Governamentalidade Neoliberal e Catástrofe das Enchentes de 2024 no Rio Grande do Sul

Autores

  • Dan Pinheiro Montenegro Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Programa de Pós Graduação em Psicologia Social e Institucional (UFRGS/ PPGPSI). https://orcid.org/0000-0001-7218-8354
  • Neuza Maria de Fátima Guareschi Universidade Federal do Rio Grande do Sul
  • Luis Henrique Silva Souza Universidade Federal do Rio Grande do Sul
  • Oriana Holsbach Hadler Universidade Federal do Rio Grande do Sul

DOI:

https://doi.org/10.22456/2238-152X.146154

Palavras-chave:

enchentes, governamentabilidade neoliberal, rio grande do sul

Resumo

Neste artigo, problematizamos como a racionalidade de governo, que denominamos governamentalidade neoliberal, ajudou a moldar o contexto e as respostas à emergência socioclimática e humanitária provocada pelas inundações de 2024 no Rio Grande do Sul. Através da análise de ações governamentais e do debate sobre a priorização da eficiência econômica e da responsabilização individual, discutimos a produção neoliberal da cidade e seus efeitos na vulnerabilização das populações afetadas. Nesse sentido, destacamos o papel dos movimentos sociais na resistência a essa lógica, como no caso do Quilombo Areal da Baronesa e dos moradores da Rua Alberto Torres, que exemplificam a luta pelo direito à cidade. O confronto à gestão neoliberal do sofrimento, à negligência estatal e à mercantilização de serviços essenciais pela organização comunitária e pela reivindicação do direito à cidade emergem como formas de resistência necessárias à reinvenção do espaço urbano diante das mudanças climáticas.

 

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Publicado

2025-08-06

Como Citar

Pinheiro Montenegro, D., Guareschi, N. M. de F., Silva Souza, L. H., & Holsbach Hadler, O. (2025). Governamentalidade Neoliberal e Catástrofe das Enchentes de 2024 no Rio Grande do Sul. Revista Polis E Psique, 15, e025006. https://doi.org/10.22456/2238-152X.146154

Edição

Seção

Dossiê: Impactos psicossociais das enchentes de 2024 no Rio Grande do Sul

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