Operacionalização Da Articulação Dos Centros De Atenção Psicossocial Na Rede: Perspectiva De Profissionais
PROFESSIONALS PERSPECTIVE
DOI:
https://doi.org/10.22456/2238-152X.128413Resumo
A articulação do Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) com outros dispositivos da rede permanece sendo um desafio para a qualificação da atenção à saúde mental. Este estudo qualitativo, exploratório e analítico objetivou analisar a articulação do CAPS com diferentes componentes da rede e sua operacionalização a partir da experiência de profissionais de Porto Alegre. Foram realizadas 11 entrevistas e a análise temática conduzida resultou nas seguintes categorias: articulação do CAPS com a Rede de Atenção Psicossocial e articulação do CAPS com a rede intersetorial. Os resultados apontam que embora ocorram práticas pontuais de articulação do CAPS junto a outros setores que parecem promissoras, a efetivação da intersetorialidade continua sendo limitada. Visando superar esse desalinhamento que dificulta a inserção dos usuários desse serviço em outros espaços, é necessário investimento na ampliação da rede de cuidados e na formulação de novas políticas que contemplem esses sujeitos de forma integral
Downloads
Referências
Amaral, F. R. S., Carvalho, R. N., Araújo, A. P. & Aurino, A. L. B. (2017). A percepção dos profissionais da saúde mental sobre a intersetorialidade. Revista TEMA, 18(28), 34-48. Recuperado de http://revistatema.facisa.edu.br/index.php/revistatema/article/view/1017/pdf.
Amarante, P. (2007). Saúde mental e atenção psicossocial. Rio de Janeiro, Brasil: Editora FIOCRUZ.
Azevedo, E. B. D., Ferreira Filha, M. D. O., Silva, P. M. D. C., Silva, V. C. L. D. & Dantas, T. R. D. S. (2012). Práticas intersetoriais que favorecem a integralidade do cuidado nos centros de atenção psicossociais. Revista Gaúcha de Enfermagem, 33(1), 93-99. doi: https://doi.org/10.1590/S1983-14472012000100013.
Braun, V. & Clarke, V. (2006). Using thematic analysis in psychology. Qualitative Research in Psychology, 3(2), 77-101. doi: https://doi.org/10.1191/1478088706qp063oa.
Dutra, V. F. D. & Oliveira, R. M. P. (2015). Revisão integrativa: as práticas territoriais de cuidado em saúde mental. Aquichan, 15(4), 529-540. doi: https://doi.org/10.5294/aqui.2015.15.4.8.
Ferreira, T. P. D. S., Sampaio, J., Souza, A. C. D. N., Oliveira, D. L. D. & Gomes, L. B. (2017). Produção do cuidado em Saúde Mental: desafios para além dos muros institucionais. Interface-Comunicação, Saúde e Educação, 21(61), 373-384. doi: https://doi.org/10.1590/1807-57622016.0139.
Filho, N. D. A. (2000). Intersetorialidade, transdisciplinaridade e saúde coletiva: atualizando um debate em aberto. Revista de Administração Pública, 34(6), 11-34. Recuperado de http://bibliotecadigital.fgv.br/ojs/index.php/rap/article/view/6345.
Kammer, K. P., Moro, L. M., & Rocha, K. B. (2020). Concepções e práticas de autonomia em um Centro de Atenção Psicossocial (CAPS): desafios cotidianos. Revista Psicologia Política, 20(47), 36-50. Recuperado de http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1519-549X2020000100004&lng=pt&tlng=pt
Leal, B. M. & De Antoni, C. (2013). Os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS): estruturação, interdisciplinaridade e intersetorialidade. Aletheia, 40, 87-101. Recuperado de https://www.redalyc.org/pdf/1150/115028988008.pdf.
Lei nº 10.216, de 6 de abril de 2001. Casa Civil. Brasil. Dispõe sobre a proteção e os direitos das pessoas portadoras de transtornos mentais e redireciona o modelo assistencial em saúde mental. (2001). Recuperado de http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/leis_2001/l10216.htm.
Mattos, R. A. D. (2009). Os sentidos da integralidade: algumas reflexões acerca de valores que merecem ser defendidos. In R. Pinheiro & R. A. D. Mattos (Org.), Os sentidos da integralidade na atenção e no cuidado à saúde (pp.43-68). Rio de Janeiro, Brasil: IMS/UERJ.
Mendes, M. F. D. M. & Rocha, C. M. F. (2016). Avaliação em saúde mental: uma análise de políticas nacionais e internacionais. Saúde em Redes, 2(4), 352-359. Recuperado de https://www.lume.ufrgs.br/handle/10183/163234.
Mielke, F. B., Kantorski, L. P., Olschowsky, A. & Jardim, V. M. D. R. (2011). Características do cuidado em saúde mental em um CAPS na perspectiva dos profissionais. Trabalho, Educação e Saúde, 9(2), 265-276. doi: https://doi.org/10.1590/S1981-77462011000200006.
