Insônias, Travessias e Primaveras em Contraponto às Ficções Coloniais

Autores

  • Aline Kelly da Silva Universidade Federal de Alagoas (UFAL)
  • Marilu Silveira Goulart Universidade Federal do Rio Grande do Sul
  • Luis Henrique da Silva Souza Faculdade Anhanguera - Campus Porto Alegre. Núcleo de Estudos em Políticas e Tecnologias Contemporâneas de Subjetivação (E-politcs) - UFRGS.
  • Maria Luísa Pereira de Oliveira Universidade Federal do Rio Grande do Sul/UFRGS - Núcleo de Pesquisa em Sexualidade e Relações de Gênero/NUPSEX

DOI:

https://doi.org/10.22456/2238-152X.149473

Resumo

Este artigo tem por objetivo produzir uma reflexão sobre o conceito de humanidade. Partimos do contexto brasileiro da pandemia de COVID-19 e ficcionalizamos narrativas como uma experimentação ético-política para causar fricções e frestas sobre o racismo operante no cotidiano e na produção do conhecimento científico. Nas narrativas estão presentes aquilo que resiste e irrompe sobre a lógica colonialista, furando as ficções coloniais e indo contra as políticas de esquecimento de vidas de mulheres, pessoas negras e indígenas. Entendemos que as resistências são necessárias, mas talvez não sejam suficientes para lidar com as violências coloniais. Por isso, apostamos no encantamento como uma política de vida e uma prática insurgente que articula corpo, território, ancestralidade, coletivo e comunidade em uma rede viva de relações, na qual a humanidade é coproduzida com seres humanos, não-humanos, formando múltiplos saberes e territórios.

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Biografia do Autor

Aline Kelly da Silva, Universidade Federal de Alagoas (UFAL)

Doutora em Psicologia Social e Institucional pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Graduada e mestra em Psicologia pela Universidade Federal de Alagoas (UFAL). Atualmente, professora substituta do curso de Psicologia da UFAL - Unidade Educacional Palmeira dos Índios. Integrante do Grupo de Pesquisa Processos Culturais, Políticas e Modos de Subjetivação (UFAL/CNPq).

Marilu Silveira Goulart, Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Cursou Doutorado em Psicologia Social e Institucional (PPGPSI, 2024) e Mestrado em Educação (PPGEDU, 2008) na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), psicóloga (UCPEL) com atuação na área clínica. Atualmente, servidora pública na Assistência Social (SMAS/PMPA), tendo experiência como técnica, supervisora de serviços e de estágio, coordenadora de CRAS e de CREAS, feminista.

Luis Henrique da Silva Souza, Faculdade Anhanguera - Campus Porto Alegre. Núcleo de Estudos em Políticas e Tecnologias Contemporâneas de Subjetivação (E-politcs) - UFRGS.

Docente em Psicologia. Doutorando no Programa de Pós-Graduação em Psicologia Social e Institucional da Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS. Mestrado pelo Programa de Pós-Graduação em Psicologia, área de concentração Psicologia da Saúde da Universidade Católica Dom Bosco - UCDB (2018) e graduação em Psicologia pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul - UFMS (2015). Integrante do Núcleo de Estudos em Políticas e Tecnologias Contemporâneas de Subjetivação (Núcleo E-politcs). Membro e colaborador do grupo de extensão OCUPAS: cidade, resistência e subjetividade. Conselheiro - Conselho Regional de Psicologia - RS (2022 - 2025).

Maria Luísa Pereira de Oliveira, Universidade Federal do Rio Grande do Sul/UFRGS - Núcleo de Pesquisa em Sexualidade e Relações de Gênero/NUPSEX

Cursando Doutorado no Programa de Pós Graduação em Psicologia Social e Institucional/UFRGS. Mestra em Saúde Coletiva/UNISINOS. Especialista em Ética e Educação em Direitos Humanos/UFRGS e em Violência Doméstica/USP. Graduação em Psicologia-habilitação psicóloga/UNISINOS e Graduação em Psicologia-habilitação licenciatura/UFRGS. Psicóloga clínica e psicóloga hospitalar no Hospital de Clínicas de Porto Alegre/HCPA.

Referências

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Publicado

2026-04-23

Como Citar

da Silva, A. K., Silveira Goulart, M., da Silva Souza, L. H., & Pereira de Oliveira, M. L. (2026). Insônias, Travessias e Primaveras em Contraponto às Ficções Coloniais. Revista Polis E Psique, 16, e026007. https://doi.org/10.22456/2238-152X.149473

Edição

Seção

Dossiê Temas em Debate 2025

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