Espaço público e subalternidade
dinâmicas representacionais instituídas a partir da Biblioteca Pública Municipal Ataliba Lago
DOI:
https://doi.org/10.1590/1808-5245.29.125641Palabras clave:
biblioteca pública, Biblioteca Pública Municipal Ataliba Lago, estudos subalternos, representação, espaço públicoResumen
O presente artigo confere destaque às bibliotecas públicas e busca apreender as distintas relações instituídas por determinada comunidade com seus espaços, serviços e coleções, considerando as noções de subalternidade e representação formuladas por autores e autoras ligados(as) aos chamados estudos subalternos. Nesse sentido, investiga as dinâmicas de representação de públicos e indivíduos subalternizados no contexto da Biblioteca Pública Municipal Ataliba Lago, situada na cidade de Divinópolis, Minas Gerais. Para tanto, a discussão teórica recupera as proposições do Manifesto da UNESCO/IFLA sobre Bibliotecas Públicas e coloca em debate a dimensão democrática que deve amparar as ações e funções dessa tipologia de unidade biblioteconômica. Em termos metodológicos, trata-se de pesquisa qualitativa centrada em revisão de literatura e operacionalizada a partir de estudo de caso. A coleta dos dados se deu por meio de pesquisa documental e entrevistas semiestruturadas realizadas com servidores e gestores ligados à Biblioteca Pública Municipal Ataliba Lago tendo por foco avaliar se, em sua dimensão representacional, essa instituição fala “por” ou “sobre” certos públicos subalternizados, tal como questionado por Gayatri Chakravorty Spivak em Pode o subalterno falar?. Demonstra-se nos resultados que a “Ataliba Lago” tem privilegiado a manutenção de marcadores estruturais de subalternização e a produção de um discurso hegemônico em torno do tema “representação” e das políticas de democratização da cultura, da biblioteca e da leitura, atendendo de forma distinta diferentes grupos populacionais da cidade, o que pôde ser facilmente percebido a partir da abordagem do conceito de segregação socioespacial como fator de subalternização.
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Citas
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