Estimativa de frentes de carbonatação baseada em análises estatísticas
aplicando modelo europeu em território brasileiro
Palavras-chave:
Concreto, Carbonatação, Vida útil, Modelo de predição, CEB Bulletin 34Resumo
Este artigo tem como objetivo avaliar a aplicabilidade do modelo de predição de frentes de carbonatação preconizado pelo CEB Bulletin 34 (2006) em território brasileiro. Para isso, dados de concretos produzidos em laboratório e expostos à carbonatação natural por 10 anos foram utilizados como balizadores. Tempo de exposição, relação água/ligante, adição mineral e cura foram consideradas variáveis independentes, ao passo que a profundidade e o coeficiente de carbonatação como dependentes. Foram realizadas análises de variância e regressão linear entre os dados reais e os estimados, de maneira a estabelecer critérios que permitiram constatar a aplicabilidade do modelo. Consideraram-se condições ambientais e climáticas da cidade de Goiânia, GO, localizada na zona tropical Brasil Central, com clima quente semiúmido. Como resultado, com base nos coeficientes de correlação e determinação – iguais a 0,83 e 0,68 respectivamente – conclui-se que o modelo precisa ser revisto antes de ser aplicado no Brasil. Mais especificamente, o fator de resistência inversa efetiva à carbonatação natural, que associa a relação água/ligante e o tipo de adição, deve ser reajustado de maneira que represente os efeitos em ordem de grandeza semelhantes às reais.
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