Componentes de condução da luz natural em edifícios multifamiliares: análise de um código de obras

Autores

  • Guilherme Nóbrega de Castro Universidade Federal da Paraíba
  • Solange Maria Leder
  • Luiz Bueno da Silva
  • Erivaldo Lopes de Souza

Palavras-chave:

Iluminação natural, componentes de condução da luz, código de edificações.

Resumo

O uso da luz natural como fonte de iluminação, além dos impactos positivos no bem-estar físico e mental do homem, possui vantagens econômicas. Estas, contudo, dependem da obtenção do nível de iluminação requerido para a tarefa. Neste estudo, o potencial de aproveitamento da luz natural foi analisado considerando-se as dimensões mínimas de sistemas de iluminação natural permitidas para ambientes residenciais, tendo como critério o Código de Obras da cidade de João Pessoa. Os sistemas de iluminação natural analisados consistem em componentes de passagem com componentes de condução. Simulação computacional feita com o software Daysim foi adotada para analisar o comportamento da luz natural. Realizaram-se 480 simulações para cinco ambientes, associando três variáveis no componente de condução: peitoril transparente e opaco (i), componente de condução saliente e encravado (ii), cinco profundidades (iii) a três variáveis do entorno: máxima ocupação do solo (i), duas alturas de pavimento (ii), quatro orientações (iii). Os parâmetros de análise foram: iluminância natural útil (INU) e autonomia da luz natural (ALN). Com os resultados, percebe-se que os limites mínimos dos critérios do Código não favorecem o aproveitamento da iluminação natural: 40% dos modelos simulados apresentam iluminação natural insuficiente. Os ambientes iluminados através de janelas altas têm os piores resultados.

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Biografia do Autor

Guilherme Nóbrega de Castro, Universidade Federal da Paraíba

Guilherme Nóbrega de Castro é graduado em Arquitetura e Urbanismo (2009) e mestre pelo Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo (PPGAU) da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) (2013). Foi professor do curso de Arquitetura e Urbanismo das Faculdades Integradas de Patos (FIP) (2014). Trabalhou no escritório de arquitetura PLOTA MAIS (2010 - 2011). Foi estagiário da Coordenadoria de Proteção dos Bens Culturais e Artísticos de João Pessoa - PB (PROBECH atual COPAC), vinculada a Secretaria do Planejamento da Prefeitura Municipal de João Pessoa (2009 - 2010) e do escritório FCABRAL Arquitetutra (2007 - 2008).

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Publicado

2015-04-14

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Artigos

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