O arcaico e o contemporâneo em sense8: representações arquetípicas da diversidade
DOI:
https://doi.org/10.19132/1807-8583201740.77-95Palabras clave:
Teoria Geral do Imaginário. Sociedade. Mito. Série Sense8. Mitocrítica.Resumen
A série sense8 faz da representação da diversidade um dos pontos centrais do imaginário que compartilha com a audiência, o que estimula a discussão sobre os estereótipos e estigmas na composição sociológica e psicológica de personagens ficcionais e também na sociedade contemporânea. Do ponto de vista comunicacional, uma questão relevante que surge com a popularidade da série é identificar a quais elementos simbólicos ela recorre em sua construção de uma narrativa sobre a diversidade, estereótipos e estigmas. Este estudo busca responder a essa questão a partir das perspectivas propostas na teoria geral do imaginário (Durand), como a de que as produções culturais e a sociedade são permanentemente orientadas (e desorientadas) por mitos fundadores. O objetivo é identificar rastros de narrativas mitológicas em sense8 e entender de que forma eles se relacionam com os temas e personagens na construção dos sentidos da série. O método utilizado é o da mitocrítica (Durand) e os resultados mostram como os elementos simbólicos mais redundantes na primeira temporada estabelecem correlações arquetípicas principalmente com os mitos gregos de Dionísio e do Andrógino.Descargas
Citas
BARROS, Ana Taís Martins Portanova. A saia de Marilyn: dos arquétipos aos estereótipos nas imagens midiáticas. E-compós: Revista da Associação Nacional dos Programas de Pós-Graduação em Comunicação, Brasília, v. 12, n. 1, jan./abr. 2009.
BARTHES, Roland. A aventura semiológica. São Paulo: Martins Fontes, 2001.
CAMPBELL, Joseph. O herói de mil faces. São Paulo: Pensamento, 1995.
DURAND, Gilbert. As estruturas antropológicas do imaginário. São Paulo: Martins Fontes, 2002.
DURAND, Gilbert. Sobre a exploração do imaginário, seu vocabulário, método e aplicações transdisciplinares. Revista Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo, São Paulo, v. 11, n. 1e 2, p. 243-273, 1985.
DURAND, Gilbert. O retorno do mito: introdução à mitodologia. Mitos e sociedades. Revista FAMECOS, Porto Alegre, n. 1, p. 7-22, set. 2004.
DURAND, Gilbert. Passo a passo da mitocrítica. Revista Ao Pé da Letra, Recife, v. 14, n. 2, 2012.
DURAND, Yves. A formulação experimental do imaginário e seus modelos. Revista Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo, São Paulo, v. 13, n. 22, p. 133-154, 1987.
FERRY, Luc. A sabedoria dos mitos gregos. Rio de Janeiro: Objetiva, 2012.
HARK, Helmut (Org.). Léxico dos conceitos junguianos fundamentais. São Paulo: Loyola, 2000.
JUSSIM, Lee. The truth in stereotypes. Aeon Magazine, 15 ago. 2016. Disponível em: <https://aeon.co/essays/truth-lies-and-stereotypes-when-scientists-ignore-evidence>. Acesso em: 13 jan. 2017.
MAFFESOLI, Michel. O tempo das tribos. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2010.
MISSISSIPPI EM CHAMAS. Direção: Alan Parker. Produção: Robert F. Colesberry e Frederick Zollo. Roteiro: Chris Gerolmo e Frederick Zollo. [S.l.]: MGM, 1988. 1 DVD (128 min).
PLATÃO. O banquete. São Paulo: Edipro, 2012.
SENSE8. Criadores: J. Michael Straczynski, Lana Wachowski e Lilly Wachowski. Diretores: Lana Wachowski, Lilly Wachowski, James McTeigue, Tom Tykwer e Dan Glass. Los Angeles: [s. n.], 2015. Temporada 1, episódios 1 a 12, streaming.
VERNANT, Jean-Pierre. As origens do pensamento grego. São Pualo: Difel, 2002.
Descargas
Publicado
Cómo citar
Número
Sección
Licencia
Derechos de autor 2017 Sílvio Antonio Luiz Anaz

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución-NoComercial 4.0.
Los derechos de autor de los artículos publicados en esta Revista pertenecen a los autores, y los derechos de la primera publicación están garantizados para la revista. Por estar publicados en una revista de acceso libre, los artículos son de uso gratuito, con la atribución apropiada, en las actividades educativas y no comerciales.
La revista utiliza la Licencia Creative Commons Attribution (CC BY-NC 4.0), que permite el intercambio de trabajo con el reconocimiento de la autoría.
Autoarchivo (política de repositorios): se permite a los autores depositar todas las versiones de sus trabajos en repositorios institucionales o temáticos, sin período de embargo. Se solicita, siempre que sea posible, que se agregue la referencia bibliográfica completa de la versión publicada en Intexto (incluido el enlace DOI) al texto archivado.
Intexto no cobra ninguna tarifa por el procesamiento de artículos (article processing charge).






