Análise da eficiência energética da envoltória de um projeto padrão de uma agência bancária em diferentes zonas bioclimáticas brasileiras

Autores

  • Eduardo Leite Krüger Programa de Pós-Graduação em Tecnologia, Programa de Pós-Graduação em Engenharia Civil, Departamento de Construção Civil - Universidade Tecnológica Federal do Paraná
  • Fabiano Mori Caixa Econômica Federal

Palavras-chave:

Eficiência Energética em Edificações, Arquitetura Bioclimática, Simulação Termoenergética

Resumo

Este trabalho analisou e classificou o desempenho energético da envoltória de um projeto padrão de uma agência bancária por meio de parâmetros do Método Prescritivo do Regulamento Técnico da Qualidade do Nível de Eficiência Energética de Edifícios Comerciais, de Serviços e Públicos (RTQ-C), em diferentes zonas bioclimáticas brasileiras (ZB’s). Nas situações em que o edifício apresentou oportunidades de melhoria, foram testadas estratégias bioclimáticas em relação às aberturas envidraçadas, tais como sombreamentos (AVS e AHS) e fator solar dos vidros (FS). Em apenas seis situações verificou-se que a envoltória do projeto padrão original não atingiu o nível “A”. Para esses casos, foram alterados fatores relacionados a AVS, AHS e FS nas equações do Método Prescritivo para obtenção de um valor do indicador de consumo da envoltória (ICenv) que a classificasse com o nível “A”. Para avaliar o potencial de economia de energia elétrica do sistema de ar condicionado com as alterações propostas, foi realizada a simulação computacional com o programa EnergyPlus considerando o projeto original e o projeto otimizado. Os resultados da simulação mostraram que é possível uma economia de até 26,0% no consumo de energia elétrica para o projeto otimizado com a fachada principal orientada para o Oeste na cidade de Curitiba/PR (ZB-1). Para a implantação da agência com a fachada principal para o Oeste na cidade de Brasília/DF (ZB-4), a simulação apontou uma economia de até 30,5% com a alteração do FS dos vidros. Para a cidade de Cuiabá/MT (ZB-7), as alterações das variáveis na equação do Método Prescritivo apontaram possibilidades de redução do consumo apenas para modificações no fator AVS, sendo esta de 0,7% (fachada Sul), 2,8% (fachada Leste) e 3,9% (fachada norte).

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Biografia do Autor

Eduardo Leite Krüger, Programa de Pós-Graduação em Tecnologia, Programa de Pós-Graduação em Engenharia Civil, Departamento de Construção Civil - Universidade Tecnológica Federal do Paraná

Possui graduação em Engenharia Civil pela Universidade Católica de Petrópolis (1989), mestrado em Planejamento Energético pela COPPE/UFRJ Universidade Federal do Rio de Janeiro (1993), doutorado em Arquitetura pela Universität Hannover, Alemanha (1998), pós-doutorado na Ben-Gurion University of the Negev, Israel (2006), e estágio sênior (CAPES) junto à Glasgow Caledonian University, Reino Unido (2011). Atualmente é Professor Associado da Universidade Tecnológica Federal do Paraná - UTFPR, professor do Departamento Acadêmico de Construção Civil (UTFPR), professor pesquisador do Programa de Pós-Graduação em Tecnologia e do Programa de Pós-Graduação em Engenharia Civil, ambos da UTFPR, consultor ad hoc e membro do comitê de Arquitetura e Urbanismo da Fundação Araucária de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Paraná, consultor ad hoc da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo, da Fundação de Apoio a Pesquisa Científica e Tecnológica do Estado de Santa Catarina, da Israel Science Foundation, do CNPq e da CAPES. Atua regularmente como revisor (referee) para os seguintes periódicos: Ambiente Construído, Applied Energy, Construction & Building Materials, Building & Environment, Energy & Buildings, Cities, International Journal of Biometeorology, International Journal of Climatology, dentre outros. Publicou 52 artigos em periódicos especializados e 142 trabalhos em anais de eventos. Possui 7 capítulos de livros e 1 livro publicado. Co-orientou 2 teses de doutorado, orientou 25 dissertações de mestrado (2 co-orientações), 4 bolsistas de iniciação científica e 15 trabalhos de conclusão de curso nas áreas de Arquitetura e Urbanismo, Engenharia Civil e Planejamento Urbano e Regional. Atua na área de Arquitetura e Urbanismo, com ênfase em Conforto Ambiental.

Fabiano Mori, Caixa Econômica Federal

Possui formação em Engenharia Industrial Elétrica (2002), Engenharia de Produção Civil (2009), Especialização em Gestão Financeira (2005), Especialização em Eficiência Energética na Indústria (2006) e Mestrado em andamento pelo Programa de Pós-Graduação em Engenharia Civil (PPGEC) da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR). Atualmente trabalha como Engenheiro Eletricista concursado na Caixa Econômica Federal, na área de Logística.

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Publicado

2012-09-04

Edição

Seção

Artigos