de uma Cidade com a Loucura https://seer.ufrgs.br/index.php/PolisePsique/article/view/117714 <p>A cidade de Cariacica-ES foi sede do primeiro hospital psiquiátrico público do estado - local que produziu marcas na memória de uma cidade, que se acostumou a manter a loucura à distância, trancafiada nos muros do manicômio. Com as lutas provenientes da Reforma Psiquiátrica, os manicômios tiveram seus muros abalados e a proposta de um cuidado territorial começou a ser posta em prática: a loucura passou a habitar outros espaços da cidade. O presente artigo foi construído a partir de uma experiência investigativa que teve como objetivo conhecer os modos como a loucura foi acolhida em Cariacica-ES para além do espaço manicomial, a partir dos Serviços Residenciais Terapêuticos, após a abertura dos muros físicos do antigo Hospital Adauto Botelho.</p> Samara Pimenta Monecchi Maria Elizabeth Barros de Barros Heliana de Barros Conde Rodrigues Copyright (c) 2022 Revista Polis e Psique 2022-05-03 2022-05-03 12 1 33 65 10.22456/2238-152X.117714 PRECARIZAÇÃO DA VIDA NAS RUAS EM CENÁRIO PANDÊMICO https://seer.ufrgs.br/index.php/PolisePsique/article/view/120126 <p>O presente artigo expõe as repercussões da pandemia do Coronavírus (COVID–19) nos processos de enunciação e subjetivação da população em situação de rua. Norteado pela pesquisa cartográfica e pela esquizoanálise, acompanhamos os movimentos da População de Rua em Parnaíba (PI), e virtualmente o Movimento Nacional da População de Rua (MNPR) durante doze meses, deslocando-se por espaços urbanos do município e redes sociais (<em>Facebook</em>, <em>Instagram</em>) e plataformas de vídeos (<em>Youtube</em>) do MNPR e de apoiadores, além de documentos públicos em sites do governos e Ministério Público, problematizamos os agenciamentos dos processos de subjetivação da Pop rua nesse momento de pandemia. A pandemia da Covid-19 escancarou ainda mais as vulnerabilidades vivenciadas por esse grupo e reafirmou a importância da organização coletiva das pessoas em situação de rua, exercida pelo MNPR, nesse compromisso ético-político colocando-se como meio de resistência à sujeição colonial-capitalística.</p> Dania Mendes Ribeiro Antônio Vladimir Felix da Silva Matheus Barbosa da Rocha Maria Teresa Lisboa Nobre Pereira Copyright (c) 2022 Revista Polis e Psique 2022-05-03 2022-05-03 12 1 66 94 10.22456/2238-152X.120126 “A Queimada não estanca": experiência de mulheres no dispositivo grupal https://seer.ufrgs.br/index.php/PolisePsique/article/view/107817 <p>Neste artigo analisamos cenas emergentes de um projeto de pesquisa-intervenção intitulado "Oficinas de Artes na Queimada”. O projeto investe no dispositivo grupal em encontros com mulheres que residem na periferia da cidade e na participação delas em eventos culturais, acadêmicos e feiras, oportunidade para a comercialização dos colares produzidos nas oficinas. As saídas para esses espaços nos confrontam com cenas em que se evidenciam as violências estruturantes das relações de gênero, classe e etnia em nossa sociedade. Objetivamos analisar algumas dessas cenas e problematizar, a partir da ética de Espinosa e teóricos/as da psicologia social, as forças que constituem a experiência das mulheres na relação com o dispositivo grupal, com a cidade e os efeitos e sentidos que a experiência produz em suas vidas. Analisamos também as relações que estabelecemos com essas mulheres e os deslocamentos que se produzem na direção de uma psicologia implicada com lutas interseccionais.</p> Larissa Niemann Pellicer Laís Regina Schmitz André Luiz Strappazzon Andréa Vieira Zanella Copyright (c) 2022 Revista Polis e Psique 2022-05-03 2022-05-03 12 1 95 118 10.22456/2238-152X.107817 Gênero sob ataque: atravessamentos da suposta neutralidade política na pauta educacional brasileira https://seer.ufrgs.br/index.php/PolisePsique/article/view/110786 <span lang="PT-BR">O presente artigo se propõe a discutir teoricamente de que forma os discursos </span><span lang="PT-BR">relativos ao conceito de gênero e de sexualidade atravessam e são reproduzidos no que tange à pauta da educação no Brasil. Este trabalho parte da posição que a escola possui uma função política fundamental – a formação de cidadãos – embora também enfrente um momento de tentativa de controle de professores/as e currículos por parte de organizações político-partidárias conservadoras. A partir da literatura de gênero, argumentamos neste artigo teórico, que a escola deva ser um espaço em que temáticas como gênero, sexualidade, diversidade sexual, dentre outras, possam ser debatidas e problematizadas, uma vez que tais discussões contribuem para uma formação que estimula o pensamento crítico e a valorização da diversidade. Conclui-se que estimular o pensamento plural não é uma armadilha para desmantelar os lares e as famílias, como a realidade conservadora brasileira busca supor. Ao contrário, é contribuir para a formação de cidadãos/ãs comprometidos/as com um país menos desigual.