A micro-história como método para um contemporâneo digital
DOI:
https://doi.org/10.22456/1807-8583.151326Palavras-chave:
micro-história, paradigma, indiciário, arquivos corrompidos, Giovanni Levi, Carlo GinzburgResumo
Em entrevista realizada em 26 de maio de 2023, Maíra Ines Vendrame – uma das principais defensoras da utilização da micro-história no Brasil – esclarece aspectos do contexto italiano em que tal perspectiva se origina a partir de expoentes como Carlo Ginzburg, Giovanni Levi e Edoardo Grendi, de como ganha amplitude internacional e passa a influenciar a produção acadêmica brasileira a partir dos anos 1980. A micro-história é método e visa justamente de um olhar microscópico desnudar relações e sentidos mais amplos para o social. A conversa também tensionou a micro-história com um contemporâneo marcado pela efemeridade da internet e das redes sociais digitais – o que possibilitou Vendrame discutir o papel do cientista frente a arquivos e fontes que se corrompem e a aplicação do olhar micro-histórico em séries, filmes, games e outros mundos ficcionais.
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