O samba-enredo como fonte de informação e disseminação da cultura afro-brasileira de 2000 a 2024
DOI:
https://doi.org/10.1590/1808-5245.32.146483Palabras clave:
samba-enredo, cultura afro-brasileira, informaçãoResumen
A informação étnico-racial traz contribuição de suma importância para o processo de construção da identidade, da consciência e da representatividade afro-brasileira. Nesse sentido, esta pesquisa tem por objetivo analisar sambas-enredos que receberam o Troféu Estandarte de Ouro, no período de 2000 a 2024 os quais muitos deles utilizam elementos e termos advindos da cultura afro-brasileira. O objetivo é identificar as narrativas do samba-enredo como importante fonte de informação cultural, social e histórica para a representatividade étnico-racial. Esta pesquisa tem cunho quanti-qualitativo em sua metodologia. Para o levantamento quantitativo de elementos e termos com a temática, utiliza-se o software Atlas.ti. Para a análise qualitativa, realiza-se pesquisa bibliográfica e análise de conteúdo. Os resultados demonstram que os sambas-enredos recuperados se dividem entre composições que abordam diretamente a temática, abordam indiretamente a temática e que não abordam a temática. Dentre os assuntos apresentados, os que mais aparecem nas letras dos sambas-enredos são: cultura, história, personalidades negras, ancestralidade, religião e culinária. Portanto, pode-se inferir que esses sambas têm importante papel como fonte de informação e disseminação da cultura como um todo e, especialmente, podem contribuir para democratizar, disseminar e preservar a cultura afro-brasileira, em particular.
Descargas
Citas
ACADÊMICOS DO GRANDE RIO. Tatá Londirá: o canto do caboclo no quilombo de Caxias. [Carnaval 2020]. Rio de Janeiro: Acadêmicos do Grande Rio, 2020.
ACADÊMICOS DO SALGUEIRO. Gaia: a vida em nossas mãos. [Carnaval 2014]. Rio de Janeiro: Acadêmicos do Salgueiro, 2014.
AQUINO, M. A. Informação e diversidade: a imagem do afrodescendente no discurso da inclusão social/racial. 2006. Relatório (Pesquisa) - Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, Centro de Ciências Sociais e Aplicadas, Universidade Federal da Paraíba, João Pessoa, 2006.
AQUINO, M. A. Processos de apropriação, organização, disseminação e democratização da informação no movimento negro da Paraíba. 2010. Projeto de Pesquisa - Centro de Ciências Sociais Aplicadas, Universidade Federal da Paraíba, João Pessoa, 2010.
ARAÚJO, H. Carnaval: seis milênios de história. 2. ed. Rio de Janeiro: Gryphus, 2003.
ASSMANN, J. Memória cultural: o vínculo entre passado, presente e futuro. [Site do] Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo, São Paulo, 23 maio 2013. Notícias.
ASSMANN, J. Memória comunicativa e memória cultural. História Oral, Rio de Janeiro, v. 19, n. 1, p. 115-128, 2008.
BAER, A. La memoria social: breve guia para perplejos. In: SUCASAS, A.; ZAMORA, J. A. (org.). Memoria - Politica - Justicia: em dialogo con Reyes Mate. Madrid: Editorial Trotta, 2010.
BARBIERI, R. J. O. Cidade do samba: do barracão de escola às fábricas de carnaval. In: CAVALCANTI, M. L. V. C.; GONÇALVES, R. Sá. (org.) Carnaval em múltiplos planos. Rio de Janeiro: Aeroplano, 2009.
BARDIN, L. Análise de conteúdo. Lisboa: Edições 70, 1977.
BUCKLAND, M. What is a document? Journal of the American Society for Information Science, New Jersey, v. 48, n. 9, p. 804-809, 1997. Disponível em: https://doi.org/10.1002/(SICI)1097-4571(199709)48:9<804::AID-ASI5>3.0.CO;2-V. Acesso em: 11 ago. 2021.
CABRAL, Sérgio. As escolas de samba do Rio de Janeiro. São Paulo: Lazuli, 2011.
CAPURRO, R.; HJORLAND, B. O conceito de informação. Perspectivas em Ciência da Informação, Belo Horizonte, v. 12, n. 1, p. 148-207, 2007.
CASHMORE, E. Dicionário das relações étnicas e raciais. São Paulo: Summus, 2000.
CATTANI, H. C. O uso do samba de enredo como ferramenta didática auxiliar no ensino de História: o Carnaval de 2000. 2008. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em História) - Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2008.
CUNHA, M. B. Para saber mais: fontes de informação em ciência e tecnologia. Brasília: Briquet de Lemos, 2001.
DAHLBERG, I. Teoria do conceito. Ciência da Informação, Brasília, v. 7, n. 2, p. 101-107, 1978. Disponível em: https://doi.org/10.18225/ci.inf.v7i2.115. Acesso em: 27 nov. 2022.
