Potencial de resfriamento radiativo para o céu no Brasil
Palavras-chave:
resfriamento radiativo para o céu, resfriamento passivo, radiação de onda longa descendenteResumo
O resfriamento radiativo para o céu (RRC) ocorre devido às diferenças de temperaturas das superfícies terrestres e do céu. Sua aplicação no resfriamento passivo de edificações pode ser uma forma sustentável de remover o calor da edificação sem aumentar a temperatura do entorno imediato. Apesar da predominância de clima tropical no Brasil, o RRC não é uma estratégia bioclimática difundida. O objetivo dessa pesquisa é discriminar o potencial de resfriamento radiativo para o Brasil com base apenas nos dados climáticos do ano meteorológico típico (TMY), como primeiro passo para a investigação do seu efeito no ambiente construído. A pesquisa fez uso de 577 arquivos climáticos do tipo TMYx (2007-2021) para calcular o Potencial de Resfriamento Radiativo para o Céu (PRRC), e foram selecionados oito climas correspondentes às zonas bioclimáticas para avaliar a Depressão de Temperatura do Céu (DTC). A média anual do PRRC no Brasil foi de 53 W/m², sendo mais elevada nas regiões semiáridas e secas do Nordeste e Centro-Oeste, e, mais baixa nas regiões úmidas. O DTC foi maior nas cidades com clima tropical seco, Brasília/DF e Goiânia/GO, alcançado 20°C no período seco. Em contraste, Belém/PA, com clima equatorial, apresentou DTCs inferiores a 8°C. As diferenças encontradas são significativas, mesmo considerando as limitações dos índices.
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