El papel de la masculinidad hegemónica en el discurso político de extrema derecha
un estudio de la finalidad comunicativa de la familia defendida por Jair Bolsonaro
DOI:
https://doi.org/10.19132/1807-8583.56.132842Palabras clave:
Jair Bolsonaro, Familia, Masculinidad, Comunicación, PoliticaResumen
Con base en los autores Raewyn Connell (1995), Michael Kimmel (1998) y Jason Stanley (2018), el artículo busca ayudar en la comprensión de cómo la masculinidad hegemónica se convirtió en la base para la fundamentación de los principales pilares del discurso político de la extrema derecha en Brasil. Para ello, se realizó un análisis del discurso a partir de uno de los principales pilares de la campaña electoral para la presidencia de Jair Bolsonaro en 2022, la defensa de la “familia tradicional brasileña”, como ejemplo de discurso que sustenta las estructuras androcéntricas y patriarcales y, por lo tanto, de la masculinidad tradicional en nuestra sociedad. Aún así, el estudio utilizó la investigación de Pierre Bourdieu (1999) y Heleieth Saffioti (1987 y 2015) con el objetivo de mostrar cómo la naturalización de estas líneas por parte de los líderes políticos puede contribuir a la propagación de diferentes formas de violencia de género contra grupos “sumisos”. a estas estructuras hegemónicas de masculinidad.
Descargas
Citas
ALBRIGHT, M. Fascismo: um alerta. São Paulo: Planeta do Brasil, 2018.
BARBOSA, P. C. O.; XAVIER, V. R. D. O caráter patológico na definição de homossexualidade em dicionários escolares. Entrepalavras, Fortaleza, v. 11, n. 10, p. 245, 2021. Disponível em: http://dx.doi.org/10.22168/2237-6321-10esp2093. Acesso em: 5 de maio. 2023
BIROLI, F.; QUINTELA, D. Mulheres e direitos humanos sob a ideologia da “defesa da família”. In: AVRITZER, L. et al. (ed.). Governo Bolsonaro: retrocesso democrático e degradação política. São Paulo: Autêntica, 2021.
BOLSONARO (programa eleitoral): “Nossa luta é contra o sistema”. PODER360, Brasil, 5 set. 2022a. 1 vídeo (4:23 min).
BOLSONARO (programa eleitoral): exalta governo e apresenta propostas. PODER360, Brasil, 3 set. 2022b. 1 vídeo (2:37 min).
BOLSONARO (comercial): “Fácil nunca será”. PODER360, Brasil, 1 out. 2022c. 1 vídeo (2:17 min).
BOLSONARO (programa eleitoral): 7 de setembro e valores da família. PODER360, Brasil, 10 set. 2022d. 1 vídeo (2:38 min).
BOLSONARO (comercial): “Bolsonaro trouxe esperança para o povo”. PODER360, Brasil, 30 set. 2022e. 1 vídeo (1:37 min).
BORGES, B. O que explica a queda surpreendente da taxa de desemprego no Brasil? Portal FGV, Rio de Janeiro, 18 jul.2022.
BOURDIEU, P. A dominação masculina: a condição feminina e a violência simbólica. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1998.
BRANDÃO, H. H. N. Introdução à análise do discurso. 2. ed. rev. Campinas: Ed. da UNICAMP, 2004.
CAMPOS, L. A. “Um só povo, uma só raça”: a questão racial nos dois primeiros anos de Bolsonaro. In: AVRITZER, L. et al. (ed.). Governo Bolsonaro: retrocesso democrático e degradação política. São Paulo: Autêntica, 2021.
CARABÍ, A.; ARMENGOL, J. M. (ed.). La masculinidad a debate. Lectora: revista de dones i textualitat, Barcelona, v 15, n. 1, p. 177-178, 2008.
CONNELL, R. W. Políticas da masculinidade. Educação & Realidade, Porto Alegre, v. 20, n. 2, p. 185-206, 1995.
CONNELL, R. W.; MESSERSCHMIDT, J. W. Masculinidade hegemônica: repensando o conceito. Revista Estudos Feministas, Florianópolis, v. 21, n. 1, p. 241-282, 2013. Disponível em: http://dx.doi.org/10.1590/s0104-026x2013000100014. Acesso em: 22 de maio 2023.
