Estratégias de flexibilização de projetos residenciais iniciadas na década de 1990 no Brasil: tão-somente um recurso mercadológico?

Autores

  • Douglas Queiroz Brandão Universidade Federal de Mato Grosso
  • Luiz Fernando Mählmann Heineck Universidade Federal do Ceará

Palavras-chave:

Habitação, Projeto, Arquitetura, Flexibilidade, Mercado imobiliário, Marketing, Estratégia

Resumo

A partir da década de 1990, o mercado imobiliário passou a adotar projetos residenciais flexíveis, com a participação do cliente na definição do arranjo espacial e dos materiais de acabamento. O produto personalizado passou a ser uma tendência que também atingiu o setor de edificações. Este artigo discute variados aspectos da flexibilidade, focalizando a habitação como produto, com três objetivos principais: (a) os discutir conceitos de flexibilidade da indústria de manufatura e discutir sua aplicação na construção civil; (b) resgatar aspectos históricos relacionados ao surgimento e à manutenção das estratégias de flexibilização dos projetos habitacionais; e (c) apresentar um quadro geral de conceitos e formas de aplicação da flexibilidade que passaram a ser adotados. O artigo sugere que a flexibilidade é mais que um mero recurso mercadológico, na medida em que possibilita atender às incertezas de uma demanda sociodemográfica mais diversificada e prover qualidade ao espaço residencial, tanto na ocupação inicial quanto ao longo do uso da habitação. Aponta-se também para a relevância do tema, pelo seu impacto no desenvolvimento da área de projeto habitacional, dadas as implicações na tecnologia, nos sistemas e processos construtivos e no gerenciamento das construções.

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Publicado

2008-04-28

Edição

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Artigos

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