Mulheres privadas de liberdade e a COVID-19: experiências e narrativas no contexto do sistema prisional
DOI:
https://doi.org/10.22456/2238-152X.150247Resumo
A saúde prisional é, em sua essência, saúde pública. A pandemia de COVID-19 evidenciou iniquidades
sistemáticas às populações em situação de vulnerabilidade social e/ou atravessadas pela exclusão social foram
submetidas, dificultando a implementação das medidas propostas pela OMS para a contenção do vírus. O
presente artigo objetiva compreender a narrativa de mulheres privadas de liberdade a respeito de sua saúde
mental por meio de uma pesquisa empírica. O artigo está dividido em três seções: primeiramente, é realizada
uma problematização analítico-institucional sobre o sistema prisional no Brasil, focando a saúde dessas
mulheres, bem como os impactos da pandemia; na segunda parte, é descrito o método de coleta e análise dos
dados obtidos da pesquisa; na terceira e última, retratam-se os resultados e discussão com as falas obtidas
pelas participantes e a literatura. Concluí-se que as entrevistadas se perceberam mais ansiosas, angustiadas e
estressadas, apresentando comprometimento do sono e insegurança no que tange à sua vida e à de seus familiares.
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