CCI e Teoria Crítica como posição epistemológica do enfrentamento à desinformação e ao populismo

Autores

DOI:

https://doi.org/10.1590/1808-5245.32.147696

Palavras-chave:

teoria crítica, competência crítica em informação, mapa conceitual da teoria crítica, alfabetização midiática e informacional, desinformação

Resumo

O objetivo deste trabalho, de natureza epistemológica, é elaborar uma reflexão acerca das possibilidades de uso da Teoria Crítica no âmbito das literacias e alfabetização midiática. Tendo como substrato praxiológico a pedagogia de Paulo Freire, o nosso intento é oferecer contributos para o enfrentamento ao fenômeno da desinformação, ao contexto da pós-verdade e aos populismos que eclodem ao redor do mundo. Para tanto, o método utilizado neste estudo é a pesquisa bibliográfica, por meio da qual levantamos e tensionamos textos relacionados aos eixos teóricos e conceituais que sustentam este artigo: Competência Crítica em Informação, Teoria Crítica, Desinformação, Pós-verdade e Populismo. Como resultado, identificamos uma convergência entre a educação midiática de base freiriana e os preceitos da Escola de Frankfurt, movimento este que sistematizamos em um mapa conceitual. Assim, concluímos que as vertentes elaboradas pelos autores frankfurtianos têm condições de embasar uma abordagem pedagógica e educativa que dê conta dos desafios impostos pelas vicissitudes do atual ecossistema comunicacional, em especial das agruras suscitadas no bojo da comunicação digital de viés desinformativo.

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Biografia do Autor

Anna Cristina Brisola, Universidade Federal do Rio de Janeiro

Mestre e Doutoranda em Ciência da Informação pelo Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia e Universidade Federal do Rio de Janeiro. Com pesquisas na área de Competência Crítica em Informação, Desinformação, Fake News e Cidadania. Pertence aos grupos de pesquisa Perfil-i e Escritos.

Thiago Cury Luiz, Universidade Federal de Mato Grosso

Doutor em Educação, mestre em Comunicação e bacharel em Comunicação Social/habilitação em Jornalismo. Atualmente, é professor adjunto III do Departamento de Comunicação e docente permanente do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade Federal de Mato Grosso (PPGCOM/UFMT), campus Cuiabá. É integrante do Grupo Pesquisador em Educação Ambiental, Comunicação e Arte (Gpea) e do Grupo de Pesquisa em Mídia, Política e Democracia (Midiáticus). Está coordenador do Programa de Pós-graduação em Comunicação (biênio 2023-25) e foi coordenador de Ensino de Graduação em Jornalismo (2019-2023) da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). 

Marco André Feldman Schneider, Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia

Cientista do Nosso Estado Faperj. Beneficiário Recurso Universal CNPq 10/2023 Grupos Consolidados. Pesquisador titular do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict). Professor associado do departamento de Comunicação Social da Universidade Federal Fluminense (UFF-Niterói-RJ). Professor do quadro permanente do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação - PPGCI-Ibict e do Programa de Pós-Graduação Mídia e Cotidiano - PPGMC-UFF. Doutor em Ciências da Comunicação pela Universidade de São Paulo (ECA-USP-2008). Mestre em Comunicação e Cultura pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (ECO-UFRJ-2003). Bacharel em Comunicação Social, com habilitação em Produção Editorial (ECO-UFRJ-1999). Possui estágio pós-doutoral em Estudos Culturais, pelo Programa Avançado de Cultura Contemporânea (PACC) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ-2012), onde atua como pesquisador associado, supervisionando estágios pós-doutorais.

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Publicado

2026-02-26

Como Citar

BRISOLA, Anna Cristina; LUIZ, Thiago Cury; SCHNEIDER, Marco André Feldman. CCI e Teoria Crítica como posição epistemológica do enfrentamento à desinformação e ao populismo. Em Questão, Porto Alegre, v. 32, 2026. DOI: 10.1590/1808-5245.32.147696. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/index.php/EmQuestao/article/view/147696. Acesso em: 8 ago. 2026.

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