Mulheres com deficiência na docência brasileira
DOI:
https://doi.org/10.19132/1808-5245282.108417Palabras clave:
Ciência e gênero, Ensino superior, Exclusão, Ciência e minoria.Resumen
O objetivo desta investigação é discutir a representatividade das mulheres com deficiência na docência do ensino superior brasileiro. Parte-se do entendimento de que os sujeitos da pesquisa apresentam dois marcadores de silenciamento e de exclusão: ser mulher e com deficiência. Quanto aos aspectos metodológicos, a pesquisa classifica-se como quantitativa. Pautou-se na análise secundária dos dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP), de 2010 e 2018, bem como dos dados gerais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com esta investigação, observou-se que os docentes com deficiência representam somente 1% dos que compõem o ensino superior brasileiro, sendo as mulheres a minoria se comparadas à quantidade de homens, embora os gráficos evidenciem um aumento quantitativo na representatividade feminina ao longo dos anos.Descargas
Citas
BANDEIRA, Lourdes. A contribuição da crítica feminista à ciência. Revista Estudos Feministas, Florianópolis, v. 16, n. 1, p. 207-228, 2008.
BARBOZA, Heloisa Helena; ALMEIDA JUNIOR, Vitor de Azevedo. Reconhecimento e inclusão das pessoas com deficiência. Revista Brasileira de Direito Civil – RBDCivil, Belo Horizonte, v. 13, p. 17-37, jul./set. 2017.
BRASIL. [Constituição (1988)]. Constituição da República Federativa do Brasil, de 5 de outubro de 1988. Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil, Brasília, DF, 5. out. 1988.
BRASIL. Decreto n. 186, de 9 de julho de 2008. Aprova o texto da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência e de seu Protocolo Facultativo, assinados em Nova Iorque, em 30 de março de 2007. Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil, Brasília, DF, ano 145, n. 131, p. 1, 10 jul. 2008.
BRASIL. Lei n. 8.112, de 11 de dezembro de 1990. Dispõe sobre o regime jurídico dos servidores públicos civis da União, das autarquias e das fundações públicas federais. Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil, Brasília, DF, ano 127, 11 dez. 1990.
BRASIL. Lei n. 8.213, de 24 de julho de 1991. Dispõe sobre os Planos de Benefícios da Previdência Social e dá outras providências. Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil, Brasília, DF, ano 128, 24 jul. 1991.
BRASIL. Lei n. 13.146, de 6 de julho de 2015. Institui a Lei Brasileira da Pessoa com Deficiência (Estatuto da Pessoa com Deficiência). Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil, Brasília, DF, ano 152, n. 127, p. 2, 7 jul. 2015.
BUTLER, Judith. Problemas de gênero: feminismo e subversão da identidade. Tradução Renato Aguiar. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2003.
DINIZ, Débora. O que é deficiência. São Paulo: Brasiliense, 2007.
FARIAS, Adenize Queiroz de. Gênero e deficiência: uma história feminina de ruptura e superação de vulnerabilidades. Orientador: Windyz Brazão Ferreira. 2011. Dissertação (Mestrado em Educação) - Programa de Pós-Graduação em Educação, Universidade Federal da Paraíba, João Pessoa, 2011.
FARIAS, Adenize Queiroz de. Trajetórias educacionais de mulheres: uma leitura interseccional da deficiência. Orientador: Maria Eulina Pessoa de Carvalho. 2017. Tese (Doutorado em Educação) - Programa de Pós-Graduação em Educação, Universidade Federal da Paraíba, João Pessoa, 2017.
GIL, Antônio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. 4. ed. São Paulo: Atlas, 2002.
GOMES, Ruthie Bonan et al. Novos diálogos dos estudos feministas da deficiência. Revista Estudos Feministas, Florianópolis, v. 27, n. 1, 2019.
IBGE EDUCA - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Quantidade de homens e mulheres. Brasília, DF, 2018.
INEP - Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira. Microdados. 2010/2018. Disponível em http://portal.inep.gov.br/microdados. Acesso em: 12 set. 2020.
MANTOAN, Maria Teresa Eglér. Inclusão, diferença e deficiência: sentidos, deslocamentos, proposições. Revista Inclusão Social, Brasília, DF, v. 10 n. 2, p. 37-46, jan./jun. 2017.
MELLO, Anahi Guedes de; NUERNBERG, Adriano Henrique. Gênero e deficiência: interseções e perspectivas. Estudos Feministas, Florianópolis, n. 20, v. 3, p. 635-655, set./dez. 2012.
MINISTÉRIO DA ECONOMIA. Contratações de pessoas com deficiência batem recorde em 2018, 2018. Disponível em: https://www.gov.br/pt-br/noticias/trabalho-e-previdencia/2019/02/contratacoes-de-pessoas-com-deficiencia-batem-recorde-em-2018. Acesso em: 12 set. 2020.
PIOVESAN, Flávia. Direitos humanos e o direito constitucional internacional. 14. ed. rev. atual. São Paulo: Saraiva, 2013.
RAGO, Margareth. Descobrindo historicamente o gênero. Cadernos Pagu, Campinas, n. 11, p. 89-98, 1998.
SASSAKI, Romeu Kazumi. Inclusão: construindo uma sociedade para todos. 8. ed. Rio de Janeiro: WVA, 2010.
SECRETARIA DE DIREITOS HUMANOS DA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA. Cartilha do Censo 2010: pessoas com deficiência. Brasília, DF: SDH-PR/SNPD, 2012.
SILVA, Elizabete Rodrigues da. A (in)visibilidade das mulheres no campo científico. Revista HISTEDBR On-line, Campinas, n. 30, p.133-148, jun. 2008.
SILVA, Fabiane Ferreira da; RIBEIRO, Paula Regina Costa. Trajetórias de mulheres na ciência: "ser cientista" e "ser mulher". Ciência & Educação, Bauru, v. 20, n. 2, p. 449-466, 2014
TRIVIÑOS, Augusto Nibaldo Silva. Introdução à pesquisa em ciências sociais: a pesquisa qualitativa em educação. São Paulo: Atlas, 1987.
Descargas
Publicado
Cómo citar
Número
Sección
Licencia
Derechos de autor 2022 Daniela Priscila de Oliveira Veronezi, Geisa Müller de Campos Ribeiro, Suely Henrique de Aquino Gomes

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución 4.0.
Autores que publican en esta revista están de acuerdo con los siguientes términos:
Los autores mantienen los derechos autorales y ceden a la Revista el derecho de la primera publicación, con el trabajo licenciado bajo la Licencia Creative Commons Attribution (CC BY 4.0), que admite compartir el trabajo con reconocimiento de la autoria.
Los autores tienen autorización para asumir contratos adicionales en forma separada, para la distribución no exclusiva de la versión del trabajo publicada en esta Revista, como para publicar en repositorio institucional, con reconocimiento de autoria y publicación inicial en esta Revista.
Los artículos son de acceso abierto y gratuitos. Según la licencia, usted debe dar crédito de manera adecuada, brindar un enlace a la licencia, e indicar si se han realizado cambios. No puede aplicar términos legales ni medidas tecnológicas que restrinjan legalmente a otras a hacer cualquier uso permitido por la licencia.






