Tornar-se mulher
análises a partir de entrevistas jornalísticas
DOI:
https://doi.org/10.22456/1807-8583.150370Palavras-chave:
mulheres, racismo, ciências, transfobia, jornalismoResumo
A célebre assertiva de Simone de Beauvoir, “não se nasce mulher, torna-se mulher”, lida pelas lentes do racismo, da transfobia e dos desafios para as mulheres nas ciências, é reveladora de relações de poder. Este artigo propõe-se analisar, a partir de três entrevistas jornalísticas, como três mulheres refletem sobre os temas acima referidos. Considera-se o jornalismo como importante para a divulgação de temas socialmente impactantes, no entanto, com capacidade limitada de fornecer quadros de inteligibilidade ampliados. As entrevistas foram publicadas em sites informativos de Portugal, com uma mulher portuguesa trans, uma espanhola e uma ganesa, e as análises elucidam como o “ser mulher” está distante de modelos totalizantes.
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