Branco Sai, Preto Fica?

Rappers brancos nos EUA, apropriação e o roteiro do descobrimento

Autores

DOI:

https://doi.org/10.22456/1807-8583.151248

Palavras-chave:

rap, estudos culturais, performance, comunicação, apropriação cultural

Resumo

Este artigo tem como objetivo debater questões relacionadas a tentativas de apropriação cultural do rap por artistas brancos a partir de uma consideração sobre os sucessos e insucessos dos oito rappers brancos mais bem-sucedidos na década de 2010 nos Estados Unidos: Eminem, Iggy Azalea, Macklemore, Mac Miller, G-Eazy, Post Malone, Logic e Machine Gun Kelly. Aponta-se que artistas brancos que se apropriaram da música negra nos Estados Unidos tiveram seus comportamentos (e reações a eles) enquadrados pelo roteiro do descobrimento, em que uma figura branca exploradora se depara com um território desbravado povoado de figuras “exóticas” e se põe a explorar os vastos recursos desse território, desconsiderando os “nativos” indefesos. Analisando as controvérsias em torno desses rappers, vê-se que esse roteiro ainda é ativado no gênero, mas com menos eficácia que em outros gêneros “apropriados” como rock, blues e jazz, seja pela fugacidade do sucesso desses rappers brancos, por eles tentarem se colocar como “aliados” ou por abandonar esses territórios rumo a paragens mais próximas de casa. A partir daí, se discutem as diferenças no ecossistema midiático entre meados do século XX e o presente, o status do rap como música negra e a utilidade do papel de tradutor desempenhado pelos rappers brancos.

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Biografia do Autor

Mário Augusto Oliveira Monteiro Rolim, Pesquisador autônomo

Doutor e Mestre em Comunicação pelo Programa de Pós-Graduação em Comunicação (PPGCOM) da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), na linha de pesquisa Estética e Culturas da Imagem e do Som.
Pós-doutor em Comunicação pela UFPE com bolsa do programa de Bolsa de Fixação de Pesquisador da Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia de Pernambuco (FACEPE).
Graduado em Comunicação Social/Jornalismo também pela UFPE.
Tem experiência profissional na área de Comunicação, com ênfase em Jornalismo, e interesse nas áreas de teorias da comunicação, estética, política, música, estudos culturais, filosofia, estudos de performance, antropologia e crítica cultural.
Atualmente, integra o Grupo de Pesquisa em Cultura Pop e Entretenimento (GruPop). É co-fundador e compõe a comissão científica do Simpósio Popfilia, que chegou à sua terceira edição em 2025.

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Publicado

2026-07-15

Como Citar

ROLIM, Mário Augusto Oliveira Monteiro. Branco Sai, Preto Fica? Rappers brancos nos EUA, apropriação e o roteiro do descobrimento. Intexto, Porto Alegre, n. 58, 2026. DOI: 10.22456/1807-8583.151248. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/index.php/intexto/article/view/151248. Acesso em: 8 set. 2026.

Edição

Seção

Seção temática 30 anos PPGCOM UFRGS

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