Memoria y resistencia
propuestas para la preservación del conocimiento Kaingang
DOI:
https://doi.org/10.1590/1808-5245.32.150525Palabras clave:
ciência da informação, cultura indígena, memória e patrimônio, política de preservação, KaingangResumen
Esta investigación indaga sobre la preservación, valorización y transmisión del conocimiento Kaingang, centrándose en la comunidad de la aldea Kẽtỹg Tẽgtũ (Três Soitas), en Santa Maria, Rio Grande do Sul, considerando políticas públicas de patrimonio cultural y prácticas comunitarias de salvaguardia. El objetivo es proponer alternativas para la preservación del patrimonio cultural indígena, basadas en la Ciencia de la Información, en diálogo con la comunidad. El patrimonio cultural indígena abarca dimensiones materiales e inmateriales, vinculadas a la identidad, la memoria y la territorialidad. La investigación analiza cómo la oralidad, la lengua materna, los rituales, las prácticas corporales y la artesanía sustentan la cultura Kaingang, proponiendo estrategias para la preservación de la memoria indígena. La investigación, ubicada en el campo de la epistemología, aborda epistemes no hegemónicas para superar la invisibilidad histórica de los pueblos indígenas en la preservación cultural. Con un enfoque cualitativo, se basa en la etnografía y la triangulación de datos, utilizando entrevistas con líderes, educadores y miembros de la comunidad, así como la observación participante. El análisis documental consideró la legislación nacional e internacional. Los resultados muestran que, a pesar del reconocimiento legal del patrimonio inmaterial, la participación comunitaria sigue siendo frágil. La preservación de la lengua kaingang, el protagonismo de los ancianos y la inclusión de prácticas culturales en las escuelas se destacan como pilares de la sostenibilidad cultural, además del papel estratégico de los centros culturales y museos bajo gestión indígena. Con base en este análisis, se desarrolló un Modelo Guía para la Preservación del Patrimonio Cultural Indígena, que articula dimensiones normativas, teóricas y experienciales, con directrices para fortalecer la autonomía comunitaria y promover políticas culturales pluralistas que valoren el conocimiento kaingang y superen los paradigmas coloniales.
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