Tornar-se mulher

análises a partir de entrevistas jornalísticas

Autores

DOI:

https://doi.org/10.22456/1807-8583.150370

Palavras-chave:

mulheres, racismo, ciências, transfobia, jornalismo

Resumo

A célebre assertiva de Simone de Beauvoir, “não se nasce mulher, torna-se mulher”, lida pelas lentes do racismo, da transfobia e dos desafios para as mulheres nas ciências, é reveladora de relações de poder. Este artigo propõe-se analisar, a partir de três entrevistas jornalísticas, como três mulheres refletem sobre os temas acima referidos. Considera-se o jornalismo como importante para a divulgação de temas socialmente impactantes, no entanto, com capacidade limitada de fornecer quadros de inteligibilidade ampliados. As entrevistas foram publicadas em sites informativos de Portugal, com uma mulher portuguesa trans, uma espanhola e uma ganesa, e as análises elucidam como o “ser mulher” está distante de modelos totalizantes.

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Biografia do Autor

Verônica Soares da Costa, Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais

Doutora em Comunicação e Sociabilidade Contemporânea pelo PPGCOM/UFMG. Mestre em História, Política e Bens Culturais pelo CPDOC/FGV. Jornalista pela Facom/UFJF. Professora da FCA PUC Minas e membro permanente do PPGCOM PUC Minas. Líder do Grupo Bertha de Pesquisa.

Carlos Alberto Carvalho, Universidade Federal de Minas Gerais

Professor Associado do Curso de Comunicação Social da Universidade Federal de Minas Gerais, na graduação e no programa de pós-graduação. Graduado em Comunicação Social - Jornalismo - pela Universidade Federal de Minas Gerais (1990), mestre (2000) e doutor (2010) em Comunicação Social pela mesma Instituição. Pós-doutorado realizado na Universidade do Minho, Portugal, com bolsa Capes (Processo: CAPES/FCT nº 9680/14-4 ). Professor visitante sênior no exterior na Universidade do Minho, Portugal, com bolsa Capes/Print (Processo Processo: PRINT - PROGRAMA INSTITUCIONAL DE INTERNACIONALIZAÇÃO -88887.716881/2022-00 ). Atualmente é pesquisador em projetos vinculados ao Departamento de Comunicação Social da Universidade Federal de Minas Gerais e ao Programa de Pós-Graduação em Comunicação Social da UFMG, sobre coberturas jornalísticas relativas ao HIV, Aids e homofobia, com financiamentos do CNPq e da Fapemig, e projeto de pesquisa sobre violências contra mulheres (em crimes tipificados como de proximidade), com financiamentos da Fapemig e do CNPq. Desenvolve, ainda, pesquisas sobre divulgação científica. É o coordenador do Insurgente: Grupo de Pesquisa em Comunicação, Redes Textuais e Relações de Poder/Saber. As pesquisas em desenvolvimento articulam, a partir de produtos e processos midiáticos, conceitos como narrativa, acontecimento, divulgação científica, enquadramento, homofobia, violência e relações de gênero. Além de artigos em periódicos, capítulos de livros e livros organizados, no Brasil e no exterior, é autor dos livros Visibilidades mediadas nas narrativas jornalísticas: a cobertura da Aids pela Folha de S.Paulo de 1983 a 1987 (2009) e Jornalismo, homofobia e relações de gênero (2012). Bolsista Produtividade CNPq - PQ 2.

Rosa Cabecinhas, Universidade do Minho

Professora Associada com Agregação no Departamento de Ciências da Comunicação do Instituto de Ciências Sociais da Universidade do Minho, Portugal.

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Publicado

2026-07-27

Como Citar

COSTA, Verônica Soares da; CARVALHO, Carlos Alberto; CABECINHAS, Rosa. Tornar-se mulher: análises a partir de entrevistas jornalísticas. Intexto, Porto Alegre, n. 58, 2026. DOI: 10.22456/1807-8583.150370. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/index.php/intexto/article/view/150370. Acesso em: 3 ago. 2026.

Edição

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