ESTAÇÃO PRIMEIRA DE MANGUEIRA. História para ninar gente grande. [Carnaval 2019]. Rio de Janeiro: Estação Primeira de Mangueira, 2019.
FERREIRA, A. E. A. Valorizando a batucada: um estudo sobre as escolas de samba dos grupos de acesso C, D e E do Rio de Janeiro. 2008. Tese (Doutorado) - Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2008.
FERREIRA, J. C. V. Os lugares de memória das Escolas de Samba. In: CONGRESSO INTERNACIONAL INTERDISCIPLINAR EM SOCIAIS E HUMANIDADES, 3., 2014, Salvador. Anais [...]. [S. l.: s. n.], 2014.
GIL, A. C. Métodos e técnicas de pesquisa social. 6. ed. São Paulo: Atlas, 2008.
HALL, S. A identidade cultural na pós-modernidade. Rio de Janeiro: DP&A, 2000.
LOPES, N. Enciclopédia brasileira da diáspora africana. São Paulo: Selo Negro, 2004.
LOPES, N. O negro no Rio de Janeiro e sua tradição musical: partido alto, calango, chula e outras cantorias. Rio de Janeiro: Pallas, 1992.
LOPES, N; SIMAS, L. A. Dicionário da história social do samba. 9. ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2022.
MINAYO, M. C. S.; DESLANDES, S. F.; CRUZ NETO, O. Pesquisa social: teoria, método e criatividade. Petrópolis: Vozes, 1993.
MOCIDADE INDEPENDENTE DE PADRE MIGUEL. Batuque ao caçador. [Carnaval 2022]. Rio de Janeiro: Mocidade Independente de Padre Miguel, 2022.
MOURA, R. Tia Ciata e a pequena África no Rio de Janeiro. 2. ed. Rio de Janeiro: Funarte, 1995.
NOGUEIRA, R.; SILVA, W. L. Praças negras: territórios, rizomas e multiplicidade nas margens da Pequena África de Tia Ciata. In: SILVA, W. L. (org.). Sambo, logo penso: afroperspectivas filosóficas para pensar o samba. Rio de Janeiro: Hexis, Fundação Biblioteca Nacional, 2015.
NORA, P. Entre memória e história: a problemática dos lugares. Projeto História, São Paulo, v. 10, p. 7-28, dez. 1993.
O GLOBO. Troféu Estandarte de Ouro. O Globo, Rio de Janeiro, 2000 a 2024.
OLIVEIRA, H. P. C. Afrodescendência, memória e tecnologia: uma aplicação do conceito de informação étnico-racial ao projeto “A Cor da Cultura”. 2010. Dissertação (Mestrado em Ciência da Informação) - Centro de Ciências Sociais Aplicadas, Universidade Federal da Paraíba, João Pessoa. 2010.
OLIVEIRA, H. P. C.; AQUINO, M. A. O conceito de informação étnicoracial na Ciência da Informação. Liinc em Revista, Rio de Janeiro, v. 8, n. 2, p. 466-492, 2012. Disponível em: https://doi.org/10.18617/liinc.v8i2.453. Acesso em: 22 nov. 2022.
OTLET, P. Documentos e documentação: discurso pronunciado no Congresso de Documentação Universal, Paris, 1937. Rio de Janeiro: Imprensa Nacional, 1937.
POLLAK, M. Memória e identidade social. Estudos Históricos, Rio de Janeiro, v. 5, n. 10, p.1-15, 1992.
SIMSON, O. R. M. Memória, cultura e poder na sociedade do esquecimento. Augusto Guzzo Revista Acadêmica, São Paulo, n. 6, p. 14-18, 2003. Disponível em: https://doi.org/10.22287/ag.v0i6.57. Acesso em: 5 nov. 2024.
SODRÉ, M. Samba, o dono do corpo. 2. ed. Rio de Janeiro: Mauad, 1998.
Publicado
Cómo citar
Número
Sección
Licencia
Derechos de autor 2025 Barbara Lopes Gonçalves, Maria de Fatima Sousa de Oliveira Barbosa, Ana Senna

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución 4.0.
Autores que publican en esta revista están de acuerdo con los siguientes términos:
Los autores mantienen los derechos autorales y ceden a la Revista el derecho de la primera publicación, con el trabajo licenciado bajo la Licencia Creative Commons Attribution (CC BY 4.0), que admite compartir el trabajo con reconocimiento de la autoria.
Los autores tienen autorización para asumir contratos adicionales en forma separada, para la distribución no exclusiva de la versión del trabajo publicada en esta Revista, como para publicar en repositorio institucional, con reconocimiento de autoria y publicación inicial en esta Revista.
Los artículos son de acceso abierto y gratuitos. Según la licencia, usted debe dar crédito de manera adecuada, brindar un enlace a la licencia, e indicar si se han realizado cambios. No puede aplicar términos legales ni medidas tecnológicas que restrinjan legalmente a otras a hacer cualquier uso permitido por la licencia.






