Brincar nos Escombros: Um Ensaio Sobre a Invenção de Outros Mundos, Infâncias e Atenção Psicossocial no Contexto de Catástrofes Climáticas
DOI:
https://doi.org/10.22456/2238-152X.146237Palavras-chave:
brincar, infâncias, emergências climáticas, atenção psicossocialResumo
O artigo parte da experiência de escuta e acompanhamento de crianças na Rede de Atenção Psicossocial do Sistema Único de Saúde, diretamente atingidas pelos eventos da catástrofe climática de maio de 2024, no Rio Grande do Sul, para apontar o tempo da infância como sinalizador dos efeitos de sofrimento psíquico no regime petrossexorracial. Analisa a possibilidade da infancialização como dispositivo clínico-político indispensável para a reconstrução da urbe pós-catástrofe, a partir das seguintes questões: quais são as infâncias plurais que (r)existem no Antropoceno? Como constituem essas infâncias possibilidades de existência e construção de outros mundos diante das ruínas do capitalismo em sua face neoliberal e colonial? Sustentado metodologicamente por um olhar cartográfico, o estudo aponta a possibilidade de agenciar e maquinar futuros outros na destituição das ruínas da colonialidade.
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