Neoliberalismo e vigilância
a busca de caminhos por uma educação infocomunicacional na contramão do apocalipse
DOI:
https://doi.org/10.1590/1808-5245.32.148837Palabras clave:
racionalidade comunicativa, neoliberalismo, capitalismo de vigilância, Competências InfoCom, crítica sociotécnicaResumen
Investigando se a racionalidade comunicativa concebida pela primeira geração da Escola de Frankfurt se intensificaria no neoliberalismo, marcado pelo imperativo de crescimento dos sistemas de plataformização, o artigo propõe contrapontos a essa conjectura, fundamentando-se na análise teórico-crítica e no diálogo com diversos autores. O estudo explora conceitos como verdade e realidade no contexto do capitalismo de vigilância, articulando especialmente algumas bases da Teoria da Ação Comunicativa com análises de casos empíricos, como os ciclos de expropriação promovidos pelas big techs, e alguns indicadores das Competências Infocomunicacionais (Competências InfoCom). Como conclusão, apontam-se tais competências como possibilidades para decifrar as armadilhas das plataformas e, a partir de seu próprio engendramento, buscar emancipações nos campos digital e face a face. Para isso, defende-se a integração entre a crítica sociotécnica e a educação reflexiva, bases essenciais para ações pedagógicas nas escolas e construção de políticas públicas que mitiguem as assimetrias geradas pela hiperinformação. O artigo demonstra que a tecnologia, quando reapropriada criticamente, apresenta potencial para promover equidade, ainda que em meio aos riscos de um neototalitarismo emergente.
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