Formar para além de uma história única: experiência formativa para educação das relações étnico-raciais

Autores

Palavras-chave:

professores, ERER, formação, experiencia.

Resumo

O presente artigo tem por objetivo refletir sobre uma experiência formativa com educação das relações étnico-raciais, envolvendo professores de Linguagens e Ciências Humanas. Para o desenvolvimento da proposta no contexto escolar, partimos do pressuposto de que é imprescindível construir com os professores/as vivencias de formação continuada, de modo a favorecer uma abordagem crítica e problematizadora sobre a temática. Entende-se que tal formação contribui significativamente para o enfrentamento das desigualdades e para a construção de práticas pedagógicas antirracistas. A metodologia utilizada nesse estudo tomou como basa os círculos epistemológicos, inspirados nos círculos de cultura de Paulo Freire, os quais promovem uma relação de diálogo entre pesquisadores e participantes, reconhecendo que todos estão em constante aprendizado e contribuem para uma formação que toma o compartilhamento de saberes e  fazeres como pressupostos fundantes da formação de educadores em serviço.  A experiência mostrou que os/as professores/as refletiram sobre as formas como as narrativas modificam percepções coletivas e como o racismo se perpetua por meio da invisibilização e do silenciamento do debate no espaço escolar. Portanto, percebeu-se que o diálogo sobre as relações étnico-raciais no processo educativo é essencial para uma educação  justa, equitativa e relevante para todos os estudantes.

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Biografia do Autor

Rosiane Souza Santos, Secretaria de Educação da Bahia

Possui graduação em Pedagogia pela Universidade Federal do Recôncavo da Bahia - UFRB (2018) e Mestrado em Educação Científica, Inclusão e Diversidade pela UFRB (2023). Doutoranda em Ensino, Filosofia e História das Ciências (UFBA). participou do Programa de Educação Tutorial PET-AFIRMAÇÃO. Atualmente é Coordenadora Pedagógica pela Secretaria de Educação do Estado da Bahia- SEC-BA, no Colégio Estadual do Campo de Tempo Integral da Terra do Café, Km 100- Brejões, apresenta interesse principalmente nos seguintes temas: Educação de Jovens, Adultos e Idosos - EJAI, Educação das Relações Étnico-Raciais, lei n 10.639/03, Educação do campo, EJA Campo. É membra do grupo de Estudo e Pesquisas em Diversidade (GEPED/UFRB)

Idalina Souza Mascarenhas Borghi, Universidade Federal do reconcavo da Bahia

Idalina Souza Mascarenhas Borghi ‒ Doutorado e Mestrado em Educação pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). Professora adjunta IV da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB). Professora permanente do Programa de pós- Graduação em Educação Científica Inclusão e Diversidade (PPGECID), coordena o grupo de Estudos e Pesquisas em Educação e Diversidade (GEPED), desenvolve estágio Pós-doutoral no Programa de Pós-Graduação em Educação e Contemporaneidade (PPGEduC/Uneb). E-mail:ismborghi@ufrb.edu.br

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Publicado

2025-11-10