A poesia e o banal nos modos de fazer

Autores

  • Rafael de Almeida Universidade Estadual de Campinas

Palavras-chave:

Documentário, Estética, Política, O fim do sem fim, Cinema brasileiro contemporâneo

Resumo

Reflito neste ensaio, a partir da análise de O fim do sem fim (Beto Magalhães, Cao Guimarães e Lucas Bambozzi, 2001), a questão do gesto como elemento do cinema documentário. A discussão parte dos efeitos de real, expressão de Jean-Louis Comolli, alcançada na montagem do filme, perpassando reflexões em torno do corpo, sua cotidianidade e, por fim, sua forma, naquilo que Giorgio Agamben chamará de forma-de-vida. Aponto, em O fim do sem fim para uma inserção do corpo cotidiano, bem como seus gestos e modos de fazer em extinção, na esfera política por intermédio da escritura do filme. O trabalho é parte do projeto “Experimentar o real: (re)invenções do documentário brasileiro contemporâneo” que busca compreender o documentário, em sua vertente inventiva, como caminho privilegiado para a renovação e expansão do domínio rumo à produção de outras formas de discurso imagético-narrativos.

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Biografia do Autor

Rafael de Almeida, Universidade Estadual de Campinas

Rafael de Almeida é doutorando no Programa de Pós-Graduação em Multimeios da Universidade Estadual de Campinas. Professor de Audiovisual na Faculdade de Comunicação e Biblioteconomia da Universidade Federal de Goiás. Como realizador audiovisual, dirigiu alguns curtas, entre os quais destaca Impej (2007) e A saudade é um filme sem fim (2009). Atua como diretor, produtor e curador no MIAU – Mostra Independente do Audiovisual Universitário, festival de cinema sediado em Goiânia, desde 2008.

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Publicado

2011-07-21

Como Citar

ALMEIDA, R. de. A poesia e o banal nos modos de fazer. Em Questão, Porto Alegre, v. 17, n. 1, p. 231–250, 2011. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/index.php/EmQuestao/article/view/18673. Acesso em: 20 fev. 2024.

Edição

Seção

Ensaio