Recomendações Atuais Para a Detecção da Nefropatia Diabética

Autores

  • Sandra Pinho Silveiro 1 Serviço de Endocrinologia do Hospital de Clínicas de Porto Alegre 2 Programa de Pós-Graduação em Ciências Médicas: Endocrinologia, UFRGS
  • Ariana Aguiar Soares UFRGS
  • Themis Zelmanovitz 1 Serviço de Endocrinologia do Hospital de Clínicas de Porto Alegre 2 Programa de Pós-Graduação em Ciências Médicas: Endocrinologia, UFRGS
  • Mirela Jobim de Azevedo 1 Serviço de Endocrinologia do Hospital de Clínicas de Porto Alegre 2 Programa de Pós-Graduação em Ciências Médicas: Endocrinologia, UFRGS

Palavras-chave:

Nefropatia diabética, Doença Renal Crônica, Taxa de filtração glomerular

Resumo

A nefropatia diabética (ND) é uma importante complicação do diabetes melito (DM) e é a principal causa de insuficiência renal terminal. A ND é classificada em fases: normoalbuminúria, microalbuminúria e macroalbuminúria. Da fase de microalbuminúria, pode ocorrer regressão para a normoalbuminúria (30% casos) ou progressão para a macroalbuminúria, quando ocorre maior risco de evolução para a DRC terminal. A ND apresenta alta morbimortalidade CV que possivelmente seja mais significativa do que a evolução para a DRC terminal. O diagnóstico da ND é realizado através da medida da albumina na urina e pela avaliação da taxa de filtração glomerular (TFG). Recomenda-se a medida da albumina em amostra isolada de urina (primeira da manhã ou amostra casual), podendo-se medir o índice albumina-creatinina ou a concentração de albumina. Valores elevados de albuminúria devem ser confirmados em pelo menos 2 de 3 coletas de urina, em um intervalo de 3 a 6 meses. Na impossibilidade da medida da albuminúria, a medida de proteínas totais (proteinúria ≥430 mg/l em amostra ou >500 mg/24 h), pode ser utilizada para diagnóstico de fases mais avançadas de ND. Em pacientes com DM tipo 2 o rastreamento deve iniciar ao diagnóstico de DM, e nos pacientes com DM tipo 1 deve ser após os 10 anos de idade; logo após o início da puberdade; e quando a duração do DM for > 5 anos. Se negativo repetir anualmente; e, se positivo, recomenda-se a monitoração mais freqüente da albumina urinária. A estimativa da TFG é realizada através de fórmulas que empregam a creatinina sérica, ajustadas para idade, gênero e etnia. A equação CKD-EPI (Chronic Kidney Disease Epidemiology Collaboration) parece ter melhor acurácia, sendo a equação de escolha. Em pacientes com DM seu desempenho pode ser limitado pela tendência a subestimar a TFG. Concluindo, a ND deve ser identificada o mais precocemente possível e para isto tanto os profissionais de saúde como os pacientes com DM devem ser enfaticamente conscientizados.

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Biografia do Autor

Ariana Aguiar Soares, UFRGS

Aluna de doutorado do Programa de Pós-Graduação em Ciências Médicas: Endocrinologia, UFRGS. Graduada em Farmácia em 1998 pela Universidade Luterana do Brasil.

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Publicado

2011-01-27

Como Citar

1.
Silveiro SP, Soares AA, Zelmanovitz T, de Azevedo MJ. Recomendações Atuais Para a Detecção da Nefropatia Diabética. Clin Biomed Res [Internet]. 27º de janeiro de 2011 [citado 4º de dezembro de 2022];30(4). Disponível em: https://seer.ufrgs.br/index.php/hcpa/article/view/18113

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