</span> Marina Valentim Brasil Sabrina Daiana Cúnico Angelo Brandelli Costa Copyright (c) 2022 Revista Polis e Psique 2022-05-03 2022-05-03 12 1 119 146 10.22456/2238-152X.110786 Hablando de comunicación y educación con una publicista. Una investigación narrativa https://seer.ufrgs.br/index.php/PolisePsique/article/view/119578 <p>La comunicación y la educación juegan un papel importante e imprescindible en nuestras vidas; en nuestra cotidianeidad. Los medios de comunicación y los nuevos medias (Internet) han cambiado la forma de convivir y el mundo se reduce al número de pulgadas que tienen las pantallas. Con la intención de conocer y comprender para mejorar, optamos por la metodología cualitativa-narrativa, con la finalidad de compartir la palabra con una experta de la comunicación/publicidad y profesora de Universidad. Una persona preocupada por contribuir al conocimiento y mejorar la comunicación y la educación actual; quien ve posible, o necesaria, una transformación crítica de la sociedad. Destacamos sus pareceres, pues presenta a un público como consumidor y poco responsable del hecho comunicativo, falto de alfabetización y envuelto por la tecnología. Además, ¿qué se hace desde los organismos que podrían establecer un poco de lucidez en este entramado comunicativo y educativo? No obstante, la convicción de un cambio no se pierde; pues, según la informante, se hace necesaria. Mientras que todos tenemos nuestra parcela de responsabilidad en esto de la comunicación para la educación.</p> Victor Amar Rodriguez Copyright (c) 2022 Revista Polis e Psique 2022-05-03 2022-05-03 12 1 147 168 10.22456/2238-152X.119578 Sankofa: contribuições da Filosofia Africana para resgatar as relações afetivas e sexuais entre Africanos homens em diáspora https://seer.ufrgs.br/index.php/PolisePsique/article/view/111722 <span id="docs-internal-guid-19d23ba7-7fff-0537-9d75-5f90362266f8"><span>Este artigo busca dar subsídios teóricos e metodológicos ao processo de reontologização dos corpos africanos homens diaspóricos que se relacionam afetiva e sexualmente entre si. Parte-se do deslocamento do conceito de masculinidade e de sua relação estrita com as questões de gênero e sexualidades,situando esse processo em uma perspectiva afrocêntrica. Assim, a partir do conhecimento oriundo da matriz civilizatória africana, busca-se trazer novas contribuições no sentido de ampliar a compreensão sobre os modos de existir dos corpos africanos homens na diáspora, tomando a orixalidade como uma forma de repensar essas homenidades.</span></span> Tiago Rodrigues Da Costa Rosane Azevedo Neves da Silva Copyright (c) 2022 Revista Polis e Psique 2022-05-03 2022-05-03 12 1 169 187 10.22456/2238-152X.111722 Sexualidade de adolescentes na unidade socioeducativa de internação: pulsões e interseções https://seer.ufrgs.br/index.php/PolisePsique/article/view/108522 <p>O artigo integra uma investigação documental em prontuários de adolescentes que cumprem medida socioeducativa de internação. Tem como objetivo explorar dados referentes à<br />sexualidade e práticas sexuais, em interlocução com a interseccionalidade e a teoria das pulsões<br />em Freud. As informações disponíveis nos prontuários indicam que a vida sexual ativa faz parte<br />da realidade de muitos dos adolescentes. No entanto, oportunidades para abordar a sexualidade<br />em sentido ampliado, que levem em conta as relações interseccionais de poder, parecem ser<br />perdidas no cotidiano de uma unidade de internação. Ao restringir o corpo com a privação da<br />liberdade de ir e vir, o sistema socioeducativo impacta o exercício da sexualidade de modo<br />entrelaçado aos marcadores de gênero, classe e raça dos sujeitos adolescentes.