Insônias, Travessias e Primaveras em Contraponto às Ficções Coloniais
DOI:
https://doi.org/10.22456/2238-152X.149473Resumo
Este artigo tem por objetivo produzir uma reflexão sobre o conceito de humanidade. Partimos do contexto brasileiro da pandemia de COVID-19 e ficcionalizamos narrativas como uma experimentação ético-política para causar fricções e frestas sobre o racismo operante no cotidiano e na produção do conhecimento científico. Nas narrativas estão presentes aquilo que resiste e irrompe sobre a lógica colonialista, furando as ficções coloniais e indo contra as políticas de esquecimento de vidas de mulheres, pessoas negras e indígenas. Entendemos que as resistências são necessárias, mas talvez não sejam suficientes para lidar com as violências coloniais. Por isso, apostamos no encantamento como uma política de vida e uma prática insurgente que articula corpo, território, ancestralidade, coletivo e comunidade em uma rede viva de relações, na qual a humanidade é coproduzida com seres humanos, não-humanos, formando múltiplos saberes e territórios.
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