MARANHÃO F. E.; COELHO, F.; DIAS, T. “Fake news acima de tudo, fake news acima de todos”: Bolsonaro e o “kit gay”, “ideologia de gênero” e fim da “família tradicional”. Revista Eletrônica Correlatio, São Paulo, v. 17, n. 2, p. 64-90, dez. 2018.
FOUCAULT, M. Arqueologia do saber. Petrópolis: Vozes, 1971.
IBARRA LOYOLA, J.; DÍAZ BÁEZ, E. El miedo, último refugio de la masculinidad hegemónica. Revista Alternativas en Psicología, Mexico, n. 36, 2016.
INSTITUTO DE PESQUISA DATASENADO. Pesquisa DataSenado: violência doméstica e familiar contra a mulher. Brasília: Secretaria da Transparência [do] Senado Federal, nov. 2021.
KIMMEL, M. A produção simultânea de masculinidades hegemônicas e subalternas. Horizontes Antropológicos, Porto Alegre, v 4, n. 9, p. 103-117, 1998. Disponível em: https://doi.org/10.1590/S0104-71831998000200007. Acesso em 11 out. 2023.
LERNER, G. A criação do patriarcado: história da opressão das mulheres pelos homens. São Paulo: Cultrix, 2019.
MIGUEL, L. F. A reemergência da direita brasileira. In: SOLANO, E. et al. (ed.). O ódio como política: a reinvenção das direitas no Brasil. São Paulo: Boitempo, 2018. p. 16-26.
MIGUEL, L. F. O mito da “ideologia de gênero” no discurso da extrema direita brasileira. Cadernos Pagu, Campinas, n. 62, 2021. Disponível em: http://dx.doi.org/10.1590/18094449202100620016. Acesso em: 1 de jun. 2023.
OLAVARRÍA, J.; PARRINI, R. (ed.) Masculinidad/es. Identidad, sexualidad y familia. Primer Encuentro de Estudios de Masculinidad. Santiago, Chile: FLACSO-Chile/Universidad Academia de Humanismo Cristiano/Red de Masculinidad, 2000.
RICARDO, C. (aut.); BARKER, G. (clb.). Hombres, masculinidades y cambios en el poder: un documento de debate sobre la participación de los hombres en la igualdad de género desde Beijin 1995 hasta el año 2015. Washington: MenEngage; ONUMujeres; UNFPA, [2015].
ROCHA, C.; SOLANO, E. A ascensão de Bolsonaro e as classes. In: AVRITZER, L. et al. (ed.). Governo Bolsonaro: retrocesso democrático e degradação política. São Paulo: Autêntica, 2021.
SAFFIOTI, H. Gênero, patriarcado e violência. 2. ed. São Paulo: Expressão Popular, 2015.
SAFFIOTI, H. O poder do macho. São Paulo; Moderna, 1987.
SEGATO, R. L. La guerra contra las mujeres. Madrid: Traficante de Sueños, 2016.
SOARES, I. Em evento, Bolsonaro restringe família a “um homem, uma mulher e filhos”. Correio Braziliense, Brasília, 14 jul. 2022.
STANLEY, J. Como funciona o fascismo: a política do “nós” e “eles”. Porto Alegre: L&PM Pocket, 2019.
Descargas
Publicado
Cómo citar
Número
Sección
Licencia
Derechos de autor 2024 Oscar Milton Cowley Forner, Josenildo Bezerra Soares

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución-NoComercial 4.0.
Los derechos de autor de los artículos publicados en esta Revista pertenecen a los autores, y los derechos de la primera publicación están garantizados para la revista. Por estar publicados en una revista de acceso libre, los artículos son de uso gratuito, con la atribución apropiada, en las actividades educativas y no comerciales.
La revista utiliza la Licencia Creative Commons Attribution (CC BY-NC 4.0), que permite el intercambio de trabajo con el reconocimiento de la autoría.
Autoarchivo (política de repositorios): se permite a los autores depositar todas las versiones de sus trabajos en repositorios institucionales o temáticos, sin período de embargo. Se solicita, siempre que sea posible, que se agregue la referencia bibliográfica completa de la versión publicada en Intexto (incluido el enlace DOI) al texto archivado.
Intexto no cobra ninguna tarifa por el procesamiento de artículos (article processing charge).





