De simulação desumanizadora a figurações críticas

reparar violências jornalísticas à Menina sem Nome

Autores

DOI:

https://doi.org/10.19132/1807-8583.58.146807

Palavras-chave:

cobertura jornalística, gênero e infância, anarquivamento, fabulação crítica

Resumo

Investigamos a cobertura sobre a Menina sem Nome, para anarquivá-la, atualizá-la e narrá-la jornalisticamente. Analisamos, sob a perspectiva de gênero, raça e infância, reportagens da Rede Globo em 2023. Buscamos tensionar as formas de desarquivamento do tema pelo jornalismo e os modos pelos quais esses corpos são figurados. Propomos ainda um exercício de anarquivamento que busque alguma reparação a esse sujeito, historicamente destinado à tríplice significação associada a meninas e mulheres negras no modelo escravista brasileiro. Concluímos que esta menina, que teve direitos negados em vida, continua vulnerável e desprotegida pelo jornalismo brasileiro, que simula e exibe as violências que sofreu.

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Biografia do Autor

Karina Gomes Barbosa, Universidade Federal de Ouro Preto

Professora de Jornalismo e do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade Federal de Ouro Preto

Adriana Santana, Universidade Federal de Pernambuco

Professora associada do Departamento de Comunicação da Universidade Federal de Pernambuco. Pós-doutorado em História Social na Universidade de São Paulo

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Publicado

2026-01-13

Como Citar

BARBOSA, Karina Gomes; SANTANA, Adriana. De simulação desumanizadora a figurações críticas: reparar violências jornalísticas à Menina sem Nome. Intexto, Porto Alegre, n. 58, 2026. DOI: 10.19132/1807-8583.58.146807. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/index.php/intexto/article/view/146807. Acesso em: 11 ago. 2026.

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