</p> Lara Percílio Santos Altair José dos Santos Copyright (c) 2022 Revista Polis e Psique 2022-05-03 2022-05-03 12 1 188 210 10.22456/2238-152X.108522 “Eu quero um amor”: violência no namoro e medida socioeducativa https://seer.ufrgs.br/index.php/PolisePsique/article/view/112387 <p>A presente pesquisa teve por objetivo compreender como se manifesta a violência em relacionamentos amorosos de adolescentes do sexo feminino no contexto de internação socioeducativa. A pesquisa foi realizada tendo a inserção ecológica como método. O pesquisador realizou 32 visitas a uma unidade de internação mista, com média de 3h por visita. Considerou-se participante da pesquisa 25 pessoas (14 adolescentes e 11 servidoras). Os dados foram analisados por meio da análise temática e apontaram para a presença da violência em relacionamentos amorosos das adolescentes, tanto atuais como pregressos. A violência cumpre várias funções no relacionamento amoroso e afeta o desenvolvimento de competências psicossociais. A unidade não dispunha de intervenção que abordasse prevenção à violência no namoro, apesar de relacionamentos amorosos aparecerem como um componente do projeto de vida. É fundamental a compreensão das múltiplas violências as quais o público feminino está submetido para qualificação do atendimento socioeducativo.</p> William Gualberto Gonçalves de Souza Silvia Renata Magalhães Lordello Sheila Giardini Murta Copyright (c) 2022 Revista Polis e Psique 2022-05-03 2022-05-03 12 1 211 238 10.22456/2238-152X.112387 Mídia, criminalização da juventude e adesão subjetiva à barbárie https://seer.ufrgs.br/index.php/PolisePsique/article/view/117185 <p>A partir das representações midiáticas, é possível notar a apresentação de uma suposta crise de segurança pública. Protagonizando as reportagens, a juventude oriunda de classes subalternas é compreendida como responsável por essa realidade. Enquanto isso, a população clama por medidas punitivas. A presente revisão narrativa propõe uma discussão sobre a possível relação entre mídia hegemônica, as representações sobre a violência urbana e a criminalização desta faceta da juventude, sustentando práticas sociais que compõem a <em>adesão subjetiva à barbárie</em>. Primeiramente é apresentado o debate a respeito das mídias e o cenário brasileiro. Em seguida, é discutida a imagem do “jovem bandido” através do olhar da criminologia crítica. Por fim, apresenta-se a discussão sobre a construção de consensos a partir da mídia brasileira. Através de estratégias de desumanização dos sujeitos, as práticas midiáticas hegemônicas contribuem para que estejamos aderidos à barbárie que violenta principalmente os jovens inseridos no âmbito das periferias brasileiras. </p><p class="Default"> </p><p> </p> Camila Marques Silva Daher Fernando Santana de Paiva Luciana Ferreira Barcellos Copyright (c) 2022 Revista Polis e Psique 2022-05-03 2022-05-03 12 1 239 266 10.22456/2238-152X.117185 Tensões e desafios do cenário contemporâneo: https://seer.ufrgs.br/index.php/PolisePsique/article/view/124178 <p>Editorial</p> Henrique Caetano Nardi Neuza Maria de Fátima Guareschi Giovana Barbieri Galeano Copyright (c) 2022 Revista Polis e Psique 2022-05-03 2022-05-03 12 1 1 6 10.22456/2238-152X.124178 L’altérité et l’identité à l’épreuve de la fluidité https://seer.ufrgs.br/index.php/PolisePsique/article/view/117197 Resena del libro "L’altérité et l’identité à l’épreuve de la fluidité" Luis Martínez Andrade Copyright (c) 2022 Revista Polis e Psique 2022-05-03 2022-05-03 12 1 292 298 10.22456/2238-152X.117197 “Cuida!”: práticas de cuidado em saúde com mulheres trabalhadoras do sexo https://seer.ufrgs.br/index.php/PolisePsique/article/view/111468 <p>O objetivo deste trabalho é relatar a experiência do Projeto de extensão universitária, “Cuida!”, desenvolvido pelo Núcleo de Estudos sobre Drogas do Ceará e parceiros. O “Cuida!” envolve ações de cuidado em saúde direcionadas a prostitutas, com foco na Redução de Danos e na integralidade da atenção em saúde. Dentre as ações desenvolvidas estão: 1) Testagem rápida de HIV/IST; 2) Consultas com profissionais da saúde; 3) Orientações sobre o acesso a políticas públicas; 4) Rodas de conversas e oficinas com diferentes temáticas. O “Cuida!” teve como resultado a ampliação do vínculo e do diálogo das mulheres com as equipes dos equipamentos, além do fortalecimento das estratégias de Redução de danos que passaram a ser referência de cuidado no território. Apostando em conhecer a vida que re-existe, toda proposta de cuidado foi assentada em um projeto ético-político, potencializando assim os processos de experimentação e resistência produzido pelas e com as mulheres.</p> Lorena Brito da Silva Juliana Vieira Sampaio Ricardo Pimentel Méllo Copyright (c) 2022 Revista Polis e Psique 2022-05-03 2022-05-03 12 1 267 291 10.22456/2238-152X.111468