MEMÓRIAS DE ATENAH: TRAJETÓRIAS DE MULHERES BRASILEIRAS NA CORRIDA DE AVENTURA

Autores

  • Fabiana Duarte e Silva Professora na Prefeitura de Juiz de Fora. Juiz de Fora, MG http://orcid.org/0000-0002-5272-6634
  • Ludmila Mourão Universidade Federal de Juiz de Fora, Faculdade de Educação Física e Desporto. Campus Universitário. Juiz de Fora, MG https://orcid.org/0000-0003-0893-7511
  • Gisele Maria Schwartz Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho. Instituto de Biociências. Departamento e Educação Física.Rio Claro, SP https://orcid.org/0000-0003-1599-5314
  • Bruna Silveira Chaves Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho. Instituto de Biociências. Programa de Pós Graduação em Educação Física. https://orcid.org/0000-0002-2671-5309

DOI:

https://doi.org/10.22456/1982-8918.100848

Palavras-chave:

Esportes. Natureza. Estudos de Gênero. Mulheres.

Resumo

Este artigo investigou a trajetória de vida esportiva das atletas da equipe de corrida de aventura (CA) Atenah, formada exclusivamente por mulheres. A CA é uma competição multiesportiva, formada por equipes mistas, com ao menos uma pessoa de gênero distinto dos demais membros. A pesquisa qualitativa de caráter descritivo consistiu em entrevista semiestruturada com cinco atletas da equipe Atenah. Observou-se que as atletas utilizam estratégias de “subversão” e “conservação”, segundo Bourdieu, e constituem “agências”, segundo a teoria de Dworkin e Messner. O fato de organizarem uma equipe exclusivamente feminina pode ser entendido como “estratégia de subversão” ou a constituição de “agência resistente”. Paradoxalmente, utilizaram “estratégias de conservação” para se manterem no esporte, configurando, assim, “agência reprodutiva”. Conclui-se que o apoio e incentivo da família foi fundamental para o sucesso das atletas, porém, o engajamento das mulheres na corrida de aventura pode ser ameaçado pelas instituições do casamento e da maternidade.

 

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Biografia do Autor

Fabiana Duarte e Silva, Professora na Prefeitura de Juiz de Fora. Juiz de Fora, MG

Mestra em Educação Física pelo Programa de Pós- Graduação Stricto-Sensu da Faculdade de Educação Física e Desportos da Universidade Federal de Juiz de Fora em parceria com a Universidade Federal de Viçosa. Professora na Prefeitura de Juiz de Fora.

 Supervisora de Preparação e Qualificação Profissional, da Secretaria de Desenvolvimento Social da Prefeitura de Juiz de Fora. Tem experiência na área de Educação Física, com ênfase em Educação Física para grupos especiais, Personal Trainner, Treinamento Funcional Resistido e Treinamento Desportivo em Esportes de Aventura

Ludmila Mourão, Universidade Federal de Juiz de Fora, Faculdade de Educação Física e Desporto. Campus Universitário. Juiz de Fora, MG

Doutora em Educação Física pela Universidade Gama Filho. Professora do Programa de Pós-Graduação Stricto-Sensu Mestrado/ Doutorado da Faculdade de Educação Física e Desportos da Universidade Federal de Juiz de Fora. Coordenadora do grupo de pesquisa Gênero, Educação Física, Saúde e Sociedade.

Gisele Maria Schwartz, Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho. Instituto de Biociências. Departamento e Educação Física.Rio Claro, SP

Doutora em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano pela Universidade de São Paulo. Professora do Programa de Pós-Graduação Stricto-Sensu Mestrado/ Doutorado em Ciências da Motricidade da Universidade Estadual Paulista – UNESP- Campus de Rio Claro. Coordenadora do LEL-Laboratório de Estudos do Lazer.

Bruna Silveira Chaves, Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho. Instituto de Biociências. Programa de Pós Graduação em Educação Física.

Doutoranda em Educação Física pelo Programa de Pós- Graduação Stricto-Sensu da Faculdade de Educação Física e Desportos da Universidade Federal de Juiz de Fora em parceria com a Universidade Federal de Viçosa. Professora Substituta da Faculdade de Educação Física e Desportos da Universidade Federal de Juiz de Fora

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Publicado

2020-11-27

Como Citar

SILVA, F. D. e; MOURÃO, L.; SCHWARTZ, G. M.; CHAVES, B. S. MEMÓRIAS DE ATENAH: TRAJETÓRIAS DE MULHERES BRASILEIRAS NA CORRIDA DE AVENTURA. Movimento, [S. l.], v. 26, p. e26076, 2020. DOI: 10.22456/1982-8918.100848. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/index.php/Movimento/article/view/100848. Acesso em: 3 jul. 2022.

Edição

Seção

Artigos Originais