Jornalismo e o movimento Escola Sem Partido

posição editorial dos jornais brasileiros

Autores

  • Alexandro Kichileski Universidade do Centro-Oeste
  • Carlos Augusto Locatelli Universidade Federal de Santa Catarina

DOI:

https://doi.org/10.19132/1807-8583.58.147264

Palavras-chave:

comunicação, educação, escola sem partido

Resumo

O artigo aborda o posicionamento editorial dos jornais Folha de São Paulo, O Estado de São Paulo e O Globo sobre o movimento Escola Sem Partido entre os anos de 2014 e 2018. A análise está amparada na adaptação da análise crítica do discurso e da teoria de enquadramento, bem como em reflexões sobre ideologia, observando os argumentos do movimento Escola Sem Partido e o posicionamento dos jornais. Dentre as implicações analíticas, destaca-se que os jornais pautaram, editorialmente, o movimento Escola Sem Partido como um efeito (reação) de alguma causa (problema) que precisa resolver a suposta e etérea falta de qualidade e direcionamento educacional. Apesar das diferenças pontuais, nenhum editorial antagonizou a narrativa do movimento de que a doutrinação é uma consequência de uma prática constituída nas instituições educacionais do país. Ao reconhecerem a postura conservadora que assumem, os editoriais não problematizam a possibilidade de o movimento Escola Sem Partido ser uma causa de setores sociais com agendas próprias, naturalizando e assumindo suas prerrogativas.

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Biografia do Autor

Carlos Augusto Locatelli, Universidade Federal de Santa Catarina

Professor e pesquisador do Programa de Pós-Graduação em Jornalismo da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)

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Publicado

2026-01-13

Como Citar

KICHILESKI, Alexandro; LOCATELLI, Carlos Augusto. Jornalismo e o movimento Escola Sem Partido: posição editorial dos jornais brasileiros. Intexto, Porto Alegre, n. 58, 2026. DOI: 10.19132/1807-8583.58.147264. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/index.php/intexto/article/view/147264. Acesso em: 8 set. 2026.

Edição

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