Recursos sintáticos e metaficção em jogos digitais
DOI:
https://doi.org/10.19132/1807-8583.57.145732Palavras-chave:
mídia digital, metalinguagem, agência compartilhada, jogos digitais, metaficcçãoResumo
Neste artigo são apresentados e discutidos os recursos sintáticos evidentes ou velados que estabelecem interações entre as estruturas da mídia computacional e a narrativa ficcional que compõem os jogos digitais, sendo estes recursos aspectos dos próprios mecanismos de hardware, software e interface que estruturam estes jogos digitais. Desta forma, indica-se como possibilidade lúdico-narrativa a interferência das mecânicas da mídia digital na dinâmica ficcional, interativa e audiovisual dos jogos. Estes tipos de jogos são definidos como jogos metaficcionais; ou seja, jogos que em vez de objetivarem uma alta imersão do jogador no universo ficcional, chamam a atenção deste para a natureza artificial de seus universos, revelando sua estrutura lúdico-narrativa ao menos em parte durante o decorrer da jogabilidade. Como exemplos, são apresentadas as versões originais dos jogos Undertale e Doki Doki Literature Club!, selecionados devido à presença de múltiplos destes recursos previamente mencionados. O conteúdo deste artigo é baseado nos resultados de uma pesquisa qualitativa e descritiva que foi desenvolvida com as seguintes etapas: exploratória, teórico-bibliográfica, documental e descritivo-interpretativa. O principal argumento teórico estende o conceito de sintaxe que, usualmente associado aos estudos de Linguística, também se aplica aqui aos processos e produtos audiovisuais em formato de jogos digitais. O resultado específico indica os principais recursos sintáticos e metaficcionais que interferem de maneira lúdica e criativa nos percursos narrativo-interativos dos jogos citados anteriormente, abrindo-se a possibilidade de estudos futuros ao considerar outros jogos digitais que se utilizam de recursos sintáticos similares.
Downloads
Referências
CAIRNS, Paul; COX, Anna; NORDIN, A. Imran. Immersion in digital games: review of gaming experience research. In: ANGELIDES, Marios; AGIUS, Harry (ed.): Handbook of digital games. New York City: Wiley-IEEE Press, 2014.
DOKI Doki Literature Club! Versão 1.1.1. Boise: Team Salvato, 2017. 1 jogo eletrônico.
GOSCIOLA, Vicente. Roteiro para as novas mídias: do cinema às mídias interativas. São Paulo: Senac, 2010.
NEUMANN, Birgit; NÜNNING, Ansgar. Metanarration and metafiction. In: HÜHN, Peter et al. (ed.): The living handbook of narratology. 2. ed. Hamburg: Hamburg University, 2014.
MANOVICH, Lev. The language of new media. Cambridge: MIT Press, 2001.
MCLUHAN, Marshall. Understanding media. New York City: McGraw-Hill, 1964.
MYERS, David. In search of a minimalist game. In: BREAKING NEW GROUND: INNOVATION IN GAMES, PLAY, PRACTICE AND THEORY, 5., 2009. Proceedings […]. [S. l.]: DiGRA Digital Library, 2009.
PERASSI, Richard. Do ponto ao pixel: sintaxe gráfica no videodigital. Florianópolis: CCE/UFSC, 2015.
UNDERTALE. Versão 1.0. [S. l.]: Toby Fox, 2015. 1 jogo eletrônico.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2025 Eduarda Dippe Ramos Rondon, Richard Perassi, Gabriela Zanella Leal

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.
Os Direitos Autorais dos artigos publicados neste periódico pertencem aos autores, e os direitos da primeira publicação são garantidos à revista. Por serem publicados em uma revista de acesso livre, os artigos são de uso gratuito, com atribuições próprias, em atividades educacionais e não-comerciais.
A revista utiliza a Licença de Atribuição Creative Commons (CC BY-NC 4.0), que permite o compartilhamento de trabalhos com reconhecimento de autoria.
Auto-arquivamento (política de repositórios): autores têm permissão para depositar todas as versões de seus trabalhos em repositórios institucionais ou temáticos, sem embargo. Solicita-se, sempre que possível, que a referência bibliográfica completa da versão publicada na Intexto (incluindo o link DOI) seja adicionada ao texto arquivado.
A Intexto não cobra qualquer taxa de processamento de artigos (article processing charge).





