Sankofa: contribuições da Filosofia Africana para resgatar as relações afetivas e sexuais entre Africanos homens em diáspora

Authors

DOI:

https://doi.org/10.22456/2238-152X.111722

Abstract

Este artigo busca dar subsídios teóricos e metodológicos ao processo de reontologização dos corpos africanos homens diaspóricos que se relacionam afetiva e sexualmente entre si. Parte-se do deslocamento do conceito de masculinidade e de sua relação estrita com as questões de gênero e sexualidades,situando esse processo em uma perspectiva afrocêntrica. Assim, a partir do conhecimento oriundo da matriz civilizatória africana, busca-se trazer novas contribuições no sentido de ampliar a compreensão sobre os modos de existir dos corpos africanos homens na diáspora, tomando a orixalidade como uma forma de repensar essas homenidades.

Downloads

Download data is not yet available.

Author Biographies

Tiago Rodrigues Da Costa, Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Psicologia

Psicologia Social e Institucional

Rosane Azevedo Neves da Silva, Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Programa de Pós Graduação em Psicologia Social

References

Adodi.org (2016). What is adodi?. Adodi.org. Disponível em: <https://adodi.org/aboutadodi>. Acesso em: 19 de ago. De 2020.

Ajibade, G.O. (2013). Same-sex relationships in yoruba culture and orature. Journal of homossexuality, 60, 965-983.

Alimi, B. (2015, 9 de setembro) If you say being gay is not african, you don’t know your history. The Guardian, Disponível em: <https://www.theguardian.com/commentisfree/2015/sep/09/being-gay-african-history-homosexuality-christianity> . Acesso em: 23 de jul. De 2020.

Ani, M. (1994). Yurugu: an african-centred critique of european cultural thought and behavior. Trenton: africa world press.

Ani, M. (2009). Afrocentricidade: notas sobre uma posição disciplinar. Tradução de carlos alberto medeiros. In: nascimento, elisa larkin. Afrocentricidade: uma abordagem epistemológica inovadora. São paulo: selo negro, p. 93–110.

Ani, M. (2014). Afrocentricidade. Philadelphia: editora afrocentricity internacional.

Cipó, R. (2019, 17 de dezembro) Ao discutir masculinidade, homens negros reivindicam humanidade negada pelo racismo. Alma preta. Disponível em: <https://almapreta.com/editorias/realidade/ao-discutir-masculinidade-homens-negros-reivindicam-humanidade-negada-pelo-racismo>. Acesso em: 25 ago. De 2020.

Dove, N. (1998, Maio). Mulherisma africana: uma teoria afrocêntrica. In: jornal de estudos negros. Vol. 28. № 5. Pp. 515-539. Disponível em: <https://estahorareall.files.wordpress.com/2015/11/mulherisma-africana-uma-teoria-afrocecc82ntrica-nah-dove.pdf >. Acesso em: 13 abril 2020.

Kleis, G. W., Abdullahi, S. A. (1983). Masculine power and gender ambiguity in urban hausa society. African urban studies.

Mariah, M. (2018, 28 de maio). Afrofuturo: uma perspectiva. Afrofuturo. Disponível em: <https://medium.com/@faleafrofuturo/afrofuturo-uma-perspectiva-5e11e95dd470>. Acesso em: 12 de ago. De 2020.

Mark, M. (2013, 10 de junho). Nigeria's yan daudu face persecution in religious revival: once-tolerated, the 'men who dress like women' fear they are being driven underground. The Guardian. Disponível em: <https://www.theguardian.com/world/2013/jun/10/nigeria-yan-daudu-persecution>. Acesso: 15 de jul. 2020.

Martins, L. M. (1997). Afrografias da memória: o reinado do rosário no jatobá. São paulo: perspectiva; belo horizonte: mazza edições.

Mbembe, A. (2014). Crítica da razão negra. Tradução de marta lança. Lisboa, Portugal: Antígona Editores Refractários..

Paula, B. X. (2013, outubro). Os estudos africanos no contexto das diásporas. Revista da associação brasileira de pesquisadores/as negros/as (abpn), v. 5, n. 11, p. 131-148. Disponível em: <http://abpnrevista.org.br/revista/index.php/revistaabpn1/article/view/193>. Acesso em: 23 jul. 2019.

Ramos, A. G. (1952, 6 de abril). Um herói da negritude. Diário de notícias, suplemento literário, Rio de Janeiro.

Sena, D. (2020, 7 de janeiro). Oboronidades: uma investigação sobre existências de homenidades com referências africanas. Instagram. Disponível em: <https://www.instagram.com/p/b7byvxzl3br/?igshid=zs27p6tczkrt>. Acesso em: abr. de 2020.

Soares, E. L. R. (2008). As vinte e uma faces de exu na filosofia afrodescendente da educação: imagens, discursos e narrativas. Tese (doutorado em educação). 188f. Programa de Pós-Graduação em Educação Brasileira, Faculdade de Educação da Universidade Federal do Ceará - UFC. Fortaleza.

Somé, S. (2009). O espírito da intimidade: ensinamentos ancestrais africanos sobre maneiras de se relacionar. São Paulo: Odysseus.

Urasse, A. (2016, 26 de janeiro). A homossexualidade não é africana. A heterossexualidade também não. (parte 1). Pensamentos Mulheristas. Disponível em: <https://pensamentosmulheristas.wordpress.com/2016/01/26/a-homossexualidade-nao-e-africana-a-heterossexualidade-tambem-nao-parte-1/>. Acesso em: 26 ago. 2020.

Published

2022-05-03

How to Cite

Da Costa, T. R., & Neves da Silva, R. A. (2022). Sankofa: contribuições da Filosofia Africana para resgatar as relações afetivas e sexuais entre Africanos homens em diáspora. Revista Polis E Psique, 12(1), 169–187. https://doi.org/10.22456/2238-152X.111722

Issue

Section

Artigos

Most read articles by the same author(s)