Jamais fomos humanos: ensaio de uma psicologia contracolonial

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DOI:

https://doi.org/10.22456/2238-152X.149355

Resumo

O ensaio busca desterritorializar e questionar o que quer (Deleuze, 2018) a humanidade e/ou o excepcionalismo humano em nós. Conceitos colonialistas que garantem privilégios a um seleto grupo e violentam aqueles que não se encaixam e/ou não se submetem. Agenciados ao pensamento afropindorâmico, aprendemos com os nossos professores que a terra e os bichos também comem e querem (Bispo dos Santos, 2023); a dizer não à servidão voluntária que nos faz querer, ou ter a esperança de ingressar em um clube — o dos humanos —, o qual tem como premissa de funcionamento a exceção (Krenak, 2020); a hackear o sistema colonialista (Baniwa, 2018) e a negar uma submissão a ele (Esbell, 2021). A partir dessas composições e imagens que pensam em nossos corpos, buscamos, assim como Krenak (2019), aceitar a queda da humanidade que pensávamos ser, e a construir novas habitações para nos abrigarmos coletivamente do excesso de caos.

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Biografia do Autor

Bibiana Scherer, Universidade Federal de Pelotas

Estudante de Psicologia na Universidade Federal de Pelotas. Atualmente, é bolsista de iniciação científica (PIBIC/CNPq), atuando no Laboratório de Arte e Psicologia Social (LAPSO).

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Publicado

2026-04-23

Como Citar

Raniere da Silva, Édio, & Scherer, B. (2026). Jamais fomos humanos: ensaio de uma psicologia contracolonial. Revista Polis E Psique, 16, e026005. https://doi.org/10.22456/2238-152X.149355

Edição

Seção

Dossiê Temas em Debate 2025