Da arte figurativa à arte abstrata: uma análise psicológica

Autores

  • Paulo Roberto de Carvalho Universidade Estadual de Londrina
  • Sonia Regina Vargas Mansano Universidade Estadual de Londrina

DOI:

https://doi.org/10.22456/2238-152X.89440

Palavras-chave:

arte, psicologia, subjetividade

Resumo

Este estudo analisa o surgimento da pintura abstrata que se consolida no século XX como um acontecimento que demarca uma ruptura com o projeto comunicacional da arte. Como referencial teórico, será utilizada a interface entre Arte, Psicologia e Filosofia da Diferença que caracteriza a pintura figurativa como um tipo de representação. As referências aos seres do mundo, que dominaram a pintura por milênios, são gradativamente abandonadas e emergem registros das intensidades vividas. A pintura abstrata incide sobre a subjetividade de um modo radicalmente diferente, relacionado com a variação de potência do sujeito que vê a obra. O estudo foi dividido em dois momentos: Primeiramente, será realizada uma explanação sobre a passagem da arte figurativa à arte abstrata. Em seguida, serão consideradas as rupturas que esta passagem implicou. Como conclusão, pode-se dizer que a produção artística contemporânea já absorveu, ao menos em parte, as rupturas subjetivas provocadas pela emergência do abstrato.

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Biografia do Autor

Paulo Roberto de Carvalho, Universidade Estadual de Londrina

Docente do Programa de Pós-graduação em Psicologia e do Departamento de Psicologia Social e Institucional da Universidade Estadual de Londrina.

Sonia Regina Vargas Mansano, Universidade Estadual de Londrina

Docente do Programa de Pós-graduação em Psicologia e do Departamento de Psicologia Social e Institucional da Universidade Estadual de Londrina.

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Publicado

2020-03-24

Como Citar

Carvalho, P. R. de, & Mansano, S. R. V. (2020). Da arte figurativa à arte abstrata: uma análise psicológica. Revista Polis E Psique, 10(1), 30–46. https://doi.org/10.22456/2238-152X.89440

Edição

Seção

Artigos