Bandido bom é bandido morto

a emoção em programas popularescos e a narrativa sobre a violência

Autores

DOI:

https://doi.org/10.19132/1807-8583.57.146436

Palavras-chave:

análise do discurso, jornalismo popularesco, narrativa, retórica, televisão

Resumo

O artigo investiga como programas televisivos popularescos brasileiros utilizam a emoção para construir narrativas sobre violência e justiça. Frases como “bandido bom é bandido morto” evidenciam representações simbólicas de discursos que reforçam estereótipos maniqueístas, desumanizam populações marginalizadas, legitimam práticas autoritárias e estimulam a violência. A investigação utiliza a retórica e a análise do discurso, objetivando compreender características narrativas desses programas. Neste artigo, a análise empírica abarcou três programas: Documento Especial – Televisão Verdade, da Rede Manchete; Aqui Agora, do Sistema Brasileiro de Televisão; e Balanço Geral, da Rede Record. Notamos que, utilizando a emoção como estratégia argumentativa, elas conectam-se a valores morais e ideológicos, promovendo visões punitivistas que influenciam a opinião pública e sustentam o status quo.

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Biografia do Autor

Maria Cristina Gobbi, Universidade Estadual Paulista

Professora livre-docente da Faculdade de Arquitetura, Artes, Comunicação e Design, Bauru. Diretora administrativa da Asociación Latinoamericana de Investigadores de la Comunicación (Alaic). E-mail: cristina.gobbi@unesp.br

Kelly de Conti Rodrigues, Universidade Estadual Paulista

Doutora em Comunicação pela Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho". Mestre em Comunicação e graduada em Jornalismo pela mesma intituição. E-mail: decontik@yahoo.com.br e kelly.conti@unesp.br

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Publicado

2025-10-29

Como Citar

BIERNATH, Carlos Alberto Garcia; GOBBI, Maria Cristina; RODRIGUES, Kelly de Conti. Bandido bom é bandido morto: a emoção em programas popularescos e a narrativa sobre a violência. Intexto, Porto Alegre, n. 57, 2025. DOI: 10.19132/1807-8583.57.146436. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/index.php/intexto/article/view/146436. Acesso em: 11 ago. 2026.

Edição

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