Mororó, M. E. M. L., Colvero, L. D. A. & Machado, A. L. (2011). Os desafios da integralidade em um Centro de Atenção Psicossocial e a produção de projetos terapêuticos. Revista da Escola de Enfermagem da USP, 45(5), 1171-1176. doi: https://doi.org/10.1590/S0080-62342011000500020.
Oliveira, R. F. D., Andrade, L. O. M. D. & Goya, N. (2012). Acesso e integralidade: a compreensão dos usuários de uma rede de saúde mental. Ciência & Saúde Coletiva, 17(11), 3069-3078. Recuperado de https://www.scielosp.org/article/csc/2012.v17n11/3069-3078/pt/.
Portaria nº 336, de 19 de fevereiro de 2002. Ministério da Saúde. Brasil. Estabelece os Centros de Atenção Psicossocial. (2002). Recuperado de https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2002/prt0336_19_02_2002.html.
Portaria nº 3.088, de 23 de dezembro de 2011. Ministério da Saúde. Brasil. Institui a Rede de Atenção Psicossocial para pessoas com sofrimento ou transtorno mental e com necessidades decorrentes do uso de crack, álcool e outras drogas, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). (2011). Recuperado de https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2011/prt3088_23_12_2011_rep.html.
Resolução nº 510, de 07 de abril de 2016. Conselho Nacional de Saúde. Brasil. Dispõe sobre as normas aplicáveis a pesquisas em Ciências Humanas e Sociais cujos procedimentos metodológicos envolvam a utilização de dados diretamente obtidos com os participantes ou de informações identificáveis ou que possam acarretar riscos maiores do que os existentes na vida cotidiana. (2016). Recuperado de https://conselho.saude.gov.br/resolucoes/2016/Reso510.pdf.
Rocha, H. A. D., Reis, I. A., Santos, M. A. D. C., Melo, A. P. S. & Cherchiglia, M. L. (2021). Internações psiquiátricas pelo Sistema Único de Saúde no Brasil ocorridas entre 2000 e 2014. Revista de Saúde Pública, 55(14), 1-11. doi: https://doi.org/10.11606/s1518-8787.2021055002155.
Sampaio, M. L. & Júnior, J. P. B. (2021). Rede de Atenção Psicossocial: avaliação da estrutura e do processo de articulação do cuidado em saúde mental. Cadernos de Saúde Pública, 37(3), e00042620. doi: https://doi.org/10.1590/0102-311X00042620.
Santiago, E. & Yasui, S. (2015). Saúde mental e economia solidária: cartografias do seu discurso político. Psicologia & Sociedade, 27(3), 700-711. doi: https://doi.org/10.1590/1807-03102015v27n3p700.
Scheffer, G. & Silva, L. G. (2014). Saúde mental, intersetorialidade e questão social: um estudo na ótica dos sujeitos. Serviço Social & Sociedade, 118, 366-393. doi: https://doi.org/10.1590/S0101-66282014000200008.
Silveira, L. H. D. C., Rocha, C. M. F., Rocha, K. B., & Zanardo, G. L. D. P. (2016). O outro lado da porta giratória: apoio comunitário e saúde mental. Psicologia em Estudo, 21(2), 325-335. doi: https://doi.org/10.4025/psicolestud.v21i2.30660
Trapé, T. L. & Campos, R. O. (2017). Modelo de atenção à saúde mental do Brasil: análise do financiamento, governança e mecanismos de avaliação. Revista de Saúde Pública, 51, 1-8. doi: https://doi.org/10.1590/S1518-8787.2017051006059.
Vigod, S. N., Kurdyak, P. A., Dennis, C. L., Leszcz, T., Taylor, V. H., Blumberger, D. M. & Seitz, D. P. (2013). Transitional interventions to reduce early psychiatric readmissions in adults: systematic review. The British Journal of Psychiatry, 202(3), 187-194. doi: https://doi.org/10.1192/bjp.bp.112.115030.
World Health Organization (WHO). (2015). The European Mental Health Action Plan 2013-2020. Recuperado de https://www.euro.who.int/__data/assets/pdf_file/0020/280604/WHO-Europe-Mental-Health-Acion-Plan-2013-2020.pdf
Zanardo, G. L. P, Bianchessi, D. L. C., & Rocha, K. B. (2018). Dispositivos e conexões da rede de atenção psicossocial (RAPS) de Porto Alegre-RS. Estudos Interdisciplinares em Psicologia, 9(3), 80-101. doi: https://doi.org/10.5433/2236-6407.2018v9n3p80
Zanardo, G. L. D. P., Silveira, L. H. D. C., Rocha, C. M. F., & Rocha, K. B. (2017). Internações e reinternações psiquiátricas em um hospital geral de Porto Alegre: características sociodemográficas, clínicas e do uso da Rede de Atenção Psicossocial. Revista Brasileira de Epidemiologia, 20(3), 460-474. doi: https://doi.org/10.1590/1980-5497201700030009
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
IMPORTANTE: a carta de declaração de direitos deverá ser submetida como documento suplementar.