Jamais fomos humanos: ensaio de uma psicologia contracolonial
DOI:
https://doi.org/10.22456/2238-152X.149355Resumo
O ensaio busca desterritorializar e questionar o que quer (Deleuze, 2018) a humanidade e/ou o excepcionalismo humano em nós. Conceitos colonialistas que garantem privilégios a um seleto grupo e violentam aqueles que não se encaixam e/ou não se submetem. Agenciados ao pensamento afropindorâmico, aprendemos com os nossos professores que a terra e os bichos também comem e querem (Bispo dos Santos, 2023); a dizer não à servidão voluntária que nos faz querer, ou ter a esperança de ingressar em um clube — o dos humanos —, o qual tem como premissa de funcionamento a exceção (Krenak, 2020); a hackear o sistema colonialista (Baniwa, 2018) e a negar uma submissão a ele (Esbell, 2021). A partir dessas composições e imagens que pensam em nossos corpos, buscamos, assim como Krenak (2019), aceitar a queda da humanidade que pensávamos ser, e a construir novas habitações para nos abrigarmos coletivamente do excesso de caos.
Downloads
Referências
Aristóteles. (1999). Vida e obra. São Paulo, Brasil: Nova Cultural. Baniwa, D. (2018). Hackeando a 33ª Bienal de
Artes de SP [Performance]. https://www.youtube.com/watch?v=MGFU7aG8kgI
Baniwa, D. (2018). Pajé-Onça caçando na Avenida Paulista [Performance]. Recuperado de https://www.youtube.
com/watch?v=GtwR1-KopqM&list=LL&index=1&t=80s
Bispo dos Santos, A. (2023). A terra dá, a terra quer. São Paulo, Brasil: Ubu Editora/PISEAGRAMA.
Caboco, G. (2019–2022). Kanau’kyba anti-batismo de Makunaimî e pussanga da pedra [Obra de arte]. https://
almeidaedale.com.br/artistas/gustavo-caboco/
Deleuze, G. (2018). Nietzsche e a filosofia. São Paulo, Brasil: N-1 Edições.
Esbell, J. (2018a, jan.). Arte indígena contemporânea e o grande mundo. Revista Select, (39). https://select.art.br/
arte-indigena-contemporanea-e-o-grande-mundo/
Esbell, J. (2018b, jan/jul.). Makunaima, o meu avô em mim! Iluminuras, 19(46), pp. 11-39. https://seer.ufrgs.br/index.
php/iluminuras/article/view/85241/49065
Esbell, J. (2021). O’ma’kon – bicharada – reunião dos bichos. In J. Esbell, & P. Berbert (Orgs.), Moquém_Surarî: Arte
indígena contemporânea (p. 15). São Paulo, Brasil: Museu de Arte Moderna de São Paulo. https://mam.org.br/wpcontent/uploads/2022/04/mam-moquemsurari-catalogo-com-ad.pdf
Foucault, M. (1999a). As palavras e as coisas: uma arqueologia das ciências humanas. São Paulo, Brasil: Martins
Fontes.
Foucault, M. (1999b). Vigiar e punir: nascimento da prisão. Petrópolis, Brasil: Editora Vozes.
Grosfoguel, R. (2016, jan/abr.). A estrutura do conhecimento nas universidades ocidentalizadas: racismo/sexismo
epistêmico e os quatro genocídios/epistemicídios do longo século XVI. Revista Sociedade e Estado, 31(1), pp. 25-
49. DOI: https://doi.org/10.1590/S0102-69922016000100003
Gutiérrez, J. L. (2014, maio). A controvérsia de Valladolid (1550): Aristóteles, os índios e a guerra justa. Revista USP,
101, 223-235. DOI: https://doi.org/10.11606/issn.2316-9036.v0i101p223-235
Haraway, D. J. (2023). Ficar com o problema: fazer parentes no Chthuluceno. São Paulo, Brasil: N-1 Edições.
Kopenawa, D., & Albert, B. (2015). A queda do céu: palavras de um xamã yanomami. São Paulo, Brasil: Companhia
das Letras.
Krenak, A. (2019). Ideias para adiar o fim do mundo. São Paulo, Brasil: Companhia das Letras.
Krenak, A. (2020). A vida não é útil. São Paulo, Brasil: Companhia das Letras.
Las Casas, B. de. (2006). Historia de las Indias. Alicante: Biblioteca Virtual Miguel de Cervantes. Disponível em:
https://www.cervantesvirtual.com/nd/ark:/59851/bmct4447. Acesso em: 10 abr. 2026.
Las Casas, B. de. (1975). Del único modo de atraer a todos los pueblos a la verdadera religión. Fondo de Cultura
Económica.
Nietzsche, F. (2005). Além do bem e do mal. São Paulo, Brasil: Companhia das Letras.
Nietzsche, F. (2012). A gaia ciência. São Paulo, Brasil. Companhia das Letras.
Nietzsche, F. (2012). A gaia ciência. São Paulo, Brasil. Companhia das Letras.
Sá, L. (2017). Macunaíma e as fontes indígenas. In M. de Andrade, Macunaíma, o herói sem nenhum caráter (pp 223-
240). São Paulo, Brasil: Ubu Editora.
Silva, E. R. da. (2024). Desumanizar. In E. Rocha & T. B. Santos (Orgs.), Verbolário da caminhografia urbana (pp.
135–137). Pelotas, Brasil: Editora Caseira.
Staden, H. (2021). Duas viagens ao Brasil: primeiros registros sobre o Brasil. Porto Alegre, Brasil: L&PM.
Tietboehl, L. K., Lemos, M, S., Souza, M. N., & Nery, R. T. Sensibilidades em Colapsos: por uma Psicologia Social
“Entre-Mundos”. Rev. Polis e Psique, 2026, 16: e026004.
Tukano, D. (2022-2023). A redenção [Obra de arte]. In Nhe’ẽ Porã: Memória e Transformação (Exposição). Museu
da Língua Portuguesa. https://nheepora.mlp.org.br/
Yanomami, J. (2023). Os caminhos dos xapiri quando descem até a casa dos xamãs [Obra de arte].
In B. Albert (Col.), The Yanomami Struggle (Exposição). Instituto Moreira Salles. https://ims.com.
br/2023/01/30/o-ims-circula-pelo-mundo-por-nani-rubin/
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
IMPORTANTE: a carta de declaração de direitos deverá ser submetida como documento suplementar.